domingo, 3 de julho de 2016

Frutose e exercício físico - por Dr. João Mota


A frutose pode ser encontrada nas frutas, mel, industrializados, no açúcar da cana (sacarose), que quando digerido, se transforma em glicose e frutose.

No Brasil, estima-se um consumo ~4,34g/dia de frutose livre. A quantidade de frutose provinda da sacarose é de ~27,5g/dia.

O problema em nosso país não é o consumo exagerado de frutas, mas sim o excesso de produtos industrializados (sucos, refrigerantes, açúcar etc).

Quando ingerida, a frutose entra na célula epitelial intestinal via GLUT5 e é metabolizada pela frutoquinase C, gerando frutose-1-fosfato que depois é metabolizada para gerar glicose, glicogênio e triacilgliceróis (TG).

Durante a fosforilação inicial da frutose há geração de ácido úrico, oxidantes e mediadores inflamatórios.

Meta-análises mostraram que o ↑ no consumo de frutose e consequentemente na ingestão kcal está associado a maiores concentração de APO B e TG (Chiavaroli et al. JAHA, 2015; David Wang et al., Atherosclerosis. 2014).

Egli et al. (Am J Clin Nutr. 2016) mostraram que o exercício físico realizado imediatamente após a ingestão de frutose aumenta a oxidação de frutose e diminui seus estoques. Ao contrário, o exercício realizado antes da ingestão de frutose não alterou o metabolismo de frutose.

Em ambas as condições, o exercício não aboliu a conversão em glicose ou a incorporação em VLDL-TG. Por outro lado, uma única sessão de exercício resistido, realizada ~15 horas antes de uma refeição rica em gorduras e frutose, atenuou a resposta pós-prandial nos TG (Wilburn et al., Nutr Metab Insights, 2015).

Assim, deve-se limitar o consumo de sacarose, de industrializados, preferir frutas ao invés de sucos, de 03 a 04 porções no dia, dependendo da necessidade. Além de praticar exercício! #nutrição #ciência #ciência_aliada_prática #labince #UFG #fanut #drjoaomota

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