sexta-feira, 20 de setembro de 2013

Prevenção com ácido fólico na gravidez é rara e incorreta no Brasil


No SUS o protocolo de pré-natal da gestante estabelece como dose ideal: 5mg (5000mcg) por dia, dose "cavalar". Essa dose associada ao uso de sulfato ferroso acaba depletando os níveis de Zinco e favorecendo uma alteração imunológica no bebê, devido um desequilíbrio entre Linfócitos T Helper1 e T Helper2, aumentando a propensão a doenças alérgicas.

Vale a pena ler a reportagem.

Prevenção com ácido fólico na gravidez é rara e incorreta no Brasil

Uma medida simples para evitar malformações em bebês ainda é pouco adotada pelas brasileiras e será tema de campanha nacional com lançamento marcado para hoje em São Paulo.

Um levantamento com 500 mulheres realizado pelo médico Eduardo Borges da Fonseca, professor de obstetrícia da Universidade Federal da Paraíba, mostra que só 13,8% tomaram suplemento de ácido fólico antes de engravidar.

O uso dessa vitamina ao menos 30 dias antes do início da gestação, continuando até o terceiro mês, reduz em cerca de 75% a ocorrência dos defeitos de fechamento do tubo neural (a região do embrião que vai dar origem ao sistema nervoso central).

Hoje, 1 em 1.000 crianças nasce com algum desses problemas no país. Os mais comuns são espinha bífida (exposição dos nervos da medula espinhal) e anencefalia.

A anencefalia leva à morte do bebê. No caso da espinha bífida, a gravidade varia conforme a posição da lesão e a extensão. Algumas crianças não precisam de tratamento e outras podem ser submetidas a cirurgia logo após o parto. Mas muitas, mesmo após a operação, sofrem sequelas, como paralisia e dificuldades de aprendizagem.

No estudo, feito em João Pessoa, a maioria das que usaram o ácido fólico o fez de forma incorreta, muitas vezes com doses maiores dos que as ideais (de 400 microgramas por dia). Estudos com animais apontam que a suplementação em excesso pode levar a bebês com baixo peso.

Cerca de metade da amostra era de mulheres atendidas pelo SUS e a outra metade, de clínicas particulares. "Não houve diferença entre os grupos", afirma Fonseca, que é presidente da comissão de medicina fetal da Febrasgo (Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia).

"Os números que nós encontramos são muito semelhantes aos de um estudo feito em Pelotas (RS) há seis anos. A situação não melhorou desde então."

O fechamento do tubo neural acontece entre a segunda e a quarta semana de gravidez. No Brasil, segundo pesquisa da Fiocruz com 22 mil mulheres, 55% das gestações não são planejadas.

"Em geral, a mulher só chega ao médico de dois a três meses depois do início da gravidez, o que já é uma fase tardia para o início da suplementação", afirma o médico.

Por isso, um dos focos da campanha da Febrasgo é estimular médicos a informar as mulheres sobre a importância do suplemento durante as consultas anuais.

A fortificação de farinhas de trigo e de milho com ácido fólico, obrigatória no Brasil desde 2004, consegue reduzir em 39% a ocorrência das malformações.

"Mas essa medida não atinge a todas. Muitas mulheres hoje adotam dietas da proteína, com baixa ingestão de carboidrato. Por isso é melhor usar as duas formas de prevenção: a alimentação fortificada e a suplementação."

Estudo mostra como a privação do sono afeta a imunidade


Mais um estudo, evidenciando que sono = qualidade de vida. Há 16 anoss o professor e pesquisador Dr. Hélion Póvoa (um dos pioneiros da ortomolecular no Brasil, amigo de Linus Pauling) afirmava em seu livro Melatonina o relógio biológico (1996, Editora Imago), que a melatonina produzida durante o sono apresentava na época as seguintes funções:

  • Inibição da adesão e agregação plaquetária, diminuindo o risco trombótico
  • Aumenta a atividade de linfócitos T
  • Aumento da relação entre linfócito T Helper e Linfócito T supressor (CD4/CD8)
  • Aumento da imunidade celular
  • Aumento das células Natural Killers (in vivo)
  • Tem ação protetora contra a imunodepressão causada por estresse ou glicocorticóides
  • Estímulo à produção de Interleucina 2 e interferon gama
  • Estimula a fagocitose assim como a produção de fator estimulante de colônias de macrófagos e granulócitos
Mensalmente pesquisadores publicam artigos mostrando os benefícios do sono, que vão desde à diminuição do risco de obesidade, até diminuição do risco de doenças cardiovasculares. Em resumo: quem dorme melhor, adoece menos.

A Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) liberou os resultados de uma pesquisa feita pela FAPESP, transcrita abaixo e extraída do site http://agencia.fapesp.br/16303

A importância do sono para o bom funcionamento do sistema imunológico é conhecida, mas pouco se sabe sobre os mecanismos envolvidos. Uma pesquisa apoiada pela FAPESP e conduzida nos últimos anos tem mostrado como diferentes tipos de privação de sono interferem nas defesas do organismo.

Na primeira fase da pesquisa, para mimetizar situações comuns na sociedade os pesquisadores submeteram voluntários tanto à privação total por 48 horas – similar à que ocorre com pessoas que trabalham em sistema de plantão noturno – como à privação seletiva de sono REM (movimento rápido de olhos, na sigla em inglês), fase do sono em que prevalecem os sonhos, por quatro noites seguidas.

“Nas últimas décadas, houve diminuição progressiva e importante na média da duração do sono, principalmente na segunda metade da noite, quando prevalece o sono REM”, disse Francieli Ruiz da Silva, autora principal do estudo, feito durante o doutorado na Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) com Bolsa da FAPESP.

O estudo, orientado pelo professor Sergio Tufik, foi realizado no Instituto do Sono, um Centro de Pesquisa, Inovação e Difusão (CEPID) apoiado pela FAPESP. Os resultados do experimento foram publicados em artigo na revista Innate Immunity e apresentados na 23ª Reunião Anual da Associated Professional Sleep Societies, realizada nos Estados Unidos em 2009. O trabalho também foi premiado pela European Federation of Immunological Societies durante o 2º European Congress of Immunology, realizado na Alemanha no mesmo ano.

Em uma segunda fase da pesquisa, realizada com animais, os pesquisadores do Instituto do Sono investigaram os efeitos da privação de sono no desenvolvimento de resposta específica a um desafio imunológico. Os resultados dos experimentos com camundongos foram apresentados na 27ª Reunião Anual da Federação de Sociedades de Biologia experimental (FeSBE), realizada em agosto de 2012.

“O objetivo na primeira fase foi avaliar a alteração no perfil imunológico dos voluntários causada pela falta de sono. Para isso, realizamos leucograma – exame que mede a quantidade de leucócitos no sangue – antes e depois do experimento”, disse Ruiz.

Ao longo de uma semana, 30 voluntários saudáveis, entre 18 e 30 anos, permaneceram no laboratório distribuídos em três grupos. Aqueles do grupo controle dormiram normalmente e tiveram seu padrão de sono monitorado por meio do exame de polissonografia.

Os integrantes do grupo submetido à privação seletiva também tiveram o sono monitorado e foram acordados por uma campainha toda vez que o exame indicava a aproximação da fase REM.

“A primeira noite foi tranquila, mas à medida que a demanda do organismo por sono REM foi se acumulando, foi ficando difícil. Esse estágio aparecia cada vez mais cedo, efeito conhecido como rebote de sono REM. Na quarta noite, eles mal cochilavam e já entravam na fase REM”, contou Ruiz.

Já o grupo da privação total manteve-se alerta por 48 horas com a ajuda de videogames, jogos de cartas, internet e eventuais chacoalhadas. Nas três noites seguintes, dormiram normalmente e foram monitorados pela polissonografia para registrar o efeito rebote de sono.

Enquanto o grupo controle não apresentou alteração no perfil imunológico, como esperado, os voluntários do grupo submetido à privação total tiveram uma elevação no número de leucócitos, especificamente de neutrófilos, o primeiro tipo celular que responde à maioria das infecções. Também houve aumento de linfócitos T CD4, responsáveis pela imunidade adaptativa, específica para cada doença.

“Considerando que os leucócitos desempenham a função de defesa ao primeiro sinal de invasão por patógenos, observamos que a privação total de sono desencadeou um sinal de alerta no organismo. Ele entendeu como uma agressão e respondeu a um fantasma”, disse Ruiz.

Essa alteração foi revertida após as primeiras 24 horas de recuperação do sono. “Mas, para nossa surpresa, o número de linfócitos não voltou ao normal após as três noites de recuperação”, contou.

