terça-feira, 24 de novembro de 2020

Por que fazer Psicoterapia é tão importante?

Anteontem estava comentando com o Rodrigo Lamonier (o nutricionista que atende os pacientes comigo) sobre a quantidade de pacientes com transtornos emocionais que temos recebido durante a pandemia. Não que a gente não recebesse esse tipo de paciente, mas a pandemia intensificou. Tem sido muito raro algum paciente que eu não encaminho para a terapia (inclusive tenho uma vasta lista de excelentes profissionais que indico em Goiânia – Psicólogos e Psiquiatras): https://www.nutrologogoiania.com.br/profissionais-que-indico/ ).

A pergunta que fica é: Esses transtornos vem aumentando a prevalência na população brasileira ou foi apenas uma exacerbação decorrente da pandemia ?

Acredito que a prevalência tem aumentado consideravelmente devido as mídias digitais, combinado com o surgimento da pandemia.

Por um período da minha vida profissional eu me recusei a atender no consultório pacientes com alguns transtornos psiquiátricos, por trauma de ter perdido meu pai decorrente de um tratamento errôneo de transtorno bipolar. Então apesar de gostar muito de psiquiatria (quase fiz residência de Psiquiatria) eu não me sentia seguro em receber esses pacientes. Tinha uma falsa crença que eu tinha que trazer resolutividade pros casos, mesmo naqueles que não queriam fazer acompanhamento com Psiquiatra e Psicólogos.

E por ironia do destino, o que mais tenho recebido no consultório, além dos clássicos pacientes com transtornos do aparelho digestivo e intolerâncias alimentares, veio uma leva grande de pacientes com sintomas ansiosos, depressivos, síndrome do pânico, transtorno bipolar e Burnout (principalmente em profissionais da área da saúde e área de segurança).

Vários fatores tem contribuído para surgimento principalmente de transtornos ansiosos e depressivos. Ninguém fica ansioso ou deprimido de um momento para outro, sem um motivo. Na verdade é uma soma de motivos e muitas vezes combinadas com fatores nutricionais e do estilo de vida. Algumas doenças podem ter como manifestação aumento da ansiedade (como no hipertireoidismo) ou rebaixamento de humor (hipotireoidismo, Alzheimer, Parkinson).

Há comprovação científica de que diversos genes podem predispor ao surgimento de transtornos mentais como ansiedade e depressão. E eles são passados de pais para filhos, independente da criação. Estudos com gêmeos mostram isso. Existe uma correlação entre genética e transtorno bipolar, transtorno de déficit de atenção depressão.

Traumas precoces: eventos como abusos sexuais, abusos morais, negligência, violência física ou psicológica podem deixar marcas principalmente quando o0corridos na infância e adolescência, sendo decisivos para o surgimento de transtornos mentais na vida adulta.

Estresse crônico: O ritmo acelerado de trabalho, estudos, exposição a informação através de redes sociais, cobranças e responsabilidade geram uma carga alta de estresse e exaustão mental. Essa exaustão pode reduzir nossa capacidade de manejar esse estresse e com isso deflagrar alguns transtornos mentais. Por isso a terapia é tão importante, pois somente quando se fala do problema e arrumamos soluções para lidar com eles é que ele pode não ser tão deletério. Falar é terapêutico.

Estresse agudo: Não estamos imunes a sofrer, teremos perdas a qualquer momento, seja a morte de ente querido, uma desilusão amorosa, uma separação, um desemprego, queda do padrão de vida. Esses eventos podem ser mais ou menos traumáticos, dependendo da personalidade de cada indivíduo. E esses eventos estressantes agudos, também podem ser gatilhos para transtornos mentais. Mais uma vez saliento: falar é terapêutica. Descobrir ferramentas de como lidar com esse estresse agudo pode minimizar a intensidade dos transtornos ou até evitar o surgimento.

Essa confluência de fatores podem então favorecer o surgimento de tais transtornos psiquiátricos. Combinado a isso ainda temos déficit de nutrientes que podem interferir na formação (síntese) de neurotransmissores como serotonina, dopamina, gaba, noradrenalina.

Associe a isso, alterações na microbiota intestinal, exposição crônica a diversos poluentes, excesso de exposição à luz artificial, privação de sono, excesso de estímulos visuais e sonoros.

Não gosto de ser pessimista, mas o cenário é sombrio e talvez aquela frase que há algum tempo alguns médicos diziam: “depressão é o mal do século”, pode se tornar verdade.

