domingo, 25 de agosto de 2013

Por que não usar microondas ? por Dra. Carol Morais

Quem acompanha o blog já percebeu que, quando uso forno, é um elétrico, pequeno e simplesinho mesmo. Mais básico impossível, neah? Não uso o de microondas. Por dois motivos igualmente relevantes, para mim, claro. Primeiro, por causa do gosto que ele deixa da comida, já que sabor é essencial… rs. Segundo, porque ele faz mal, segundo apontam várias pesquisas.

Uma das constatações seria de que ele altera o funcionamento adequado da célula e aumenta o estresse oxidativo (leia-se envelhecimento). Além disso, haveria a perda dos nutrientes, por causa da vibração das moléculas durante a atuação das microondas. Também há estudos que indicam a formação de toxinas depois desse tipo de cozimento. Há ainda a possibilidade de contaminação da comida por radiação.

Como se não fosse pouca coisa, o Guia do Environmental Working Group, – entidade norte-americana que divulga informações sobre saúde pública – se posicionou contra o uso de vasilhas de plástico nesse tipo de forno. Isso porque toxinas cancerígenas podem vazar desse material e juntar-se à comida. (Na verdade, prefiro sempre recipientes de vidro pois os de plástico, mesmo em temperatura ambiente, podem passar para o alimento compostos maléficos à saúde e ao metabolismo, especialmente quando armazenam alimentos líquidos ácidos e gordurosos como por exemplo, molho de tomate ou mesmo café).

Se você ainda não se convenceu aqui vai o trecho de um post da querida Pat Feldman sobre o mesmo assunto. O texto completo você lê aqui.

• O organismo humano não é capaz de metabolizar os subprodutos ainda desconhecidos criados em alimentos aquecidos no microondas.
• Os minerais, vitaminas e nutrientes de todo alimento aquecido em microondas são reduzidos ou alterados, de forma que nosso organismo receba muito pouco ou nenhum benefício desse alimentos ou, pior ainda, o corpo absorve compostos que não conseguem ser quebrados/digeridos apropriadamente.
• Comer alimentos aquecidos em microondas frequentemente causa, a longo prazo, danos cerebrais permanentes, por conta do encurtamento dos impulsos elétricos no cérebro (despolariza ou desmagnetiza o tecido cerebral).
• A produção de hormônios femininos e masculinos é diminuída ou alterada quando se come, com frequência, alimentos aquecidos em microondas.
• Os efeitos do subproduto dos alimentos aquecidos em microondas são permanentes e ocorrem a longo prazo no organismo.
• Os minerais das verduras aquecidas em microondas são alterados e se transformam em radicais livres cancerígenos.
• Alimentos aquecidos em microondas causam câncer no intestino e no estômago. Isso pode explicar o rápido crescimento de casos de câncer de cólon nos últimos anos.
• O consumo prolongado de alimentos aquecidos em microondas faz com que o número de células cancerosas no organismo aumente.
• A ingestão contínua de alimentos aquecidos em microondas causa deficiências no sistema imunológico por conta de alterações na linfa e no sangue.
• Consumir alimentos aquecidos em microondas causa perda de memória, concentração, instabilidade emocional e decréscimo da inteligência.

Trechos de um artigo de Anthony Wayne e Lawrence Newell

Fonte: http://www.falecomanutricionista.com.br/por-que-nao-usar-microondas/

sábado, 24 de agosto de 2013

Além do chumbo, estudo revela mais metais tóxicos em batons e brilhos labiais

Rosa suave, vermelho brilhante, ou mesmo roxo cianótico – milhões de mulheres e meninas passam batom todos os dias. E isso não acontece só uma vez: algumas usuárias que se preocupam tanto com o estilo retocam a cor mais de 20 vezes ao dia, de acordo com um estudo realizado recentemente. Porém, será que elas estão se expondo a metais tóxicos?

A maior parte dos batons contém ao menos traços de chumbo, segundo pesquisadores. Contudo, um novo estudo revelou que uma gama ampla de marcas contêm até oito outros metais, de cádmio a alumínio. Agora, especialistas levantam questões sobre o que aconteceria se esses metais fossem ingeridos ou absorvidos diariamente.

Além de chumbo, foram encontrados traços de cádmio, cobalto, alumínio, titânio, manganésio, cromo, cobre e níquel em 24 marcas de gloss e batom

"Isso faz diferença porque é uma questão crônica e de longo prazo, não uma exposição de curto prazo", afirmou Katharine Hammond, professora de ciências da saúde ambiental da Universidade da Califórnia, em Berkeley, e principal autora da nova análise. "Não queremos dizer que as pessoas precisam entrar em pânico. Só estamos dizendo que não devemos ser complacentes, já que esses metais são conhecidos por afetar a saúde humana."