No grupo privado de sono REM, foi observada uma diminuição da imunoglobulina A (IgA) circulante no sangue durante todo o período do experimento. Esse efeito permaneceu após as três noites de recuperação do sono.

“Essa imunoglobulina, presente na secreção de mucosas, está diretamente relacionada à proteção contra a invasão por patógenos. Isso poderia explicar por que a privação de sono REM poderia estar relacionada a uma maior suscetibilidade a doenças como gripes e resfriados já descrita na literatura”, disse.

Desafio imunológico

Na segunda fase da pesquisa, os pesquisadores investigaram, em ratos, os efeitos da privação de sono no desenvolvimento de resposta específica a um desafio imunológico. “Precisávamos de um estímulo que desencadeasse uma resposta vigorosa e optamos por um modelo de transplante de pele entre duas linhagens diferentes e geneticamente incompatíveis de camundongos”, disse Ruiz.

Nesse modelo, de acordo com Ruiz, a rejeição do tecido enxertado pelo organismo do receptor é certa. Mas, enquanto os animais do grupo controle levaram entre 8 e 10 dias para expelir o tecido estranho, aqueles submetidos à privação de sono, seja ela total ou apenas da fase REM, levaram entre 15 e 18 dias.

“Isso representa um aumento de 80% no tempo de sobrevida do tecido, o que equivale ao efeito de drogas imunossupressoras como a ciclosporina”, disse Ruiz.

Para entender o que estava causando o prejuízo na resposta imunológica, os pesquisadores analisaram os órgãos linfoides dos animais e verificaram uma redução de 76,4% no número de linfócito T CD4 no grupo submetido à privação de sono REM. No grupo que sofreu privação total, a queda foi de 34% em relação ao grupo controle.

“Os linfócitos T são essenciais para que o processo de rejeição aconteça. Eles são ativados pelas células apresentadoras de antígenos (APCs) e, então, migram dos órgãos linfoides para a região afetada, onde desencadeiam o processo inflamatório que culmina com a rejeição”, explicou Ruiz.

As análises mostraram que nos dois grupos houve redução de aproximadamente 40% no número de linfócitos T no infiltrado inflamatório do enxerto de pele, ou seja, havia menos células de defesa na região.

Isso pode ser explicado por uma menor expressão da molécula MHC 2, essencial para a comunicação entre as APCs e os linfócitos. Além disso, houve redução de 40% na quantidade de receptores para a interleucina 2 (IL-2) na circulação sanguínea.

“Quando o linfócito migra para a área afetada, precisa se proliferar para atacar o tecido. Para isso libera a IL-2, principal mediador para essa proliferação. Portanto, uma menor quantidade desses receptores no sangue indica menor proliferação de linfócitos e prejuízo ao processo de rejeição”, disse Ruiz.

Para ter certeza de que o possível estresse causado pela privação de sono não estava por trás da imunossupressão, os pesquisadores avaliaram os níveis de corticosterona no sangue dos animais.

“Esse hormônio, nos camundongos, é o equivalente ao cortisol em humanos. Como os níveis não estavam mais elevados nos roedores privados de sono do que no grupo controle, acreditamos que o estresse não tenha interferido nos resultados”, afirmou.

O próximo passo da pesquisa é investigar por que a privação de sono diminui a expressão de MHC 2 e a proliferação dos linfócitos. Além disso, Ruiz pretende investigar, durante o pós-doutorado, também com Bolsa da FAPESP, o efeito da privação de sono na imunidade de pessoas que trabalham em turno e trocam o dia pela noite.

“A literatura indica que o sono durante o dia não é tão reparador como o noturno. Nossa intenção é vacinar esses voluntários e ver como a inversão dos períodos de descanso interfere na imunização”, disse.

Será que tenho deficiência ou excesso de algum mineral? Por Dr. Frederico Lobo

Na medicina utilizamos no nosso arsenal diversas substâncias sendo que as principais são: Minerais, Vitaminas, Aminoácidos, Ácidos graxos (gorduras), fitoterápicos. Um dos principais focos de um médico que trabalha com nutrientes é a atenção às manifestações clínicas decorrentes do déficit ou excesso de um mineral, pois, diferentemente dos carboidratos, alguns ácidos graxos e aminoácidos, os minerais são substâncias inorgânicas, ou seja, não podem ser produzidos por seres vivos.