Então, mais do que dicas nutricionais, se eu pudesse dar uma dica para você que está lendo esse texto: FAÇA TERAPIA ! A nossa saúde mental é muito valiosa.



sexta-feira, 20 de novembro de 2020

Aviso aos pacientes acima do peso - Texto elaborado pelo movimento Nutrologia Brasil

O texto abaixo foi elaborado em conjunto, com alguns membros do movimento Nutrologia Brasil, para entregarmos para nossos pacientes acima do peso (sobrepeso e obesidade) na primeira consulta.

1. O processo de dieta sempre terá altos e baixos. Infelizmente, no mundo atual, para se ter vida social, ocasionalmente o obeso pode sair do "script" de forma consciente e programada, sem métodos inapropriados de compensação (vômitos, uso de laxantes, dietas altamente restritivas e jejuns prolongados).

Uma vez iniciado um processo de emagrecimento, lembre-se que "chutar o pau da barraca" ou jacadas" por várias semanas, ou meses irá:

1) Alterar a sua taxa metabólica basal (seu metabolismo cairá); e

2) Desregular o sistema cerebral de regulação fome/saciedade

2. Com essa combinação acima, a longo prazo você tenderá a engordar cada vez mais. Portanto, a dica (que os maiores especialistas do mundo em obesidade) é: tente manter o foco na dieta ou na reeducação alimentar;

3. É preciso entender que adipócitos (células de gordura) não morrem, apenas esvaziam e reduzem de tamanho. Você deve evitar que eles se proliferem e voltem a armazenar gordura. Portanto, uma vez com obesidade ou sobrepeso; vigilância sempre será por toda a vida. Isso piora quanto mais alto foi o índice de massa corporal (IMC) atingido ao longo da vida. O paciente pode estar com a quantidade de gordura dentro da normalidade nos exames, mas a células de gordura ali persistem.

4. Tão importante quanto perder gordura é a manutenção ou ganho de massa magra (músculo). A perda de músculo é inerente a todo processo de emagrecimento, mas devemos tentar minimizar isso, principalmente através da prática regular de atividade física. 

5. É importante salientar que o papel da atividade física no emagrecimento é baixo quando analisado a curto prazo e no que se refere ao gasto calórico. Para se eliminar 1kg devemos gastar cerca de 7.500-8.000kcal. Em uma hora de caminhada perde-se 5,5kcal/minuto (pessoa de 60kg), cerca de 330kcal/hora. Se o indivíduo caminhar 22 dias no mês, ele consegue eliminar cerca de 1kg, caso mantenha a ingestão calórica abaixo do que o corpo utiliza. Ou seja, é uma perda pequena. ENTRETANTO a atividade física tem um papel muito importante na manutenção da perda de peso. Ou seja, quando o paciente perde peso e mantém a prática regular de atividade física, ele tende a evitar o reganho do peso. Além de atenuar a resposta adaptativa número 1 (citada abaixo). 

6. No processo de perda de peso há algumas alterações adaptativas. É como se fosse uma reação do corpo à perda de peso. Quais são essas reações?

Reação 1: Ele tende a reduzir o metabolismo (ou seja, você passa a queimar menos calorias ao longo do dia). O Dr. Bruno Halpern, um dos maiores estudiosos de obesidade no Brasil, afirma que para cada 1 kg de peso eliminado, o metabolismo pode reduzir em até 30 kcal. Ou seja, se perdeu 10kg, a taxa metabólica cairá 300kcal. 

Reação 2: Como compensação à perda de peso, ele aumenta o seu apetite em média 100kcal por cada 1 kg perdido. Ou seja, se eliminou 10 kg, ele te fará comer 1.000 kcal extras.

7. Existe uma teoria denominada Set Point, na qual os "obesólogos" perceberam que seu corpo, após atingir um determinado IMC, sofrerá alterações nutroneurometabólicas e que SEMPRE favorecerão que você retorne para o IMC máximo atingido ou um pouco acima.  Ou seja, efeito sanfona piora o prognóstico da obesidade. 

8. Estudos feitos com grande número de indivíduos mostraram que apenas 10% dos que perdem peso apenas com mudança do estilo de vida, ou seja, atividade física e dieta, conseguem sustentar o peso eliminado após 2 anos. Isso nos mostra que a obesidade é uma doença:

1) Crônica (tratamento por toda a vida e vigilância contínua); 

2) Recidivante (vai e volta, exemplo efeito sanfona); 

3) Com fortíssimo componente genético e que sofre múltiplas interferências ambientais, comportamentais; e

4) Que necessita de tratamento agressivo pois, na atualidade, é uma das doenças que mais se desdobra em múltiplas outras doenças. 

