segunda-feira, 30 de março de 2020

5 locais com estratégias bem-sucedidas de combate ao coronavírus




Alemanha, Coreia do Sul, Japão, Singapura e uma pequena cidade na Itália aplicaram medidas que ajudaram a mitigar a expansão dos contágios e mortes em seus territórios. 

É difícil encontrar alguém que não considere a pandemia da covid-19 a pior crise global desde a Segunda Guerra Mundial. 

Enquanto alguns países sofrem as piores consequências (China, Espanha, Itália e Estados Unidos), outros implementaram estratégias que retardaram a expansão do novo coronavírus.

E as estratégias são variadas: vão da massificação dos testes de vírus ao extremo isolamento social, quarentenas localizadas e até monitoramento da população mais vulnerável. Selecionamos essas "histórias de sucesso". Alerta de spoiler: todas fazem testes em massa, não apenas em pacientes graves. 

1. Por que a Alemanha tem um número tão baixo de mortes por covid-19 em comparação a outros países? 

Apesar de ser o quinto país com o maior número de infecções no mundo pela covid-19, o número de vítimas fatais do vírus é muito menor do que o de outros países que relataram números semelhantes de infecções, como Espanha, Itália ou Reino Unido.

"Embora não saibamos o motivo exato, a verdade é que recomendamos, a partir do momento em que ficamos sabendo da emergência, expandir o número de exames entre a população e, assim, reduzir a possibilidade de contágio", informou o Instituto Robert Koch de Virologia, responsável pela estratégia alemã contra a covid-19, quando consultado pela BBC. Uma das chaves para a baixa taxa de mortalidade pode ser a identificação precoce de portadores de vírus, o que retarda a propagação da doença. As autoridades alemãs indicaram que são capazes de realizar 160 mil testes de diagnóstico por semana. Outros países que também têm dezenas de milhares de infecções confirmadas reservam exames laboratoriais para confirmar quem tem o vírus para pacientes com sintomas mais preocupantes, e não testam aqueles com sintomas leves.

2. Como o Japão conseguiu controlar a covid-19 sem recorrer ao isolamento geral obrigatório ? 

Confrontado com a pandemia da covid-19, o Japão era um terreno fértil para o vírus causar estragos sérios: tem a maior proporção de pessoas com mais de 65 anos no planeta e um alto nível de consumo de tabaco, o que torna sua população mais vulnerável a doenças respiratórias.

Mas, ao contrário de outros países que recorreram ao isolamento social para limitar a propagação do vírus, os japoneses optaram por continuar se aglomerando em eventos públicos, como ao redor das famosas cerejeiras que começam a florescer nesta época do ano. Embora recomendem o distanciamento, as autoridades não impuseram à população as mesmas medidas extremas adotadas na China, Espanha ou Itália nas últimas semanas.

Comparado à China e à Coreia do Sul, as taxas de contágio e mortalidade do Japão são muito menores. Uma das razões por trás desses números pode ter sido a reação rápida do país para identificar focos de infecção e proteger a população mais vulnerável, bem como seu foco em "grupos de contágio". Segundo Kenji Shibuya, diretor do Instituto de Saúde da População do King's College, em Londres, o Japão é muito eficiente em testar pessoas em busca do vírus, identificar grupos de contágio e isolá-los. "A única maneira de lidar com qualquer pandemia é testar e isolar. E muitos países não ouviram. No Japão, eles estão desesperados para rastrear os infectados. E estão indo bem em termos de de identificar e isolar os grupos doentes", disse à BBC News Mundo (serviço da BBC em espanhol).




domingo, 22 de março de 2020

Nutrientes e o sistema imunológico -



Vídeo educativo elaborado pela Associação Brasileira de Nutrologia, mostrando o papel dos nutrientes no nosso imunológico.

domingo, 15 de março de 2020

Novo corona vírus (Covid-19): Prevenção, Nutrologia baseada em evidências e soroterapia.