Entre os mais conhecidos estão o cálcio, fósforo, potássio, enxofre, sódio, magnésio, ferro, cobre, zinco, selênio, cromo, cloro, manganês, molibidênio, lítio, boro e silício. Como o nosso organismo não é capaz de produzir minerais, eles devem ser adquiridos através de uma alimentação variada e saudável que forneça quantidades adequadas de cada um deles. O que muitas vezes é complicado, exigindo uma suplementação.

Abaixo listo as principais FUNÇÕES, FONTES e SINTOMATOLOGIA DA CARÊNCIA de alguns minerais.

As informações aqui contidas não substituem a consulta a um médico ou nutricionista. Só um profissional da área está  apto a diagnosticar um déficit mineral vigente. Na maioria das vezes os colegas nutricionistas é que detectam tais carências, talvez pelo fato dos médicos na faculdade aprenderem de forma bastante superficial sobre tais substâncias.


Cálcio:

Consiste no mineral mais abundante nos seres humanos. Mais de 99% do cálcio corpóreo está localizado nos ossos. O cálcio que está fora do esqueleto tem uma papel essencial na manutenção de estruturas e vias vitais como:
1) condução do impulso nervoso,
2) contração muscular,
3) coagulação do sangue,
4) permeabilidade da membrana celular,
5) além de atuar em diversas atividades enzimáticas e influenciar a secreção de diversos hormônios.

O cálcio também participa na proteção do organismo contra infecções, toxinas e substâncias estranhas. Quando está baixo pode ter inúmeras causas sendo a baixa ingesta a mais comum, porém pode decorrer da má absorção intestinal, deficiência de vitamina D (muito comum na atualidade) e Boro ou excesso de fósforo

São fontes de cálcio: leite e derivados, salmão, brócolis, gergelim, vegetais verdes folhosos, tofu, algas, amêndoas, lentilha. Para evitar a perda de Cálcio devemos evitar a ingesta de alimentos contendo fósforo em excesso (refrigerantes e enlatados), sódio e proteínas (em excesso).

Sintomas do déficit: Câimbras; Dor músculoesquelética; Cólicas menstruais; Bruxismo; Queda de Cabelos; Unhas frágeis e quebradiças; Dentes frágeis e cáries frequentes; Pontos brancos nas unhas, Síndrome de pernas inquietas; Insônia; Arritmias cardíacas e Palpitações; Osteoporose e Alteração da coagulação.

Magnésio:

O Magnésio está para a clorofila, assim como o ferro está para a nossa hemoglobina. É absolutamente essencial à vida pois é necessário para os principais processos biológicos. É importante também para a estabilidade elétrica das células, manutenção da integridade da membrana, contração muscular, condução nervosa e controle do tônus vascular.

São fontes de magnésio: Vegetais, grãos integrais, castanhas, carnes, frutos do mar. O Leite é pobre em magnésio.

Sintomas do déficit: Alterações da personalidade como ansiedade, irritabilidade, emotividade excessiva, quadros depressivos e agitação. Na infância pode causar hiperatividade; Perda de apetite; Azia; Náuseas,  Vômitos; Cansaço matinal; Fadiga; Fraqueza muscular; Cãibras; Tremores; Alteração do sistema nervoso central; Aumento d tônus vascular agravando quadros de hipertensão arterial; Aumento da agregação plaquetária, Aumento do colesterol e triglicérides; Osteoporose e osteopenia por diminuição da fixação do Cálcio ao osso; Sudorese excessiva; Pernas inquietas; Diminuição da capacidade de concentração.
São fontes de magnésio: O Magnésio está amplamente distribuído nos alimentos, está para a Clorofila assim como o ferro está para a hemoglobina que compõem os nossos glóbulos vermelhos. Seu maior teor é encontrado nos grãos integrais, nas folhas verdes e na banana. Há um déficit nutricional em todo o mundo devido o processamento dos alimentos, os grãos processados perdem mais de 80% do magnésio. O Leite de vaca é pobre em Magnésio e riquíssimo em cálcio.

Zinco:

É importante na formação do DNA ( herança biológica), desempenha uma função essencial em centenas de processos metabólicos. Da replicação celular à maturação sexual, passando pela imunidade, função tireoideana na conversão dos hormônios tireoideanos (t4 em t3, assim como o Selênio), manutenção do pH estomacal, co-fator para ação da insulina, ação importante na cicatrização de feridas, alterações da derme e cabelos e até mesmo para os sentidos do paladar e do olfato.

