quinta-feira, 21 de fevereiro de 2019

Mindfulness para pais e filhos


Mudanças no metabolismo induzidas pela perda de peso

Um dos principais efeitos da perda de peso, seja ela induzida por dieta, exercício ou cirurgia, é a redução do metabolismo basal ou taxa metabólica de repouso que representa a quantidade mínima de energia necessária para manutenção das atividades vitais do organismo em repouso.

O metabolismo basal corresponde a aproximadamente 2/3 do gasto calórico diário de um indivíduo e pode variar conforme a idade, existindo uma redução aproximada de 1% a cada década de vida, o sexo, sendo maior em homens do que em mulheres, e principalmente conforme a quantidade de massa muscular de um indivíduo.

Os demais componentes do nosso gasto calórico diário referem-se à energia gasta para a digestão dos alimentos, também conhecida como termogênese relacionada à dieta, e ao gasto calórico relacionado ao exercício, conforme didaticamente ilustrado na figura abaixo, com os percentuais correspondentes de cada componente.



Um estudo interessante demonstrou que a manutenção de um peso 10% abaixo do peso inicial resultou em uma redução de 8 kcal para cada kg perdido no metabolismo basal. Isto significa que um indivíduo que pesava inicialmente 100 kg e conseguiu reduzir o seu peso para 90 kg (redução de 10% do peso inicial) apresenta uma redução aproximada de 80 kcal no seu metabolismo basal.

Este declínio no metabolismo descrito em indivíduos submetidos a tratamentos para perda de peso favorece a recuperação do peso, sobretudo porque permanece suprimido no longo prazo, mesmo após o término da intervenção para perda de peso.

E porque este declínio ocorre? Bom, quando começamos a reduzir o peso, uma série de adaptações hormonais e metabólicas são ativadas numa tentativa de "proteger" o organismo de um estado de privação importante de comida. Mudanças na composição corporal, levando a perdas significativas da massa muscular, bem como reduções importantes dos níveis de leptina, hormônio produzido pelo tecido adiposo, responsável também por modular o gasto energético contribuem para esta queda. Dessa forma, a redução do metabolismo de repouso dificulta o emagrecimento à medida em que continuamos perdendo peso.

Outro estudo bastante interessante mostrou o impacto das diferentes intervenções para perda de peso (dieta x exercício x terapia farmacológica ou cirurgia) sobre o metabolismo de repouso.
Os resultados mostraram uma redução do metabolismo de aproximadamente 15 kcal para cada kg perdido, sem diferença entre homens e mulheres, quando todas as intervenções foram analisadas conjuntamente.

Conforme mostrado na figura a seguir, quando as intervenções foram avaliadas separadamente, a dieta resultou em maior queda do metabolismo basal, de 18 kcal para cada kg de peso perdido, quando comparada a todas as demais.



A combinação da restrição calórica associada a exercícios regulares resultou em menores reduções no metabolismo basal quando comparada à dieta isoladamente. Uma das explicações para esta diferença é a maior preservação da massa muscular induzida pelo exercício durante restrições calóricas impostas pela dieta. 
Em síntese, embora o exercício isoladamente não seja uma estratégia eficaz para perda de peso, a combinação do exercício durante a perda de peso induzida pela dieta minimizará a redução do metabolismo basal, componente importante do gasto calórico total! O entendimento dessas alterações adaptativas desencadeadas pelo emagrecimento bem como o acompanhamento regular com uma equipe multidisciplinar, incluindo médico endocrinologista, nutricionista e educador físico, ajudará na obtenção de melhores resultados durante e após intervenções para a perda de peso! 

Referências:
1. Relative changes in resting energy expenditure during weight loss: a systematic review. Obesity Reviews (2010) 11, 531–547.
2. Changes in energy expenditure resulting from altered body weight. N Engl J Med 1995; 332: 621–628.

Autora: Dra. Milene Moehlecke
Médica Endocrinologista
CREMERS 33.068 - RQE 25.181
http://www.endocrinologistamilene.med.br

quarta-feira, 20 de fevereiro de 2019

Intolerância


Atividades físicas e sociais protegem o cérebro de danos do Alzheimer

O estímulo a atividades físicas, sociais e de lazer em idosos e pacientes com doença de Alzheimer pode ajudar a preservar funções cognitivas e retardar manifestações clínicas de demência, como a perda da memória. É o que indicam estudos recentes. Isso porque esses estímulos podem contribuir para construção de reservas estruturais e funcionais do cérebro, protegendo o órgão de lesões que causam prejuízos cognitivos.

Um novo estudo, feito na Universidade de São Paulo (USP) e na Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo, com apoio da FAPESP, comprovou a hipótese.

Os pesquisadores constataram que a estimulação cognitiva e física de camundongos transgênicos envelhecidos – em situação que simula o início tardio do surgimento da doença de Alzheimer – protegeu o cérebro da deposição de placas senis e causou uma melhora na memória espacial dos animais. Os resultados do trabalho foram publicados na revista Frontiers in Aging Neuroscience.

