sexta-feira, 20 de setembro de 2019

6 suplementos que, apesar das promessas, não melhoram resultados do treino

Vale a pena ler a reportagem: https://www.uol.com.br/vivabem/noticias/redacao/2019/09/09/suplementos-que-nao-ajudam-voce-a-ter-melhores-resultados-no-treino.htm?fbclid=IwAR3svpBGrxV0WzkDIwlaCeYva4PsvUS9zdc-5S-2AK_zEglzerQmJGySmFc

Tempo seco


A vida não é só boleto




É importante considerar o alimento como fonte de nutrientes promotores da saúde, mas seu papel vai muito além disso. A comida tem funções simbólicas e culturais tão importantes quanto as funções biológicas - e somente ela possui realmente significados.

Comida é patrimônio cultural !

Dieta e treino durante o período menstrual

O ciclo menstrual é um processo natural do corpo que pode ser dividido em três fases: a folicular, a ovulatória e a lútea. E um estudo recente divulgado no periódico Journal of Applied Physology concluiu que treinos e alimentação balanceada em cada fase podem fazer com que os inconvenientes da flutuação hormonal sejam minimizados.

Durante a pesquisa, os cientistas avaliaram os efeitos do ciclo menstrual na produção de força e na fadiga dos extensores de joelhos em 30 mulheres jovens. As participantes foram testadas nos dias 2, 14 e 21 do ciclo menstrual. As análises hormonais confirmaram que no dia 2 havia uma baixa em todos os hormônios, no dia 14 houve um aumento do estrogênio e no dia 21 de ambos, tanto no estrogênio quanto na progesterona.

Os resultados mostraram que a força máxima gerada no teste de força mudou significativamente ao longo do ciclo menstrual, apesar do estrogênio promover um favorecimento da ativação muscular.

Quanto mais perto da menstruação as mulheres treinavam, menos força tinham para concluir exercícios de força

Por outro lado, a resistência à fadiga aumentou no período mais próximo à menstruação, junto com um aumento da progesterona. Percepções de fraqueza e falta de ânimo parecem ter um forte componente psicológico e não necessariamente fisiológico, o que confunde os resultados por serem difícil dissociá-los.

Com isso, é possível afirmar que a alimentação ao decorrer de cada ciclo precisa ser balanceada a fim de fornecer todos os nutrientes necessários.

A dieta para cada fase da menstruação

Fase folicular (primeira metade do ciclo)
Durante essa primeira fase, alguns alimentos merecem maior atenção das mulheres, como fontes de cálcio e ômega-3.

O cálcio pode reduzir as cólicas, melhorar o humor e a retenção de líquidos. Fontes alimentares do mineral são lácteos (queijos, leites e iogurtes) magros, folhas verdes e sementes como gergelim.

O ômega-3 é um potente anti-inflamatório, também reduz sensação de cólicas e retenção hídrica. Sardinha, salmão, chia, linhaça, atum, castanha e nozes devem ser adicionados na alimentação diária.

Fase ovulatória (12 a 36 horas)
Nessa fase ocorre o pico de liberação de estrogênio e a ovulação. Nela, também há a presença da serotonina, o hormônio que está relacionado ao sono, humor e apetite.

Ao decorrer da fase ovulatória, é importante também manter a alimentação balanceada e praticar exercícios físicos com frequência para manter o bem-estar e a saúde da mulher.

Fase luteínica ou lútea (segunda metade do ciclo)
É o momento de maior alteração de humor, retenção hídrica, podendo ser seguida de constipação, dores no corpo e mama.

Poupar o trabalho hepático, ou seja, do fígado, é a primeira estratégia. Como o metabolismo dos hormônios estrogênio e progesterona acontece nesse órgão, diminuir a quantidade de gordura, álcool e substâncias tóxicas pode diminuir automaticamente os sintomas.

Também é preciso ter cuidado com frituras, queijos amarelos, gordura aparente, creme de leite, manteiga ou margarina, embutidos, entre outros. Veja outras dicas a seguir para a sua dieta na menstruação.