São fontes de zinco: Encontrado em maior quantidade em produtos de origem animal (melhor biodisponibilidade) e em menor quantidade nos grãos integrais, levedo de cerveja, farelo e germe de trigo. O excesso de fibras pode diminuir a absorção do Zinco.

Sintomas do déficit: Acne; Letargia; Apatia; Diminuição da memória e concentração; Dificuldade de concentração; Queda de cabelos; Unhas frágeis, quebradiças e com manchas brancas; Diminuição do Olfato, Paladar e Audição; Zumbidos; Dificuldade de Ereção; Oligospermia; Irregularidades Menstruais.

Cobre:

Desempenha um papel singular na respiração. Participa da produção de: 1) colágeno, a proteína responsável pela integridade funcional dos ossos, cartilagens, pele e tendões. 2) Elastina, a principal proteína responsável pelas propriedades elásticas dos vasos sanguíneos, pulmões e pele. 3) Neurotransmissor noradrenalina, uma molécula-chave para o funcionamento do sistema nervoso. Atua também na conversão de tirosina em melanina (pigmento encontrado na pele e nos cabelos). Síntese dos hormônios da tireóide; O cobre protege a bainha de mielina dos nervos. Tem uma ação antioxidante importante pois é um dos componentes da superóxido dismutase citoplasmática (SOD) que é uma enzima importante no combate aos radicais livres.

São fontes de cobre: Fígado , crustáceos, moluscos, nozes, frutas, ostras, rins e legumes secos.

Sintomas do déficit: Anemias; Dores Articulares; Fraqueza Muscular; Fadiga Fácil; Edema nos Tornozelos e Pulsos; Queda de Cabelos, Polidipsia; Apatia; Letargia; Cansaço fácil; Arritmias cardíacas e palpitações; Tendência a intestino preso; Alteração do turgor da pele; Manchas brancas precoces nos cabelos. O excesso de Zinco pode levar à diminuição do cobre

Ferro:

É essencial no processo de produção de energia (ATP). Desempenha papel na produção de colágeno e elastina (componentes necessários na integridade do tecido conjuntivo). Age na manutenção do sistema imunológico, produção e regulação de vários neurotransmissores cerebrais e na proteção contra danos provocados por radicais livres. Porém tem potencial oxidante se em excesso (forma radicais livres).

São fontes de ferro: Há dois tipos de ferro contido no alimento, o férrico (Ferro III ou não-heme) e o ferroso (Ferro II ou ferro Heme) . Sabe-se que o ferroso é melhor absorvido e está presente em abundância nas carnes, principalmente em algumas das carnes vermelhas (fígado). Também pode ser encontrado em aves e peixe. A maioria dos vegetais apresentam a forma férrica. Como a forma férrica não é bem absorvida pelo organismo, deve-se ingerir conjuntamente alimentos ácidos (alimentos ricos em vitamina C) a fim do ácido atuar sobre o Ferro férrico, transformando-o em Ferroso e assim facilitando sua absorção. Posteriormente o Ferroso será oxidado e voltará a ser Férrico. Existem alimentos que facilitam a absorção do ferro como já citei, a Vitamina C, além da Vitamina A. Outros dificultam a absorção: 1) taninos presente em chás, cafés, ervas e vinho tinto, 2) fitatos presentes em algumas leguminosas, oleaginosas e cereais, 3) oxalatos encontrados no espinafre, chocolate, cacau e beterraba, 4)cálcio presente nos laticínios.

Sintomas do déficit: Fadiga fácil; Cansaço; Anemia hipocrômica; Edema de tornozelos que piora com a posição ortostática durante o dia; Perversão do apetite (desejo por alimentos e substâncias não-comestíveis, Dores de cabeça, Taquicardia, Falta de ar, unhas quebradiças e com alteração no formato, cabelos fracos, diminuição da concentração, fraqueza muscular.

Manganês:

Participa da síntese de mucopolissacarídeos (cartilagem, matriz óssea), ação na coagulação (síntese de protrombina). Tem uma ação importante na gênese dos radicais livres pois é um cofator de uma das enzimas mais importantes que temos no combate aos radicais livres a Superoxido dismutase mitocondrial (SOD). Temos basicamente 2 tipos de SOD, uma que fica no citoplasma da célula e outra que situa-se na mitocôndria. O Manganês entra na formação da SOD mitocondrial. Mas qual a ação dessa SOD? Como já citado neste blog, os radicais livres gerados podem gerar outros radicais livres. Um desses radicais é o Superóxido que sob a ação da SOD não formará outras espécies reativas de Oxigênio. Ainda atua no metabolismo do colesterol, aumenta a sensibilidade dos receptores à ação do hormônio estrogênio.