9. A farmacoterapia antiobesidade (utilização de medicamentos), tão abominada por alguns profissionais, na atualidade tem uma boa eficácia e um bom nível de segurança. Respeito a vontade do paciente em não utilizar medicações alopáticas, mas deixo claro o que há de científico na literatura. 

10. Muitos pacientes precisarão utilizar medicações por toda a vida, assim como hipertensos, diabéticos e depressivos tomam. Outros, talvez após um longo tempo de adaptação metabólica ao novo peso, conseguem reduzir as doses e até retirá-las.

11. Para cada quilo de peso perdido, o ideal é que o paciente fique 1 mês em manutenção (período que se inicia após todo o peso eliminado). Durante a fase de manutenção geralmente opta-se por manter a medicação.

12. Como se trata de uma doença de etiologia multifatorial, na prática percebemos que fatores emocionais possuem crucial importância na manutenção da obesidade e sobrepeso, sendo assim, o acompanhamento psicoterápico auxilia muito no processo. 

13. Melhores resultados são obtidos quando o paciente está inserido dentro de uma equipe multidisciplinar: Médico, Nutricionista, Psicólogo, Profissional da Educação física. 

Documento elaborado e assinado pelos integrantes Grupo de estudos Nutrologia Brasil

1.      Amanda Weberling – Médica Nutróloga– Vitória – ES

2.      Andrea Figueiredo – Médica Nutróloga – Palmas - TO

3.      Breno Rocha Coimbra – Médico Endocrinologista e Biomédico – Palmas – TO

4.      Bruno De Andrade – Médico Nutrólogo - – Rio de Janeiro - RJ

5.      Daniella Costa – Médica Nutróloga – Uberlândia - MG

6.      Delmir Rodrigues – Médico Endocrinopediatra, Nutrólogo pediátrico – Brasília - DF

7.      Diana Sá – Médica Endocrinologista – Brasília - DF

8.      Flavia Tortul – Médica Endocrinologista – Campo Grande - MS

9.      Frederico Lobo – Médico Nutrólogo – Goiânia - GO

10.   Gustavo Louzano – Médico Nutrólogo e Cirurgião Geral

11.   Haroldo Falcão – Médico Nutrólogo – Rio de Janeiro - RJ

12.   Jordana Rodrigues – Médica Endocrinologista – São José do Rio Preto – SP

13.   Juan Bernard – Médico Nutrólogo – Belo Horizonte - MG

14.   Karol Calfa – Médica Nutróloga – Vitória - ES

15.   Leandro Marques – Médico Nutrólogo – Goiânia – GO

16.   Leandro Figueiredo – Médico Nutrólogo – São Paulo – SP

17.   Leonidas Silveira – Médico Nutrólogo – Campos – RJ

18.   Lilia Godói – Médica Nutróloga – São Paulo - SP

19.   Mateus Dorneles - Médico Endocrinologista – Santa Maria - RS

20.   Natalia Jatene - Médica Endocrinologista – Goiânia - GO

21.   Patrícia Peixoto - Médica Endocrinologista – Campos – RJ

22.   Pedro Dal Bello – Médico Nutrólogo e Oncologista Clínico – São Paulo - SP

23.   Pedro Prudente – Médico do Esporte e Acupunturista– Goiânia - GO

24.   Priscila Abelha – Médica Nutróloga – Rio de Janeiro - RJ

25.   Rafael Leal – Médico Nutrólogo – Brasília - DF

26.   Reinaldo Nunes – Médico Endocrinologista e Nutrólogo – Campos - RJ

27.   Renata Mattar – Médica Cirurgiã geral – São Paulo - SP

28.   Rodrigo Costa – Médico Nefrologista e Nutrólogo – Goiânia - GO

29.   Samira Santos - Médica Endocrinologista – Campo Grande - MS

30.   Tatiana Abrão - Médico Endocrinologista e Nutróloga

31.   Yuri Galeno - Médico Endocrinologista – Natal - RN


Doutor, comer à noite engorda? Depende...



O texto abaixo foi escrito pelo Endocrinologista Dr. Bruno Halpern. Achei interessante repostar pois durante muitas décadas, principalmente nutricionistas, defendem que quando se trata de emagrecimento, o que importa é o volume calórico ingerido ao longo de todo dia.