Mais dicas para a dieta no final da menstruação

  • Compulsão por doces: Evite açúcar e carboidratos refinados para controlar os picos de insulina. Fracione as refeições para evitar longos períodos sem se alimentar e controlar a fome.
  • Consuma fibras: elas auxiliam na regulação da absorção dos carboidratos estendendo seu tempo de digestão e assimilando o controle da glicemia.
  • Cuidado com a cafeína: evite café, chás estimulantes, chocolate e bebidas energéticas.
  • Retenção hídrica: priorize a redução de alimentos ricos em sódio como industrializados e temperos prontos em cubos ou sachês, azeitonas, alcaparras, conservas em geral, sal de adição. Beba mais líquidos: opte pelo consumo de água, sucos diluídos, chás e água de coco, que auxiliam no bom funcionamento dos rins.
  • Para dores nas mamas: magnésio e B6 (piridoxina) são nutrientes importantes na redução deste inconveniente sintoma. Boas fontes de magnésio são sementes, cereais, carne, espinafre e pão integral. Para conseguir mais vitamina B6 consuma fígado e outras vísceras, ovos, soja, aveia, farelo de trigo, cenoura, amendoim e nozes.

*Andrea Zaccaro de Barros é nutricionista especialista em Fisiologia do Exercício pela Universidade Federal de São Paulo (Unifesp/EPM – 1999); mestre em Ciências da Saúde pela Faculdade de Medicina do ABC (2012); fundadora e atual presidente da Associação Brasileira de Nutrição Esportiva (ABNE) e representante regional da Sociedade Paulista de Cardiologia (Nutrição) 2010. Atua na área de nutrição esportiva e é responsável por diversos atletas e equipes de alto rendimento, tais como triathlon, atletismo, lutas e esportes coletivos. É também diretora técnica e proprietária da Vianutri Consultoria Nutricional, coordenadora do curso de pós-graduação em Nutrição Esportiva ABNE/CEFIT e docente em diversos cursos e eventos na área de nutrição esportiva.

Referência bibliográfica:

Ansdell P. et al. Menstrual cycle-associated modulations in neuromuscular function and fatigability of the knee extensors in eumenorrheic women. Journal of Applied Physology, 2019.

Fonte: https://nutritotal.com.br/publico-geral/o-treino-e-a-dieta-durante-a-menstruacao/

Novos benefícios do consumo diário de iogurte

Cheio de vitaminas e minerais, o iogurte natural é uma excelente pedida para o café da manhã ou lanche entre as refeições. O alimento vai bem com frutas, cereais e granola, e mesmo quando consumido puro, é capaz de trazer benefícios para a saúde.

Segundo a nutricionista Maria Izabel Lamounier de Vasconcelos, o iogurte é um alimento nutritivo, que pode proporcionar uma boa oferta de proteína e cálcio, nutrientes essenciais para o desenvolvimento muscular e ósseo do corpo humano.

Além disso, novos estudos estão descobrindo mais benefícios que esse alimento é capaz de oferecer. Listamos alguns a seguir.

4 super benefícios do iogurte

Que ele é nutritivo a gente já sabe, mas que ele pode ser um aliado contra o diabetes e a gordura no fígado são novidades que os estudos vêm revelando.

Melhora a resistência à insulina
Um estudo feito na Universidade de Laval, em Quebec, no Canadá, apontou que o consumo frequente de iogurte pode proteger o corpo contra a resistência à insulina (um quadro que pode caracterizar o pré-diabetes), mais especificamente entre os jovens que se encontram em risco de obesidade. Os pesquisadores avaliaram ainda que essa relação acontece independentemente da composição corporal e dos fatores de estilo de vida medidos no estudo.

Combate a gordura no fígado
Outro estudo divulgado no periódico The American Journal of Clinical Nutrition comparou o consumo de iogurte com o de leite. Como resultado, descobriram que o iogurte teve resultados melhores que o leite na redução da gordura do fígado em mulheres obesas com doença hepática gordurosa não alcoólica e com síndrome metabólica.

Reduz inflamações
Mais um benefício apontado pelo estudo citado no item anterior é que o iogurte pode ser capaz de melhorar o metabolismo lipídico (das gorduras). Como consequência, ajuda a reduzir as inflamações e o estresse oxidativo no organismo, além de alterar de maneira benéfica a composição da microbiota intestinal.

Controla o apetite
De acordo com a nutricionista Maria Izabel Lamounier de Vasconcelos, um dos benefícios apresentados pelo consumo diário de iogurte inclui a melhora no controle do apetite, mas somente quando utilizado nos intervalos das refeições.

Mas para aproveitar os benefícios do iogurte, só não vale exagerar
A nutricionista salienta que o iogurte, assim como todos os alimentos quando ingerido em excesso, pode aumentar a oferta de calorias e proteínas, potencializando o risco de ganho de peso. “A ingestão diária recomendada de produtos lácteos é de três porções. Assim, caso o individuo não consuma nenhuma outra fonte de cálcio, deve ingerir no máximo três iogurtes por dia”, pondera Maria Izabel Lamounier de Vasconcelos.