São fontes de manganês: Grãos integrais e nozes.

Sintomas do déficit: Alterações da marcha (andar cambaleante); Deficiência de coordenação motora; Perda de equilíbrio; Diminuição da audição; Alterações na coagulação, Mudança na coloração de pelos (avermelhado), Crescimento lento de unhas e cabelos, Dermatite escamosa.

Cromo:

Mineral essencial no metabolismo dos açúcares e gorduras. É importante na prevenção da intolerância à glicose e diabetes, pois é um co-fator da insulina. Diversos estudos mostram a importância do cromo tanto no controle do diabetes quanto no controle da hipoglicemia. O cromo normaliza as taxas da insulina no sangue. Ele faz parte do fator de tolerância à glicose que auxilia no transporte plasmático da insulina, permitindo a sua melhor fixação nos receptores celulares da insulina, facilitando a sua ação. No indivíduo com hipoglicemia auxilia na normalização das taxas de insulina e glicose no plasma aliviando os sintomas da hipoglicemia.
Vários estudos têm evidenciado uma deficiência em cromo nos países industrializados. O consumo de alimentos refinados, principalmente de açúcar, agrava essa deficiência, pois além de apresentarem um teor muito baixo em cromo aumentam o consumo e as perdas do organismo. Sabe-se que durante os períodos de stress físico, o organismo aumenta a excreção urinária de cromo , contribuindo para criar ou agravar a deficiência em cromo. Seu déficit também é relacionado ao aumento das patologias cardíacas (aumento do colesterol total e diminuição do HDL-colesterol, hipertensão arterial, arritmias) e obesidade. No homem o déficit ocasiona diminuição do número de espermatozóides.

São fontes de cromo: Levedo de cerveja, cogumelo, aspargo, vinho, cerveja, ameixa, cereais integrais, carnes e condimentos (pimenta preta e tomilho).

Sintomas do déficit: Neuropatia periférica; Alteração do metabolismo dos carboidratos; Sudorese noturna; Sono agitado com pesadelos; Pânico e fobias; Diminuição da capacidade de concentração e memorização; Extremidades trêmulas e frias; Dor de cabeça tipo enxaqueca.

Selênio:
É um mineral essencial por tem papel crucial em diversas vias metabólicas do nosso organismo. Liga-se a algumas proteínas dando origem às Selenioproteínas. Atua como co-fator para a síntese de um dos maiores antioxidantes endógenos que temos, a Glutationa Peroxidase (GPX), esta enzima tem uma ação importantíssima no combate à formação de radicais livres. Atualmente fala-se muito no seu papel na tireóide pois sabe-se que a enzima (Iodotironina 5 deiodinase) que converte o hormônio tireoideano T4 (forma pouco ativa) em T3 (forma muito ativa) é Selênio-dependente. Tem ação no sistema imunológico, estimulando a formação de células de defesa. Estudos recentes mostram que solos pobres em Selênio (como o do Brasil) há uma maior incidência de alguns tipos de cânceres e acredita-se que isso decorra de uma possível ação reparadora ao DNA por parte das Selenioproteínas. Um estudo na Finlândia mostrou associação entre baixos níveis plasmáticos de Selênio e maior incidência de Infarto agudo de miocárdio. Atua também na síntese de testosterona

São fontes de Selênio: Inúmeros alimentos contêm selênio, mas o que determina o teor nos alimentos é a quantidade presente no solo. Isso pode ser um problema, pois como as plantas não necessitam de selênio para o seu crescimento, na agricultura moderna a adubação não é feita com esse mineral incorporado aos compostos utilizados na terra. O uso de alimentos industrializados também podem contribuir para a falta de ingestão de selênio, já que o refinamento de alimentos, assim como a escolha por uma alimentação rápida e processada trará uma ingestão de alimentos mais pobres no mineral. No Brasil a região norte, o litoral e o sul do país são as áreas que possuem o solo mais rico em selênio. A Castanha do Pará é um alimento riquíssimo em selênio, sendo nutricionalmente a nossa referência quando pensamos no nutriente e no alimento que o contém em maior quantidade (teoricamente 2 castanhas já suprem a nossa necessidade diária). Outras fontes são brócolis, couve, aipo, cogumelo, pepino, cebola, alho, rabanete, levedo de cerveja, grãos, peixes, miúdos.

