sábado, 30 de julho de 2016

Prática ortomolecular e a regulamentação pelo CFM


A  prática ortomolecular surgiu em 1968 com o químico Linus Pauling. Desde então se disseminou. Porém não é reconhecida como especialidade médica em lugar nenhum desse planeta. Talvez pq não tenha uma base sólida, sendo apenas uma estratégia terapêutica baseada em química nutricional.

Mesmo após quase 5 décadas, ainda é taxada de charlatanismo e eu até compreendo (muitas vezes dou razão). Uma parcela significativa dos praticantes utilizam de terapias que o CFM proíbe.

Desde 1990, um dos pioneiros da medicina intensiva no Brasil (Prof.Dr. José de Felippe Jr) vem tentando junto ao CFM regulamentar a prática. Em 2010 a prática foi regulamentada e o CFM estabeleceu:
1) Não é especialidade médica e muito menos área de atuação.

2) Os tratamentos utilizados são: correção nutricional e de hábitos de vida. Isso engloba: reposição medicamentosa das deficiências de nutrientes e a remoção de minerais, quando em excesso, ou minerais tóxicos, agrotóxicos, pesticidas ou aditivos alimentares, bem como os princípios que orientam a remoção. É liberada a dosagem de nutrientes no sangue e urina. O mineralograma capilar é reservado apenas para intoxicações crônicas por metais tóxicos.

3) Os tratamentos dos déficits ou excessos “devem obedecer às comprovações embasadas por evidências clínico-epidemiológicas que indiquem efeito terapêutico benéfico”. É vedado: métodos laboratoriais destituídos de comprovação científica (biorressonância, microscopia óptica ou HLB). Megadoses de vitaminas, proteínas, sais minerais e lipídios para a prevenção primária e secundária.

4) Fica liberado o uso do ácido etilenodiaminotetracético (EDTA)  apenas para a remoção de metais tóxicos. Desde que diagnosticado no sangue, urina ou mineralograma capilar. Sendo o mineralograma reservado apenas para metais tóxicos.

5) Veda uso de EDTA e procaína como terapia antienvelhecimento, anticâncer, antiarteriosclerose e para o tratamento de doenças crônico-degenerativas.

6) Não libera uso de NENHUM hormônio fora do contexto de deficiências laboratorialmente comprovada e para uso estético ou com ação antienvelhecimento.

Portanto se vc conhece um médico que se diz praticante de ortomolecular e ele utiliza HCG, prescreve anabolizantes, utiliza mineralograma para detectar deficit de nutrientes, prescreve EDTA com outra finalidade: ele está cometendo uma infração ÉTICA.

Resumindo: A função do médico praticante de ortomolecular é investigar contaminação por metais tóxicos, pesticidas, agrotóxicos, aditivos alimentares. Tratar da forma correta. Orientar sobre hábitos saudáveis de vida e corrigir déficits nutricionais. PONTO ! Nada mais. A regulamentação do CFM aprova somente isso.

Fonte: http://portal.cfm.org.br/index.php?option=com_content&id=23442:cfm-reafirma-criterios-norteadores-da-pratica-ortomolecular

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