“Observamos que a estimulação foi suficiente para interromper a formação de placas senis e promover uma ligeira melhoria na memória espacial dos animais”, disse Tânia Araújo Viel, professora da Escola de Artes, Ciências e Humanidades da USP e coordenadora do projeto, à Agência FAPESP.

Ela conta que surgiram diversas evidências nos últimos anos de que a doença de Alzheimer é mais pronunciada em pessoas que tiveram menos estímulos cognitivos, sociais e físicos durante suas vidas. Esses estímulos promoveriam mudanças morfológicas e funcionais no cérebro, que levariam à amplificação de funções cognitivas.

A fim de avaliar essa hipótese, os pesquisadores analisaram os efeitos da estimulação cognitiva e física na memória espacial e na formação de placa senil em camundongos transgênicos em fase tardia de vida – com mais de oito meses de idade – com elevada expressão de uma forma mutante da proteína precursora do peptídeo beta-amiloide em humanos.

A produção excessiva desse peptídeo causa o aumento de placas senis no cérebro, que é uma das principais características patológicas da doença de Alzheimer. “Estima-se que o aumento da carga do peptídeo beta-amiloide no cérebro precede o início da doença em, aproximadamente, 20 anos”, disse Viel.

Os pesquisadores colocaram camundongos transgênicos e outro grupo de camundongos do tipo selvagem – que não superexpressavam a proteína precursora do peptídeo beta-amiloide – em gaiolas com diferentes tipos de estímulos físicos e cognitivos.

Esses ambientes eram compostos por escadas, rodas de exercícios, bolas e objetos com diferentes tamanhos, cores e texturas, que eram trocados a cada dois dias. Já outros dois grupos de camundongos transgênicos e selvagens foram colocados em gaiolas sem receber nenhum desses estímulos.

Os animais foram mantidos nesses ambientes entre os oito e os 12 meses de idade, quando começam a apresentar as placas senis características da doença de Alzheimer. Após o período de quatro meses, eles foram submetidos à avaliação de atividade motora, por meio de sensores, e de memória espacial, por meio de um teste chamado labirinto de Barnes. Nesse teste é avaliado o tempo que o animal leva para localizar a saída de uma arena com 30 furos igualmente espaçados em torno da borda – sendo que apenas um leva à caixa de fuga – após um período de aprendizagem para descobri-la.

Os resultados dos testes mostram que os camundongos transgênicos expostos ao ambiente enriquecido apresentaram uma redução de 24,5% no tempo para entrar na caixa de escape uma semana após o período de aprendizagem em comparação com os camundongos transgênicos que não receberam estímulos. “Isso sugere que eles tiveram uma ligeira melhora na memória espacial”, disse Viel.

Ao analisar amostras do tecido cerebral de animais de cada grupo, os pesquisadores também constataram que camundongos transgênicos expostos ao ambiente enriquecido apresentaram uma redução de 69,2% na densidade total de placas senis em comparação com os que não receberam estímulos.

Além disso, apresentaram um pequeno aumento na densidade de uma proteína do tipo sequestradora que se localiza em micróglias, que são células imunes do sistema nervoso central. Essa proteína sequestradora ajuda na degradação do peptídeo beta-amiloide.

A redução da concentração de placas senis no cérebro dos animais foi maior na parte dorsal do hipocampo, que está relacionada à formação da memória espacial, observaram os pesquisadores.

“A estimulação dos camundongos envelhecidos pelo ambiente enriquecido durante quatro meses levou à formação de uma reserva cognitiva que protegeu o cérebro dos animais da deposição de placas senis. E isso promoveu melhoria na memória espacial”, disse Viel.

Cães e humanos

Na avaliação dos pesquisadores, o estudo corrobora que a estimulação cognitiva, social e física pode ser complementar às atuais abordagens farmacológicas no tratamento da doença de Alzheimer.

Esses estímulos podem alterar o metabolismo cerebral, reduzir a neuroinflamação e a reatividade dos astrócitos – as células mais abundantes do sistema nervoso central – e proteger o órgão do acúmulo de peptídeos amiloides e da formação de placas senis. Apesar de não serem imediatos, os benefícios dessas mudanças podem ser observados a longo prazo, ressalvam os autores do estudo.

“O estudo comprova que mudanças positivas no estilo de vida podem promover a neuroplasticidade do cérebro e contribuir para construção de uma reserva cognitiva durante o envelhecimento, por exemplo”, disse Viel.

Viel faz atualmente um estágio de pesquisa no Buck Institute for Research on Aging na Califórnia, nos Estados Unidos, com bolsa da FAPESP.

Durante o estágio, ela tem estudado a ação do lítio em microdose em astrócitos humanos derivados de células-tronco pluripotentes induzidas (iPSCs, do inglês induced pluripotent stem cells) – uma tecnologia em ascensão, com potencial para promover a denominada “medicina individualizada”, de modo a aprimorar os efeitos terapêuticos e reduzir efeitos colaterais.

“A alteração do estilo de vida também inclui a utilização de nutracêuticos [alimentos que, além de nutrir, podem ter outros efeitos benéficos à saúde] para a construção da reserva cognitiva, que é um efeito semelhante ao observado com o enriquecimento ambiental”, disse.