Sintomas do déficit: Fraqueza muscular; mialgias; Queda de cabelos; Dermatites de pele e couro cabeludo; Dermatomicoses; Monilíase vaginal; Micoses de repetição com aumento da frequência de dermatite seborreica; Imunodepressão; Aumento do peso corporal; Fadiga; Cansaço fácil; Apatia; Embotamento; Pele seca e áspera; Massa ou nódulo em mamas; Bócio ou massa palpável em tireóide.

Fósforo:

Possui importantes e múltiplas funções nas reações químicas dos seres vivos. As reações de transferência de fosfato, enzimaticamente catalizadas são numerosas e vitais no metabolismo dos carboidratos, lipídeos e proteínas.  Atua em todas as células, tecidos e órgãos, porque faz parte das membranas celulares e das organelas na forma de fosfolípides, faz parte dos glóbulos vermelhos além de fazer parte da principal molécula do organismo, o trifosfato de adenosina, o famoso ATP, moeda de troca de todas as reações bioquímicas, dependentes de energia. Também desempenha papel importante no metabolismo do cálcio e nas reações do equilíbrio ácido-básico. Nos ossos desempenha funções cruciais no desempenho das atividades osteoblástica (construção óssea) e osteoclástica (destruição óssea). Sais de fósforo são importantes tampões por auxilia na excreção dos ions hidrogênio (H+). Importante salientar que uma dieta rica em fósforo diminui absorção do cálcio. Se os níveis de fosfato estão baixos no sangue, o cálcio eleva-se no sangue e diminui a deposição de sais de cálcio no osso. Quando os níveis de Fosfato aumentam no sangue, o cálcio é melhor depositado no osso. Isso é importante salientar pois geralmente meus colegas médicos só lembram do Cálcio na Osteoporose, como se o osso fosse composto apenas de Cálcio.

São fontes de fósforo: Geralmente todo alimentos ricos em proteínas (carnes, leite, ovos) são também ricos em fósforo. Em uma dieta normal ocidental, cerca de 65% do fósforo é proveniente do leite, carne, frango, peixe e ovos ; 20% dos cereais e legumes ; 10% das frutas e seus sucos e o restante do café, chá ,refrigerantes, etc. Dietas vegetarianas contém grandes quantidades de fósforo na forma de fitato, entretanto não dispomos da enzima fitase e não conseguimos liberar o fósforo desta dieta. Tanto as leveduras como vários tipos de bactérias contém Fitase e portanto conseguem liberar o fósforo no intestino e torna-lo biodisponível.

Sintomas do déficit: Como faz parte da molécula de ATP, seu déficit leva a uma queda global da "Energia" corporal e isso pode manifestar-se sob a forma de Diminuição da memória, atenção e Concentração; Irritabilidade; Tonteira (Vertigem); Fadiga e cansaço fácil; Perda de iniciativa(desiste fácil); Respiração curta com dificuldade; Edema de tornozelos; Dores articulares com limitação funcional; Náuseas, vômitos, Dificuldade na deglutição.

Lítio:

A essencialidade do lítio no organismo humano ainda não está claramente estabelecida. O lítio é importante na síntese de neurotransmissores cerebrais. Regiões dos EUA com aumento de lítio na água apresentam incidência menor de doenças cardíacas e aterosclerose, e também um menor número de internações psiquiátricas. A deficiência de lítio também é associada com aumento da agressividade. O lítio tem um efeito positivo nos distúrbios do humor e em estudos com animais, a deficiência de lítio foi associada com diminuição da expectativa de vida.

São fontes de Lítio: Água potável, algas, gengibre, frutos do mar.

Sintomas do déficit: Depressão oscilada com Mania (transtorno bipolar); Insônia; Dores musculares tensionais; Aumento dos sintomas da menopausa.

