sábado, 24 de agosto de 2013

Diferentes tipos de felicidade tem efeitos diversos sobre o genoma humano

No primeiro estudo do gênero em todo mundo, equipes da Universidade da Califórnia (UCLA) descobriram que diferentes tipos de felicidade têm surpreendentemente diferentes efeitos sobre o genoma humano.

Pessoas que têm altos níveis do que conhecemos como bem-estar eudemonico, um tipo de felicidade ligada à realização de propósito e significados na vida (a pesquisa cita como exemplo Madre Teresa de Calcutá) apresentaram perfis de expressão genética muito favorável em suas células imunes. Elas apresentaram baixo nível de genes envolvidos em processos inflamatórios e forte expressão de genes anti-virais e anticorpos, afirmam os pesquisadores.

No entanto, as pessoas que tinham níveis relativamente altos de bem-estar hedonístico que vem da auto-afirmação, auto-realização (pesquisa cita a maioria das celebridades) mostraram exatamente o contrário. Eles tinham um perfil de expressão adverso envolvendo alta inflamação e expressão genética antiviral e de anticorpos baixas.

Durante os últimos 10 anos, Steven Cole, responsável pelo estudo, e sua equipe analisaram como o genoma humano responde ao stress, miséria, medo e todos os tipos de psicologia negativa. Neste estudo, porém, os pesquisadores perguntaram como o genoma humano pode responder a psicologia positiva. É exatamente o oposto do estresse e da miséria, ativando um tipo diferente de programa de expressão gênica.

Os pesquisadores examinaram as implicações biológicas dos dois tipos de bem-estar através da lente do genoma humano, um sistema de cerca de 21 mil genes que evoluiu fundamentalmente para ajudar os humanos a sobreviverem em condições de bem-estar.

Estudos anteriores descobriram que as células imunológicas mostram uma mudança sistemática em perfis de expressão genética de base durante longos períodos de stress, ameaça ou incerteza. Conhecida como a Resposta Transcricional Conservada à Adversidade (CTRA), esta mudança é caracterizada por um aumento da expressão de genes envolvidos no processo inflamatório e uma diminuição da expressão de genes envolvidos em respostas antivirais.

Esta resposta, Cole observou, provavelmente evoluiu para ajudar o sistema imunológico combater as mudanças nos padrões de ameaça microbiana que foram ancestralmente associados com a mudança de condições sócio-ambientais; essas ameaças incluíram infecção bacteriana das feridas causadas pelo conflito social e um risco aumentado de infecção viral associada com o contato social.

"Mas, na sociedade contemporânea e nosso ambiente muito diferente, a ativação crônica por ameaças sociais ou simbólica pode promover a inflamação e causar doenças neurodegenerativas, cardiovasculares entre outras, e pode prejudicar a resistência às infecções virais," disse cole.

Apesar das diferentes reações do genes, os pesquisadores concluíram que "os dois casos de bem estar levam aos mesmos altos níveis de emoções positivas. Entretanto, os genomas foram respondendo de forma muito diferente, embora os seus estados emocionais fossem igualmente positivos

Fonte: http://www.sissaude.com.br/sis/inicial.php?case=2&idnot=19070

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