Os pesquisadores também têm conduzido estudos comparativos com amostras de sangue de cães jovens e velhos para avaliar se há diferenças em biomarcadores cerebrais, também detectados no sangue nesses animais.

O próximo experimento que pretendem fazer será para avaliar se o ambiente enriquecido também altera os marcadores sanguíneos relacionados à memória desses animais e de seres humanos. Com isso, pretendem verificar se as diferenças nos biomarcadores cerebrais e sanguíneos que observaram em camundongos também são encontradas em cães e humanos.

“Já temos algumas evidências de que sim, mas estamos fazendo, agora, uma espécie de varredura de vários marcadores biológicos para comprová-las” disse Viel.

A escolha do cão doméstico como modelo para esse tipo de estudo se deve ao fato de que o animal tende a ter um estilo de vida muito parecido com o do dono. Se o dono for fisicamente ativo, o animal também tende a ser mais ativo, indicam estudos recentes.

“Queremos avaliar se há uma diferença de biomarcadores cognitivos desses animais com outros que ficam mais presos em casas ou apartamentos, por exemplo”, afirmou.

O artigo Enriched environment significantly reduced senile plaques in a transgenic mice model of Alzheimer’s disease, improving memory (doi: 10.3389/fnagi.2018.00288), de Janaina Balthazar, Natalia Mendes Schöwe, Gabriela Cabett Cipolli, Hudson Sousa Buck e Tania Araujo Viel, pode ser lido na revista Frontiers in Aging Neuroscience em www.frontiersin.org/articles/10.3389/fnagi.2018.00288/full.

Os 5 maiores arrependimentos no fim da vida, por Ana Claudia Quintana, médica geriatra

Ana Claudia Quintana Arantes é uma médica especializada em ajudar pacientes terminais a “aprender” a morrer. Nesta entrevista, ela fala sobre o desafio de se lidar com algo tão natural, porém, perturbador, como a própria morte.

A especialista relembra os cinco maiores arrependimentos das pessoas antes de morrer. A lista faz parte do livro ‘Antes de partir: uma vida transformada pelo convívio com pessoas diante da morte’, da enfermeira australiana Brownie Ware. “Um deles é não ter demonstrado afeto. Passamos a vida construindo muros ao redor do coração da gente pra ninguém perceber o que a gente está sentindo”, diz Ana. “A outra coisa é (se arrepender) de ter trabalhado tanto. O último que é colocado é: ‘Eu devia ter me feito mais feliz’, que pra mim resume todos os outros”.

Os outros arrependimentos citados pela enfermeira australiana são ter vivido a vida que se desejava e ter estado mais perto dos amigos.

A pedido do Hospital Albert Einstein, a médica Ana Cláudia Arantes, geriatra e também especialista em cuidados paliativos, analisou a publicação e falou sobre cada um dos arrependimentos levantados pela enfermeira australiana.

1. Eu gostaria de ter tido a coragem de viver a vida que eu queria, não a vida que os outros esperavam que eu vivesse.
“Esse foi o arrependimento mais comum. Quando as pessoas percebem que a vida delas está quase no fim e olham para trás, é fácil ver quantos sonhos não foram realizados. A maioria das pessoas não realizou nem metade dos seus sonhos, e muita gente tem de morrer sabendo que isso aconteceu por causa de decisões que tomou, ou não tomou. A saúde traz uma liberdade que poucos conseguem perceber, até que eles não a têm mais.”

2. Eu gostaria de não ter trabalhado tanto. 
“Eu ouvi isso de todos os pacientes homens com quem trabalhei. Eles sentiam falta de ter aproveitado mais a juventude dos filhos e a companhia de suas parceiras. As mulheres também falaram desse arrependimento, mas como a maioria era de uma geração mais antiga, muitas não tiveram uma carreira. Todos os homens com quem eu conversei se arrependeram de passar tanto tempo de suas vidas no ambiente de trabalho.”

3. Eu queria ter tido a coragem de expressar meus sentimentos. 
“Muitas pessoas suprimiram seus sentimentos para ficar em paz com os outros. Como resultado, acomodaram-se em uma existência medíocre e nunca se tornaram quem realmente eram capazes de ser. Muitas desenvolveram doenças relacionadas à amargura e ao ressentimento que carregavam.”

4. Eu gostaria de ter ficado em contato com os meus amigos. 
“Frequentemente, os pacientes não percebiam as vantagens de ter velhos amigos até chegarem em suas últimas semanas de vida, e nem sempre era possível rastrear essas pessoas. Muitos ficaram tão envolvidos em suas próprias vidas que deixaram amizades de ouro se perderem ao longo dos anos e tiveram muitos arrependimentos profundos por não ter dedicado tempo e esforço às amizades. Todo mundo sente falta dos amigos quando está morrendo.”

5. Eu gostaria de ter me permitido ser mais feliz. 
“Esse é um arrependimento surpreendentemente comum. Muitos só percebem isso no fim da vida – que a felicidade é uma escolha. As pessoas ficam presas em antigos hábitos e padrões. O famoso ‘conforto’ das coisas familiares e o medo da mudança fizeram com que eles fingissem para os outros e para si mesmos que estavam contentes quando, no fundo, ansiavam por rir de verdade e aproveitar as coisas bobas em suas vidas de novo.”