Errada a informação não está, mas deve-se levar em conta o horário em que ingerimos os alimentos. Surgiu há algum tempo um ramo da Nutrição chamado Crononutrição. Nesse ramo estuda-se o papel dos alimentos no ciclo circadiano e vice-versa. Ou seja, o horário em que ingerimos determinados nutrientes importa. O ciclo circadiano pode alterar a forma que esses nutrientes são assimilados, metabolizados. Assim como os nutrientes podem alterar de forma indireta o ciclo circadiano. 

Assunto novo esse? Nem tanto. Antes de fazer Nutrologia, fiz pós em Medicina Tradicional Chinesa (2009-2011) e isso é algo que a Medicina Tradicional Chinesa há 5 mil anos fala. Não só a Medicina Chinesa como a Medicina Ayurvédica. As vezes, nós ocidentais, nos consideramos detentores da ciência e ignoramos o que práticas milenares pregam, por acharmos que são sem evidências. 

Com o passar das décadas, alguns dogmas caem por terra e nos levam a olhar com mais atenção para essas práticas milenares.

Na prática clínica, o que eu e meu nutricionista percebemos, é que a maioria dos pacientes com sobrepeso, sentem mais fome no período da tarde e noturno. Alguns com episódios de compulsão em um período crítico: 16h às 18h. E a predileção é principalmente por alimentos ricos em carboidratos simples e gorduras. Raramente por fontes de proteínas. 

O ajuste do plano alimentar, baseado em um recordatório alimentar de 24h e respeitando o ciclo circadiano, pode auxiliar no processo de emagrecimento. Redistribuir as calorias totais ao longo de 3 etapas, colocando uma quantidade menor no período noturno, pode potencializar resultados de alguns pacientes. É o que temos visto na nossa prática clínica. Mas nem todos os organismos funcionam da mesma maneira. Alguns precisa de um pouco mais de carboidrato no período noturno e isso é uma tentativa de erro e acerto. O nutrólogo e o nutricionista devem ser capacitados para saber manejar essas tentativas. 

Enfim, vale a pena a leitura do texto, pois as evidências da crononutrição sugerem que no período noturno o gasto energético para digerir os alimentos é menor. Além disso, alguns poucos trabalhos mostram que a sensibilidade à insulina é menor no período noturno. E além disso, na prática percebemos que a "fome emocional" é maior no período noturno. Mas isso é assunto para um longo post...




Há vários estudos que mostram que pessoas que concentram suas calorias à noite tem maior risco de obesidade, diabetes e outras doenças metabólicas, mas é sempre difícil saber se isto é uma relação de causa e efeito, isto é, comer à noite leva a essas doenças, ou é um fator de confusão, ou seja, quem come mais à noite pode também ter uma vida menos regrada, beber mais álcool, dormir pior, etc, e essa é a causa real da relação.
Muitos estudos tentam elucidar a essa questão avaliando parâmetros metabólicos em situações controladas e mostram que pode sim haver uma relação direta entre esses fatores.
Por exemplo, um estudo demonstrou que a mesma refeição, quando feita às 22:30, levava a um gasto energético de digestão (o chamado “efeito térmico da comida” ) 4% menor do que se feita às 18:30. Ou seja, comer mais tarde fez o corpo gastar menos energia para digerir a refeição. 4% parece pouco, mas pode ser significativo no longo prazo!

Além disso, muitos estudos em animais e alguns poucos em humanos também sugerem que quando comemos fora do nosso período ativo, o excesso de calorias não é corretamente armazenado como gordura e tende a se depositar em órgãos como fígado, músculo e coração, aumentando os riscos de diabetes e doenças cardíacas. É como se, à noite, o nosso aparato normal de armazenamento estivesse descansando, e assim, ao chegar comida, não há enzimas, hormônios e proteínas suficientes para levar essa gordura para o lugar certo!

Ainda há muito o que se estudar e aprender sobre o assunto em humanos, mas recomendar redução do consumo alimentar noturno a longo prazo é uma forma de promover saúde. Lembrando que excesso de calorias noturnas tb atrapalham o sono e sono ruim também está associado a ganho de peso é doenças metabólicas!

Referência:  McHill. Later circadian timing of food intake is associated with increased body fat. AJCN 2017.  https://www.ncbi.nlm.nih.gov/pmc/articles/PMC5657289/

Autor: Dr. Bruno Halpern - Médico Endocrinologista e Metabologista. 

sexta-feira, 13 de novembro de 2020

A Nutrologia é mal falada por vários médicos, quais as razões disso?