Com a declaração da Organização Mundial de Saúde (OMS) que o novo corona vírus (Covid-19) tornou-se uma pandemia, “brotaram” na internet uma quantidade imensurável de fake news. E para piorar a situação, alguns profissionais da área da saúde começaram a propagar que aplicam em seus consultórios, soros endovenosos com finalidade de aumentar a imunidade. O que me deixa revoltado é saber quem há pessoas que gastam mais de 5 mil reais nessas aplicações, com a ilusão de que infusão de vitaminas, minerais e aminoácidos vão realmente potencializar a imunidade e protegê-las de uma possível infecção pelo Covid-19. Nas redes sociais surgiram inúmeros falsos nutrólogos divulgando esse tipo de terapia. O que levou a Associação Brasileira de Nutrologia (ABRAN), Sociedade Brasileira de Nutrição Parenteral e Enteral (BRASPEN) a emitirem pareceres sobre o tema.



Sendo assim, eu como médico Nutrólogo me vejo no dever de deixar claro para os meus pacientes, e para quem me acompanha no blog, site e redes sociais minha opinião sobre o tema. É revoltante ver colegas da área da saúde se aproveitando de um momento tão crítico como esse. Profissionais vendendo ilusões. Fico indignado por saber quem sempre existirá quem pagará para ser enganado. Assim como pagam por prescrições de Anabolizantes, dieta hCG, uso de hormônios sem necessidade, exames sem validação científica.



Meus posicionamentos:
1) NÃO existe soro endovenoso para imunidade. Vários nutrientes podem ter ação sobre o sistema imunológico: Zinco, Vitamina C, Vitamina D, Vitamina A, Selênio, Cobre, Ácido fólico, Fibras, Aminoácidos, Carboidratos e Ácidos graxos. Mas devem ser utilizados pela alimentação e se de acordo com os exames laboratoriais (existir deficiência) ou baseado no inquérito alimentar o Nutrólogo/Nutricionista detectar que a ingestão de determinado nutriente está baixa, aí sim postula-se a suplementação. Exemplo: vegetarianos com baixo consumo de Ferro, B12, Zinco e ômega 3. Ou pacientes submetidos a cirurgia bariátrica.

2) NÃO existe na Nutrologia essa prática de Soros aplicados em consultório: exceto infusão de micronutrientes específicos em situações especiais como déficit de Ferro, déficit de B12, Hiperemese gravídica, Pacientes pós-bariátricos refratários ao tratamento via oral, Pacientes com Síndrome do Intestino Curto ou qualquer outra situação na qual o trato digestivo não pode ser utilizado ou não está "funcionante". Ou seja, são situações muito específicas.

Recomendações baseada em evidências, para a prevenção da infecção pelo Covid-19:
1) Ingerir pelo menos 30ml/kg/dia de água.
2) Manter uma dieta adequada, balanceada, com o mínimo de alimentos ultraprocessados. 
3) Ter pelo menos 7 a 8 horas de sono por noite. 4) Lavar bem as mãos, várias vezes ao dia. 
5) Usar álcool gel. 
6) Passar álcool gel nas superfícies em que várias pessoas entram em contato. 
7) Evitar contato físico com terceiros e se o fizer, utilizar álcool gel. 
8) Evitar aglomerações ou reuniões. Se tiver como trabalhar via home office é recomendado. Reuniões via internet também auxiliam. Isolamento social temporário é uma medida eficaz para evitar a propagação do vírus. 
9) Quando espirrar ou tossir coloque a mão ou o braço. Se apresentar qualquer tipo de sintoma respiratório inicie o uso de máscara cirúrgica e procure uma unidade de saúde. 
10) Se você cuida/convive com idosos, utilize máscara e redobre os cuidados. 
11) Não faça jejuns ou dietas restritivas, pois podem interferir na resposta imune. Assim como atividade física extenuante. 



Dr. Frederico Lobo
Médico Nutrólogo
CRM-GO 13192 RQE 11915