Dra. Ana Claudia Quintana - Médica Geriatra

Não é uma tragédia...


Estilo de vida e burnout médico no Brasil


O Medscape publicou um relatório sobre o Estilo de vida e o Burnout em médicos no Brasil. Foram avaliados 1838 médicos e os resultados eles disponibilizaram em 17 slides (link abaixo).

Há alguns anos acreditava que Burnout era um quadro raro, mas após conviver com alguns colegas médicos e atender diversos casos de pacientes com Burnout passei a me atentar sobre o aumento da prevalência.

A reportagem em questão é sobre médicos, porém é um fenômeno que tem se tornado frequente em trabalhadores da área da saúde e policiais. Quase sempre os casos estão relacionados a carga excessiva de trabalho e baixa remuneração. 

Vale a pena ler a reportagem.

att

Dr. Frederico Lobo







Vale a pena ler: https://portugues.medscape.com/slideshow/65000099?faf=1&src=soc_fb_190214_mscpmrk_pt_burnout_inactive&fbclid=IwAR2Buvi5QUyJUhZfWAlm9nLbAOQ7P70WtWGxujhuZ0ETEMAD6LT7n1HAcDU

Cuidadoras de Alzheimer - A nova dupla jornada de mulheres

Vale a pena ler a reportagem.

Apesar de não atender pacientes com Alzheimer, não term experiência na área, há alguns anos tenho me atentado para um grupo esquecido e negligenciado: A pessoa que cuida do portador de Alzheimer.

É importante falar sobre essas pessoas, visto que a prevalência de Alzheimer está aumentando e até o momento a doença não tem cura, nem controle efetivo.

Se a doença cresce, consequentemente o número de cuidadores também crescem, ou seja, familiares/profissionais da área da saúde e na maioria das vezes: mulheres. Ou seja, o Alzheimer naturalmente e socialmente recai no ombro das mulheres.

Mas porque falar disso?

Esse grupo é submetido a uma alta carga de estresse psico-emocional, tendo que muitas vezes fazer uma dupla jornada. Trabalhar e cuidar do familiar.

O texto no link a seguir fala sobre isso: https://doutorcerebro.com.br/cuidadores-de-alzheimer-a-nova-dupla-jornada-das-mulheres/?fbclid=IwAR2dHscMQjWZFsPVqaQl4YDksKw2kTaxKmuJCn-uHJu35q1sUBzMgyGIrFs

Novamente a pergunta: Mas porque falar disso?

Simples, esse baita estresse emocional acaba sendo gatilho para diversas doenças, somatizações e é isso que recebo no consultório. Então ao longo desses anos sempre faço a seguinte orientação: Se você é uma cuidadora de um indivíduo com Alzheimer, faça psicoterapia e se possível verifique com um psiquiatra a necessidade de utilização de alguma medicação.

Att

Dr. Frederico Lobo - CRM-GO 13192 - RQE 11915 - Médico Nutrólogo.


Alergia Alimentar e bullying

Vale a pena assistir ao vídeo:
https://www.facebook.com/riosemgluten/videos/10152463223319625/

A função do médico


sábado, 9 de fevereiro de 2019

15 estudos que desafiaram os dogmas da medicina em 2018

Os meus estudos favoritos são aqueles que desafiam o conhecimento corrente ou o dogma. Aqui estão 15 artigos que o fizeram em 2018, em ordem aleatória. (Alguns são do final de 2017).

1. Talvez o útero não seja estéril no final das contas, de acordo com uma notícia publicada no periódico Nature. https://www.nature.com/articles/d41586-018-00664-8

2. Probióticos (com antibióticos) podem protelar a cicatrização do intestino, em vez de acelerá-la, mostrou um artigo do periódico Cell. https://www.cell.com/cell/pdf/S0092-8674(18)31108-5.pdf

3. São as mutações somáticas que aumentam o risco de câncer quando envelhecemos, ou o declínio do sistema imunitário, como argumenta este artigo publicado no Proceedings of the National Academy of Sciences (PNAS)? https://www.pnas.org/content/115/8/1883

4. O "gene da fala e da linguagem", que se acreditava ter se tornado proeminente em humanos através da seleção positiva, pode não ser específico aos humanos, revelou este artigo do periódico Cell. https://www.cell.com/cell/fulltext/S0092-8674(18)30851-1

5. O diabetes do tipo 1 está sendo diagnosticado até os 60 anos de idade, muito depois da idade que se considerava inicialmente, de acordo com este estudo publicado no The Lancet. https://www.thelancet.com/journals/landia/article/PIIS2213-8587(17)30362-5/fulltext

6.  Os benefícios da quimioterapia combinada vão além de aditividade e sinergia, mostrou um estudo no periódico Cell (2017). https://www.cell.com/cell/fulltext/S0092-8674(17)31318-1