Boro:

É um micronutriente que foi considerado essencial ao homem em 1981. Na deficiência de boro ocorre uma diminuição dos hormônios femininos e masculinos. Na menopausa, a deficiência de boro acarreta uma diminuição da calcificação óssea agravando a osteopenia e a osteoporose, provavelmente porque ele potencializa a ação do estrogênio no metabolismo mineral. A reposição com boro contribui para a melhora da artrite e graças à diminuição do número de plaquetas, diminui a incidência de tromboses. Estudos mostram que o Boro influencia decisivamente no metabolismo do Cálcio (aumento da absorção intestinal), Magnésio e Fósforo, aumentando ou diminuindo a excreção destes. Modula a ação do paratormônio (PTH).

São fontes de boro: Maçã, pêra, pêssego, uvas, passas, tâmaras, nozes e soja. A problemática do refino é uma das maiores barreiras para ingesta adequada do Boro.

Sintomas do déficit: Ossos fracos devido Osteoporose; Dores articulares (artritismo)


Bibliografia

1) CARVALHO, Paulo Roberto. Medicina Ortomolecular: Um guia completo dos nutrientes e suas propriedades terapêuticas. 4ªEd. Rio de Janeiro, Nova Era: 2006.

2) WILKE, Berenice Cunha. Biblioteca de nutrientes. Disponível em: http://www.medicinacomplementar.com.br/bibliotecadenutrientes.asp

3) OLSZEWER, Efraim. Clínica ortomolecular. 2ª ed. São Paulo, Roca: 2008.

4) FAVIERE, Maria Inês. Nutrição na Visão da Prática Ortomolecular. Rio de Janeiro, Ícone: 2009.

Pesquisa associa consumo regular de alimentos fritos ao câncer de próstata


onsumo regular de alimentos fritos tais como batatas fritas, frango frito e donuts está associado com um risco maior de câncer de próstata, e o efeito parece ser mais forte no que diz respeito a formas mais agressivas da doença, de acordo com pesquisadores do Fred Hutchinson Cancer Research Center, nos EUA.

Estudos anteriores sugeriram que o consumo de alimentos preparados com métodos de cozedura a alta temperatura, tais como a carne grelhada, pode aumentar o risco de câncer de próstata, este é o primeiro trabalho a examinar a fritura.

A pesquisa foi descrita na revista The Prostate: http://onlinelibrary.wiley.com/doi/10.1002/pros.22643/full

A líder da pesquisa Janet Stanford e seus colegas analisaram dados de uma base populacional de estudos envolvendo um total de 1.549 homens diagnosticados com câncer de próstata e 1.492 homens saudáveis pareados por idade.

Os homens eram caucasianos e afro-americanos residentes da área de Seattle com idades entre 35 e 74 anos. Os participantes foram convidados a preencher um questionário dietético sobre o seu consumo habitual de alimentos, incluindo especificamente alimentos fritos.

Os resultados mostraram que os homens que relataram comer batatas fritas, frango frito, peixe frito e / ou donuts pelo menos uma vez por semana tinham um risco maior de câncer de próstata em comparação com os homens que disseram ingerir esses alimentos menos de uma vez por mês.

Em particular, os homens que comeram um ou mais desses alimentos pelo menos semanalmente apresentaram um risco de câncer de próstata entre 30 a 37% maior. Consumo semanal destes alimentos foi associado também com uma probabilidade maior de câncer de próstata mais agressivo.

"A relação entre a doença e os alimentos fritos pareceu ser limitada ao nível mais alto de consumo, definido neste estudo como mais do que uma vez por semana, o que sugere que consumo regular de alimentos fritos confere risco particular para o desenvolvimento de câncer de próstata" , afirma Stanford.

Substâncias cancerígenas

Os possíveis mecanismos por trás do maior risco de câncer incluem o fato de que, quando o óleo é aquecido a temperaturas adequadas para fritar, compostos potencialmente cancerígenos podem formar-se no alimento frito.

Os compostos cancerígenos incluem acrilamida (encontrado em alimentos ricos em carboidratos, como batatas fritas), aminas heterocíclicas e hidrocarbonetos aromáticos policíclicos (substâncias químicas formadas quando a carne é cozida a altas temperaturas), aldeído (um composto orgânico encontrado no perfume) e acroleína (substância química encontrada em herbicidas).

A concentração desses compostos tóxicos aumenta com a reutilização de óleo e o aumento do tempo de fritura.

Fonte: http://www.isaude.net/pt-BR/noticia/33451/geral/pesquisa-associa-consumo-regular-de-alimentos-fritos-ao-cancer-de-prostata