Para um consumo com ainda mais sabor, você pode incluir o iogurte em receitas saborosas, como neste smoothie com frutas silvestres rico em antioxidantes.

Este conteúdo não substitui a orientação de um especialista. Agende uma consulta com o nutricionista de sua confiança.

Referências bibliográficas:

Maria Izabel Lamounier de Vasconcelos é nutricionista, coordenadora dos cursos GANEP de Especialização, mestre em Nutrição Experimental pela USP e especialista em Nutrição Clínica, Nutrição Parenteral e Enteral pela SBNPE.

Panahi S. et al. The relationship between yogurt consumption, body weight, and metabolic profiles in youth with a familial predisposition to obesity. Université Laval, 2019.

Chen Y. et al. Yogurt improves insulin resistance and liver fat in obese women with nonalcoholic fatty liver disease and metabolic syndrome: a randomized controlled trial. The American Journal of Clinical Nutrition, Volume 109, Issue 6, June 2019, Pages 1611–1619.


Fonte: https://nutritotal.com.br/publico-geral/material/novos-beneficios-do-consumo-diario-de-iogurte/

Vitaminas: para cada déficit, vários problemas

Do recém-nascido ao idoso, há a necessidade de uma alimentação adequada, que forneça todos os nutrientes necessários. E não podemos falar só de carboidratos, proteínas e lipídios, como também de outros componentes, incluindo-se aí as vitaminas.

Elas detêm funções importantíssimas na manutenção da saúde, prevenindo inúmeras doenças, regulando o funcionamento das células e por aí vai.
Na verdade, cada vitamina tem seus benefícios e peculiaridades. Na contramão, o déficit delas traz as mais variadas repercussões para o corpo.
Então vamos abordar aqui algumas dessas substâncias:

Vitamina A
Presente principalmente no fígado, no leite e na gema do ovo, ela é essencial para o funcionamento do organismo. A vitamina A é, por exemplo, fundamental para a criação de células sanguíneas, especialmente os linfócitos (que fazem parte do nosso sistema de defesa). A ingestão deficiente dessa vitamina, portanto, pode influenciar na resposta imunológica do organismo.

Além disso, a sua carência compromete a integridade do revestimento do trato pulmonar, gastrointestinal e urinário, facilitando a ocorrência de infecções graves.

Vitamina D
Considerada um hormônio, seu fator precursor está presente no óleo de peixe e de fígado de bacalhau e na gema de ovo. Ele é convertido na forma ativa da vitamina D por meio da exposição à luz solar.

Pessoas com deficiência de vitamina D sofrem maior ocorrência de infecções respiratórias. Perceba que essas doenças surgem com maior frequência no inverno, quando estamos menos expostos à radiação solar.

Além disso, a vitamina D tem um papel importante na regulação do sistema imunológico.

Vitamina E
Presente em vários alimentos de origem vegetal, como nos óleos de soja e de milho, tomate e vegetais verde-escuros, esse nutriente tem importante papel antioxidante. A falta dele pode acarretar disfunções no sistema imunológico, além de doenças neuromusculares e retinopatia, um problema que compromete a visão.

Vitamina K
A vitamina K participa da regulação dos processos de coagulação sanguínea, ajudando a controlar sangramentos. Encontrada nas hortaliças verdes, também pode ser sintetizada pelo organismo.

Vitamina B1 (tiamina)
Também conhecida como tiamina, ela tem entre suas funções o metabolismo dos carboidratos, lipídios e proteínas. Mais do que isso, sua presença é fundamental para o sistema nervoso.

A vitamina B1 é encontrada em diversos alimentos de origem animal e vegetal. Carnes, vísceras (especialmente fígado e coração), gema de ovo e grãos integrais são algumas de suas principais fontes.

A deficiência dessa substância no organismo pode levar a uma doença chamada beribéri, que afeta os sistemas nervoso e cardiovascular.

Vitamina B2 (riboflavina)
Atua na formação das células vermelhas do sangue. Ela é especialmente importante durante a gravidez, a fase de lactação e nos anos de crescimento da criança.

A vitamina B2 pode ser encontrada em produtos derivados do leite, folhas verdes e vísceras.

Vitamina B3 (niacina)
Está aí uma vitamina que auxilia no aproveitamento adequado de carboidratos e proteínas, além de participar da síntese de gordura e do processo de respiração.

Sua deficiência pode acarretar anormalidades digestivas que levam à irritação e inflamação das mucosas da boca e do trato gastrointestinal. Como consequência, episódios de diarreia se tornam constantes.