7. "Focar nos custos do final da vida não necessariamente significa 'desperdício'", demonstrou uma nova análise na Science. http://science.sciencemag.org/content/360/6396/1462

8. Laticínios: não são tão prejudiciais para a saúde? (The Lancet). https://www.thelancet.com/journals/lancet/article/PIIS0140-6736(18)31812-9/fulltext

9. Ácido acetilsalicílico em baixa dose não protege contra eventos cardiovasculares e pode, na verdade, aumentar o risco, de acordo com um estudo publicado no New England Journal of Medicine. https://www.nejm.org/doi/full/10.1056/NEJMoa1805819

10. O consumo de sal pode ser perigoso para pessoas com risco de eventos cardiovasculares e acidente vascular cerebral, mas apenas nas populações que consomem mais de 5 g de sal por dia, afirmou um estudo publicado no The Lancet. https://www.thelancet.com/journals/lancet/article/PIIS0140-6736(18)31376-X/fulltext

11. O diclofenaco, muito usado como analgésico, "confere risco para a saúde cardiovascular comparável ao não-uso, ao uso de paracetamol e ao uso de outros anti-inflamatórios não-esteroides", revelou um estudo publicado no BMJ. https://www.bmj.com/content/362/bmj.k3426

12. Não estava clara a função dos macrófagos no coração, mas, aparentemente, eles exercem algum papel na condução e no remodelamento cardíaco, de acordo com um estudo publicado nos periódicos Cell (2017) e Nature Medicine . https://www.cell.com/fulltext/S0092-8674(17)30412-9

13. Ela tem as mitocôndrias do pai: estudo publicado no periódico PNAS sugere que o DNA mitocondrial não é transmitido apenas através dos óvulos. https://www.pnas.org/content/115/51/13039

14. Vitamina D para prevenção de fraturas ósseas? Talvez não, afirmou uma metanálise publicada no The Lancet Diabetes & Endocrinology. https://www.thelancet.com/journals/landia/article/PIIS2213-8587(18)30265-1/fulltext

15. "Uma nova narrativa celular para doenças das vias respiratórias": o que está acontecendo na área de fibrose cística? (Nature). https://www.nature.com/articles/s41586-018-0393-7

13 dicas para ter mais autoestima

autoestima


  1. substantivo feminino: qualidade de quem se valoriza, se contenta com seu modo de ser e demonstra, consequentemente, confiança em seus atos e julgamentos.


Como anda a sua autoestima? Você acredita na sua capacidade de realização? Se ama e se aceita como é? Tem vontade de assumir novos desafios? Para manter o equilíbrio e o foco no empreendedorismo, é importante ter a autoestima lá em cima. 

Empreender envolve encarar desafios, aprender a mexer com novas ferramentas, a administrar uma agenda com vários compromissos, dar atenção à família, aos projetos pessoais. E na correria do dia a dia, com mil atividades novas, muitas vezes não temos tempo suficiente para pensar, nem cuidar de nós mesmas.

É normal se sentir perdida, não saber por onde começar. Bate a dúvida se é isso mesmo que você quer fazer, se esse trabalho te faz feliz. Mas essa confusão de sentimentos surge quando deixamos nossa autoestima cair, quando deixamos de acreditar em nós mesmas. 

Manter a autoestima lá em cima é um trabalho diário. Quem nunca acordou querendo jogar tudo para o alto? Quem nunca quis passar o dia na cama simplesmente por não querer encarar o mundo lá fora? Autoestima não tem botão de liga e desliga. É preciso batalhar para conquistá-la. 

Mas também não é impossível. A autoestima é constituída pelas crenças que temos acerca de nós mesmos. Essas qualidades, capacidades, e modos de agir e gerir as nossas emoções formam o nosso ser, e são elas que constituem a nossa autoimagem.

A autoestima é o principal alicerce sobre o qual o nosso crescimento pessoal e emocional é formado. Assim, dependendo de como você se sente sobre si mesmo, ela afeta positiva ou negativamente as outras parcelas que constituem a sua vida: o trabalho, as relações e as razões pessoais mais importantes. 

A autoavaliação que fazemos todos os dias das nossas vidas de forma inconsciente é necessária e importante, pois é onde reside a origem da decisão de investir ainda mais, ou não, nos nossos talentos e realizações pessoais.

As pessoas que possuem uma autoestima alta e positiva são capazes de superar qualquer situação que traga uma dificuldade ou desafio todos os dias. No outro lado da moeda, quem mantém uma autoestima baixa só se permite limitar e fracassar.

13 dicas para ter mais autoestima

1 - Dê valor às suas vitórias

Essa é uma das melhores formas de melhorar a nossa autoestima pessoal. Para isso, tome consciência dos seus sucessos e conquistas já realizadas, e repasse aquilo que deseja alcançar no futuro.

Para ter uma boa autoestima, é necessário reconhecer em nós mesmos a capacidade de fazer as coisas bem feitas nas diferentes parcelas que compõem a nossa vida. E nunca podemos nos esquecer de nos esforçarmos para conseguir alcançar os nossos objetivos.