Nas últimas semanas tenho vivenciado algumas situações no consultório que merecem comentários. Vários pacientes contando que seus outros médicos criticam descaradamente condutas de Nutrólogos e desestimulam os pacientes a irem consultar com Nutrólogos. 

Mas por que isso ocorre? 

Primeiramente quero deixar claro que em partes, não tiro a razão de alguns médicos, mesmo os considerando ignorantes. Principalmente aqueles que vivenciaram ou vivenciam condutas absurdas adotadas por alguns ditos "Nutrólogos". 
A Nutrologia não é uma especialidade nova. Desde 1978 é uma especialidade médica reconhecida pela Associação Médica Brasileira. No Brasil só há duas formas de um profissional se tornar Nutrólogo, ou faz a residência de Nutrologia ou presta a prova de título da Associação Brasileira de Nutrologia.

A grande maioria dos profissionais que se dizem Nutrólogos (principalmente em redes sociais como instagram e facebook) na verdade não são Nutrólogos. Ou seja, propaganda enganosa e infração ética. Para saber se o profissional é Nutrólogo, basta digitar o nome dele aqui: https://portal.cfm.org.br/index.php?option=com_medicos

Caso o médico seja realmente Nutrólogo, ele terá a especialidade registrada no Conselho Federal de Medicina e terá um número de registro de qualificação de especialista (RQE).

Sendo assim, como a grande maioria desses profissionais fingem ser Nutrólogos, vários médicos acreditam que o profissional X ou Y que diz ser Nutrólogo é realmente Nutrólogo. Não buscam saber da formação dos mesmos.

Mas além de usurparem um título que não lhes pertencem, tais profissionais muitas vezes praticam atos que não fazem parte do roll de procedimentos em Nutrologia. Como por exemplo: Modulação hormonal, prescrição de anabolizantes para fins estéticos ou em quem não tem déficit. E vários médicos por puro desconhecimento pensam que isso faz parte da Nutrologia. Isso não é Nutrologia.

O prato está feito para receber críticas. Os bons Nutrólogos então "pagam o pato" pelos que fingem ser Nutrólogos e algumas vezes até pelos que são Nutrólogos realmente. Sim, existem Nutrólogos que maculam a imagem da especialidade cometendo um festival de infrações éticas, tais como:
  1. Indicando farmácia de manipulação
  2. Prescrevendo anabolizantes para fins estéticos
  3. Solicitando exames sem validação científica ou que o Conselho Federal de Medicina não autoriza
  4. Vendendo produtos em seus consultórios
Ou seja, diante de tal cenário é até compreensível que os colegas desinformados julguem o todo pela parte. O caminho na busca pela moralização da Nutrologia é árduo, mas o movimento Nutrologia Brasil (que criei em 2014) lutará incansavelmente pela divulgação/propagação da verdadeira Nutrologia. Afinal, ignorância se combate com conhecimento. 

A Nutrologia é uma especialidade linda, que transforma vidas e que merece ser respeitada. 

Dr. Frederico Lobo - Médico Nutrólogo - CRM-GO 13192 - RQE 11915

segunda-feira, 9 de novembro de 2020

Pasteizinhos de carne na Airfryer

Semanalmente posto aqui as receitas de um instagram que gosto muito, o @cozinhadoedu



Pasteizinhos de carne na Airfryer
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👨🏻‍🍳Toda vez que fazemos alguma receita na Airfryer é natural compararmos o resultado com o método tradicional de fritura por imersão em óleo. O fato é que dá pra deixar as preparações mais saudáveis sem abrir mão do sabor e eu vou te contar alguns segredos.
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Receita:
✔️Para o recheio usei o que já tinha pronto em casa, carne moída refogada com alho e cebola e molho de tomate com azeitonas;
✔️Para os pasteis ficarem sequinhos é preciso usar a massa de tamanho pequeno, assim inflam mais facilmente;
✔️Coloco um pouquinho de recheio e um pedaço pequeno de queijo fresco no centro da massa;
✔️Passo um pouco de água em toda borda da massa e viro formando uma meia lua:
✔️Aperto com um garfo para fechar bem;
✔️Pincelo azeite sobre a massa e levo para Airfryer por aproximadamente 08 minutos ou até ficarem dourados (viro eles na metade do tempo);
✔️Além do tamanho da massa, outra dica importante é colocar os pasteis de pouco a pouco na Airfryer (no máximo 05 unidades).
✔️Dá para variar o recheio colocando frango refogado desfiado, só queijo, tomate, lagarto desfiado...