A niacina está presente principalmente em carnes magras, aves, peixes, amendoins e leguminosas.

Vitamina B5 (ácido pantotênico)
Ela está relacionada com a síntese de colesterol, hormônios esteroides, neurotransmissores… Na indústria, é utilizada para a produção de dermocosméticos por sua capacidade de hidratar e reparar danos celulares.

Como é encontrada em diferentes tipos de alimentos (gema de ovo, leite, cereais, fígado de animais), são raros os casos de deficiência.

Em geral, o déficit de vitamina B5 ocorre em pessoas com problemas de absorção de nutrientes, em portadores de insuficiência renal que realizam diálise e em consumidores de grandes quantidades de bebida alcoólica.

Vitamina B6 (piridoxina)
Assim como a B2, ajuda a metabolizar proteínas, carboidratos e gorduras, ao mesmo tempo que faz o sistema nervoso central trabalhar direitinho. A vitamina B6 está presente em muitos alimentos, sendo suas principais fontes: aves, peixes, fígado, cereais e leguminosas.

Vitamina B7 (biotina)
Também chamada de vitamina H ou biotina, ela regula a expressão dos nossos genes. Ainda está envolvida em processos como manutenção dos níveis de glicose no sangue e na composição de cabelos e unhas.

Essa vitamina, assim como a maioria das que integram o complexo B, é amplamente distribuída nos alimentos, sendo fontes importantes o fígado, os cereais, os grãos e os vegetais.

A carência da vitamina B7 provoca principalmente queda de cabelo, conjuntivite, perda do controle muscular e dermatite esfoliativa na região dos olhos, nariz e boca. Além disso, abre as portas para problemas neurológicos e gastrointestinais.

Vitamina B9 (ácido fólico)
O ácido fólico é, na verdade, a forma sintética da vitamina, que se encontra em vísceras, feijões e vegetais de folhas escuras, bem como em diversos alimentos fortificados.

O principal papel do ácido fólico está no metabolismo de aminoácidos e na síntese de DNA, que é fundamental para o desenvolvimento embrionário. Estudos mostram que a suplementação com ácido fólico na gestação previne defeitos do feto.

Vitamina B12 (cobalamina)
A vitamina B12, ou cobalamina, é encontrada em alimentos de origem animal, como produtos lácteos, carnes, frutos do mar, peixes e ovos. É responsável por importantes funções no organismo, garantindo o metabolismo das células, especialmente as do trato gastrointestinal, da medula óssea e do tecido nervoso.

Baixos níveis da substância não raro acarretam manifestações graves, como a anemia megaloblástica e anemia perniciosa. Grupos específicos, a exemplo de vegetarianos e veganos e pessoas com mais de 50 anos, são os mais vulneráveis à deficiência de vitamina B12. A suplementação, sempre com recomendação do especialista, pode ser uma boa estratégia para esses casos.

Vitamina C (ácido ascórbico)
Essa é das mais conhecidas. E não à toa: a vitamina C desempenha funções antioxidantes, atua na manutenção das paredes dos vasos sanguíneos, na reparação dos tecidos e na absorção do ferro, além de fortalecer o sistema de defesa contra infecções.

Ela não é produzida pelo organismo, portanto deve ser ingerida diariamente na alimentação. Presente na maioria dos alimentos de origem vegetal, especialmente nas frutas cítricas, é bastante sensível às variações de luz e temperatura. Isso significa que processos como o cozimento ou um longo tempo de espera entre o preparo e o consumo das preparações reduzem sua disponibilidade.

Um recado final (e muito importante)
Para saber se você anda ingerindo boas doses das mais variadas vitaminas, lembre-se de consultar um nutricionista, que é capaz de recomendar uma dieta saudável e segura para você e sua família.

Os suplementos vitamínicos só devem ser recomendados por profissionais de saúde especializados.

*Marisa Lipi é nutricionista e 1ª tesoureira da SBAN

Fonte: https://saude.abril.com.br/blog/alimente-se-com-ciencia/vitaminas-para-cada-deficiencia-varios-problemas/

segunda-feira, 9 de setembro de 2019

Setembro Amarelo














Risco de suicídio em médicos e Burnout

Nos dias 06 e 07 de Setembro de 2019 aconteceu em São Paulo o evento  Meeting the minds .

Os slides abaixo são da aula sobre Burnout ministrada pela Prof. Dra. Carmita Abdo, psiquiatra e sexóloga brasileira. Doutora e livre-docente em psiquiatria. 

A quantidade de médicos com Síndrome de Burnout é assustadora e o risco de suicídio entre médicos é duas vezes o risco da população.