2 - Acredite em você

Nunca se esqueça de agir de forma coerente com o que você pensa e sente. Acima de tudo, nunca deixe de confiar em si mesmo. Lembre-se de que cada um de nós temos a nossa própria percepção da realidade, e por isso não precisamos nos preocupar tanto com o que os outros pensam.

E se você pensa demais na opinião dos outros, certamente já deixou de fazer muita coisa. Quais sonhos você tem deixado de lado por medo dos julgamentos alheios? Quais objetivos você deixou para trás por medo de fracassar?

3 - Concentre-se no positivo

Acostume-se a perceber e a valorizar as características boas que você tem e das quais sente orgulho. Os seus pontos fortes e fracos são um tesouro, pois fazem com que você seja extraordinário e único para qualquer outra pessoa. 

Por isso, evite pensamentos negativos e autodestrutivos. Foque no lado bom das coisas. Foque em dar o seu melhor todos os dias. E mesmo diante das dificuldades e desafios, concentre-se nos seus objetivos e valores mais nobres. 

4 - Pare de se comparar aos outros

Todos nós somos diferentes uns dos outros. Cada um com as nossas características que nos tornam únicos e especiais. Ninguém é melhor do que ninguém. A busca incessante pela comparação só enfraquece nossa autoestima. 

Só vale a pena fazer comparações se a finalidade for para obter uma aprendizagem positiva e prática. Compare-se com o que você era ontem! 

5 - Procure ser cada dia melhor

Concentre-se em melhorar aquilo que você considera que não está bom, que não está te fazendo feliz. Esta é uma boa forma de aumentar a sua autoestima pessoal, já que permite evoluir tanto interna como externamente. Identifique o que você gostaria de mudar ou conseguir.

Em seguida, trace um plano de ação para começar a avançar nas mudanças necessárias para alcançar seu objetivo. Isso vale para vida pessoal e profissional. Quais problemas da sua vida pessoal você precisa resolver para ficar em paz? O que você pode aprender de novo na sua área? Seja uma versão cada vez melhor de você mesmo.

6 - Elogie-se mais

Tente se fazer um elogio todos os dias. Você perceberá como o seu dia será diferente, como você se sentirá diferente. Elogie seu cabelo, sua pele, seu corpo, suas roupas, sua personalidade, seu jeito alegre, sua forma de analisar as coisas. Não importa, apenas elogie-se!

Parece bobo, mas é um exercício forte de autoconfiança e autoestima. Faça disso um hábito regular e você vai sentir-se muito mais segura. Pare de se menosprezar e se sentir inferior às outras pessoas. Isso só te faz mal!

7 - Faça uma lista dos seus pontos fortes

Quais são suas 10 melhores qualidades? Você sabe dizer sem pensar muito? Como não temos o hábito de nos elogiarmos, logo, não sabemos quais são nossas melhores qualidades, nossos pontos fortes. Tem gente que diz não ter nenhuma. Impossível!

Pegue uma folha branca e faça três listas: comece anotando 10 dos seus pontos fortes. Depois, coloque 10 de suas realizações, e, por fim, 10 coisas que você admira em si mesmo.

Elas não tem que ser grandes – um ponto forte pode ser tão simples como a capacidade de preparar um pão na chapa! Lembre-se de como você é uma pessoa legal e especial.

8 - Não seja tão dura com você

Muitas vezes nós somos muito mais exigentes com a gente do que com os outros. Se um colega de trabalho cometeu um pequeno deslize, você não vai repreendê-lo infinitamente. Mas e quando você comete o erro, parece que o mundo acabou?

Você merece o mesmo tratamento – não se abata. Em vez disso, trate-se com compaixão. Todo mundo erra. Faz parte da vida. Aprenda com os erros e tente fazer melhor na próxima vez. Ficar reclamando é perda de tempo…E o tempo de uma empreendedora é precioso.

9 - Esqueça o perfeccionismo

Você pode ser uma pessoa especial e única, mas você não é perfeita. Na verdade, ninguém é perfeito. Pense nisso! Você não pode sobreviver e prosperar sob o peso das expectativas irreais. Fique feliz pelas suas pequenas vitórias.

Não espere tudo estar perfeito e certinho para tomar uma decisão. Não espere ter todas as respostas para mudar de caminho. Simplesmente comece. No empreendedorismo, nem sempre tudo está perfeitamente pronto. Às vezes, é preciso ir na cara e na coragem.

10 - Aprenda com seus erros

Em vez de ficar se remoendo quando cometer erros, use-os como uma oportunidade de aprendizagem. Você ouve empreendedores citarem o tempo todo como fracassos se tornaram experiências de aprendizagem valiosas.

O mesmo se aplica a você, empreendedora ou não. Agora, você sabe que o não funciona, e você é melhor por isso. 

11 - Não dependa dos outros para ser feliz

Aprenda a ser feliz com você mesma. Entenda que você não precisa de ninguém para que sua vida seja boa. Não coloque essa responsabilidade no colo dos outros. Você é quem deve buscar pelo o que te faz feliz.

Se você precisa decidir algo, decida. Não espere que decidam por você. Quer viajar? Viaje. Por que esperar por alguém? Quer ir ao cinema? Vá sozinha mesmo. Quer conhecer um restaurante novo? Arrume-se agora mesmo e vá. Quer empreender? Empreenda. Você é capaz de fazer isso sozinha.

12 – Tenha metas

Se tem algo que mina com a nossa autoestima é a falta de metas. Não saber para onde ir desanima qualquer pessoa. Não saber qual caminho seguir é angustiante. Como manter a autoestima e a confiança se você não sabe nem quais são os seus objetivos?

Coloque os seus sonhos no papel e trace suas metas. Estabeleça cada passo que você precisa dar para alcançar seus objetivos. Isso será a sua motivação diária.

13 – Faça algo que você goste

O que você mais gosta de fazer? O que pode deixar o seu dia mais feliz e leve? Você gosta de correr? Relaxa fazendo yoga? Gosta de preparar um prato especial para família toda?

Procure colocar no seu dia a dia atividades que te façam feliz, que te deixam mais relaxada. Nem que sejam 10 minutos de alongamentos, uma ida rápida ao salão para fazer as unhas, ouvir aquela música animada durante o banho. Sua rotina não precisa ser chata e maçante. 

terça-feira, 5 de fevereiro de 2019

Como se tornar um Nutrólogo ?

Semanalmente recebo mensagens via instagram, facebook ou aqui mesmo no blog, de profissionais médicos querendo saber o Modus operandi para se tornar um médico especialista em Nutrologia (nutrólogo.) 

A especialidade desde 2013 está em alta, tendo pouquíssimos profissionais atendendo por planos de saúdeA grande maioria dos que se intitulam nutrólogos, na verdade não o são.

Segundo o site do Conselho Federal de Medicina, somos 1047 Nutrólogos ativos e registrados no Brasil: https://portal.cfm.org.br/index.php?option=com_medicos&Itemid=59#buscaMedicos



Fazer uma pós-graduação de Nutrologia somente, mesmo que na Associação Brasileira de Nutrologia (ABRAN) não dá direito ao médico de se intitular Nutrólogo. Inclusive a própria ABRAN já se posicionou sobre o tema e publicou em seu site: http://abran.org.br/2018/07/20/obrigatoriedade-do-titulo-de-medico-nutrologo/

Do ponto de vista jurídico, aqueles que afirmam ser especialistas naquilo que não são, além de responder processo ético-profissional do Conselho Regional de Medicina, podem também ter que responder judicialmente. Já existindo jurisprudência no Brasil para esses casos, conforme divulgado pela mídia no ano passado.

Nutrólogo, Nutrologista (sim a grafia está correta) somente o é, aquele médico que fez a residência de Nutrologia ou tem o título de especialista em Nutrologia. Qualquer coisa fora disso, é aspirante a Nutrólogo ou usurpador de título alheio. 

Não compre gato por lebre. Quando for consultar com algum médico que se intitula Nutrólogo, verifique no site do Conselho Federal de Medicina se o mesmo é realmente Nutrólogo. Link: https://portal.cfm.org.br/index.php?option=com_medicos&Itemid=59

Muitos pacientes chegam ao consultório acreditando que o Nutrólogo fará um trabalho superior ao de nutricionistas, quando na verdade é um trabalho complementar. O nutrólogo dá o diagnóstico, o nutricionista elabora o plano dietético. Essa integração promove um acolhimento melhor do paciente e um suporte mais completo. Além disso, os resultados são melhores. Experiência própria no meu consultório e no ambulatório do SUS. 

O que diferencia um médico nutrólogo de uma nutricionista é a formação (graduação). O nutricionista faz uma graduação que pode durar de 4 a 5 anos, dependendo da Instituição. Posteriormente, se quiser, faz especialização, residência multiprofissional ou pós-graduação e depois a prova de título de especialista na área.

O médico nutrólogo geralmente faz 6 anos de graduação de medicina, 2 anos de residência de clínica médica (ou cirurgia) e 2 anos de residência de nutrologia. Ou então (até 2016) o médico que tinha outra formação de base, como por exemplo endocrinologia. Ele fazia 6 anos de graduação em medicina, 2 anos de residência em clínica médica, 2 anos de residência em endocrinologia, 2 anos de residência em nutrologia OU pós-graduação da ABRAN, com posterior aprovação na prova de título de nutrologia.

O Nutrólogo não é um "nutricionista de luxo" como alguns ignorantes definem. O nutrólogo é um médico que entende de doenças nutricionais e da inter-relação dos nutrientes com nosso organismo. É o responsável por coordenar a Equipe Multidisciplinar de Terapia Nutricional (EMTN). 

Na atualidade a ABRAN possui uma pós denominada de Curso Nacional de Nutrologia (CNNutro), que ocorre anualmente em São Paulo.

Até 2016 a realização deste era praticamente obrigatória para quem desejava prestar a prova de título.

No edital da prova de 2018 tivemos uma nova mudança e na atualidade, aquele que deseja ser Nutrólogo deverá ter os seguintes pré-requisitos.

Opção 1: 
Cursar 6 anos de medicina + 
2 anos de residência de clínica médica e mais 2 anos de residência de Nutrologia (há 10 vagas no País inteiro - USP de Ribeirão Preto, USP São Paulo, UFRGS, BH).
Nesse caso não precisa prestar a prova de título. Basta ir ao CRM e solicitar o seu Registro de qualificação de especialista (RQE) em nutrologia.

Opção 2:
Fazer algum estágio ou Especialização em Nutrologia com prazo de formação mínimo de dois anos, sendo obrigatória carga horária anual de 2.880 horas (60h/semanais), distribuídas entre atendimento ambulatorial, atendimento em unidade de internação (hospitalar) e programa teórico.
SE comprovado isso, associado a uma declaração do chefe do serviço de nutrologia (titulado) e diretor clínico, pode-se prestar a prova de título.
No caso do estágio, segundo o edital o serviço tem que ser Credenciado à ABRAN. Sendo que a carga horária é de 60 horas semanais. No Brasil os únicos lugares que tem esse estágio são:
  • Instituto de Assistência Médica ao Servidor Público Estadual de São Paulo (Hospital do Servidor Público Municipal): Três vagas
  • Programa de Treinamento Médico em Nutrologia do Instituto Brasileiro de Estudos e Pesquisas de Gastroenterologia e Outras Especialidades (IBEPEGE - IGESP): Duas vagas.
  • Especialização em Nutrologia do Hospital São Joaquim da Real e Benemérita Associação Portuguesa de Beneficência de São Paulo: Quatro vagas
Opção 3:
Atuar na área por 4 anos completos, em algum serviço de nutrologia que tenha atividade ambulatorial e hospitalar (obrigatoriamente) e esse serviço tem que ser reconhecido pela Associação Brasileira de Nutrologia.
Nesse caso o médico deve receber uma declaração de atuação na área durante os 4 anos completos. A declaração é emitida pelo chefe do serviço de nutrologia (o mesmo deve obrigatoriamente ser titulado em nutrologia) e pelo diretor clínico.
Muitos tem apenas a atuação em ambulatório ou consultório, não tendo a parte hospitalar conforme especificado no edital. Nesse caso, a inscrição fica a critério da AMB se aceita ou não. Além disso deve ter pontuação no currículo.  

Opção 4:
Possuir algum título de especialista +
Possuir 2 (dois) anos completos de atividade em Nutrologia em serviço hospitalar e ambulatorial em serviços reconhecidos pela Associação Brasileira em Nutrologia - ABRAN.
SE comprovado isso, com declaração do chefe do serviço de nutrologia (titulado em nutrologia) e do diretor clínico, além de ter 100 pontos de acreditação (uma espécie de currículo) o médico pode-se prestar a prova de título.

Além disso o médico deverá ter pontuação em um currículo de 30 pontos. Desde 2013 analiso a prova de título e converso com pessoas que foram aprovadas. A grande maioria leva cerca de 1 ano estudando e todos que foram aprovados tinham 30 pontos no currículo. 

O curso da ABRAN (CNNUTRO) fornece uma pontuação alta (10 pontos segundo o último edital de 2018) e vale a pena fazer. Porém somente o CNNUTRO não basta, é preciso fazer o CNNEP (8 pontos segundo o último edital) para ter uma pontuação mínima. O CNNUTRO pode pontuar duas vezes segundo a ABRAN, portanto é recomendado que se faça duas vezes o CNNUTRO e o CNNEP para ir para a prova, já com pelo menos 28 pontos de currículo. 

Além disso o médico deve comparecer aos congressos ou jornadas da especialidade e preferencialmente produzir trabalhos científicos (artigos científicos, poster em congressos, artigos de livros de nutrologia, participação em mesas redondas da área) para obter mais pontos. Pois é difícil alguém que não tem 30 pontos de currículo passar na prova. A média mínima a ser obtida na prova é 70 pontos de 100.

Ou seja, não basta apenas cursar o CNNUTRO/CNNEP, comprovar os 2 ou 4  anos de atuação hospitalar e ambulatorial, é preciso vivenciar verdadeiramente a especialidade e o principal, lutar para que ela cresça de forma ética.

Para aqueles médicos que tiverem interesse em saber como passei na prova de título de Nutrologia em Dezembro de 2017? Acesse meu site: www.provadetitulodenutrologia.com.br 
Lá você encontrar meu e-book no qual ensino toda a metodologia que utilizei para ser aprovado em terceiro lugar com 74,7% da prova. 

Sempre me perguntam se eu recebo estagiários no Ambulatório de Nutrologia (para depois fornecer a carta de atuação) que coordeno no SUS: Não!

Os únicos estagiários autorizados pela prefeitura, são os estudantes de Medicina das seguintes Universidades: IMEPAC, UNIRV, UNIFAN. 

Nesse caso é um convênio da prefeitura com as universidades e aí é um serviço de preceptoria, ao qual até o momento não estou credenciado. 

Médicos já formados não recebo no ambulatório e nem no consultório particular. 


Autor: Dr. Frederico Lobo - Médico clinico geral e nutrólogo (CRM-GO 13192 | RQE 11.915)