A questão recebeu a atenção do público em 2007, com um relatório a respeito de batons contaminados com chumbo intitulado "A Poison Kiss" (“Um beijo envenenado”, em tradução literal), da Campanha por Cosméticos Seguros. A FDA publicou um estudo de fôlego em 2011, como consequência, encontrando traços de chumbo em 400 batons.

Tanto a FDA, quanto a indústria dos cosméticos insistem que os níveis de chumbo encontrados, próximos de uma parte por milhão, ou ppm, não representa risco real ou fora do comum. "Os metais estão em toda parte", afirmou Linda Loretz, toxicologista-chefe do Conselho de Produtos de Cuidado Pessoal, uma associação de empresas do setor. "E essa é uma porção muito pequena, pequena demais para representar um perigo para a saúde".


No entanto, o chumbo tende a se acumular no corpo, destacou o Dr. Sean Palfrey, diretor médico do programa de prevenção ao envenenamento por chumbo do Centro Médico da Universidade de Boston. A própria FDA estabelece um padrão de segurança de 0,1 ppm para o chumbo em doces voltados para crianças pequenas. "Sem dizer que o CDC reconheceu no ano passado que nenhum nível de chumbo é realmente seguro", afirmou Palfrey.

Além disso, o chumbo pode não ser a única preocupação. O novo estudo de Hammond, publicado em maio na revista Environmental Health Perspectives, revelou traços de cádmio, cobalto, alumínio, titânio, manganésio, cromo, cobre e níquel em 24 marcas de gloss e batom. Os pesquisadores escolheram os produtos mais usados por adolescentes em um centro de saúde comunitário em Oakland, Califórnia. As garotas entrevistadas relataram que passavam batom ou gloss até 24 vezes por dia.

Alumínio, cromo e manganésio apresentaram as maiores concentrações de todas, segundo Hammond e seus colegas. A concentração média de alumínio em produtos para o lábio chegava a 5.000 ppm; a concentração de chumbo tinha um média de 0,359 ppm.

O alumínio é acrescentado aos batons como estabilizador, afirmou Loretz: "Ele ajuda a impedir que as cores escorram". O óxido de titânio é utilizado como agente branqueador, que ajuda a transformar o vermelho em rosa. Ambos os usos são aprovados pela FDA. Todavia, os demais metais registrados pela equipe de Hammond provavelmente são contaminações indesejadas, afirmou Loretz.

Por exemplo, fabricantes frequentemente utilizam flocos microscópicos de mica, uma formação mineral natural, para dar mais brilho ao gloss. A mica frequentemente contém metais como chumbo, manganésio, cromo e alumínio. Além disso, há indícios de que cores mais intensas contenham um volume maior de metais em função da contaminação dos pigmentos.

Na análise publicada pela FDA em 2011, a maior presença de chumbo foi registrada no batom rosa floral escuro, e a menor, no protetor labial neutro. Um estudo europeu revelou que o batom marrom costumava apresentar as maiores concentrações de chumbo, ao passo que pesquisadores da Arábia Saudita demonstraram que as cores mais escuras tinham em média 8,9 ppm de chumbo, comparados com 0,37 nos batons de cores claras.

Todavia, ainda há uma gama ampla de concentrações metálicas entre as diferentes cores e marcas. Para Palfrey, isso sugere que as empresas de cosméticos sejam capazes de controlar as concentrações de metal quando desejam. "Não deveria ser tão difícil para os fabricantes eliminarem os traços de metais em uma situação na qual nem eles nem nós sabemos o que é seguro para os consumidores", afirmou.

Alguns metais são indubitavelmente absorvidos pelas mucosas da boca, acrescentou Palfrey. Além disso, as pessoas engolem o batom, razão pela qual ele precisa ser passado com tanta frequência. Em vista do debate contínuo sobre quanto é absorvido pelo corpo, todos – incluindo a indústria dos cosméticos - pressionam a FDA para estudar o problema mais a fundo.

Enquanto isso, Hammond recomenda que os consumidores tenham bom senso quanto ao uso de cosméticos. Para começar, não deixando crianças brincarem com batons.

"Trate os batons como se fossem algo perigoso, uma vez que se acabarem os comendo, as crianças estarão ingerindo uma quantidade relativamente grande de metais para seus corpinhos", afirmou.

Também é importante evitar passar o batom muitas vezes, afirmou Hammond. Em vista de todas as incertezas, duas ou três vezes ao dia são o máximo que a beleza pode exigir com segurança.

Fonte: http://www.midianews.com.br/conteudo.php?sid=6&cid=170341

Adoçante pode aumentar risco de ganho de peso


Pessoas que optam por adoçantes acreditando estar preservando sua saúde podem estar correndo um risco aumentado de resultados negativos, tais como diabetes tipo 2.

Pesquisadores da Universidade de Purdue analisaram estudos previamente publicados que envolviam os efeitos do consumo de adoçantes artificiais e os potenciais efeitos adversos à saúde.

Publicado na revista especializada Trends in Endocrinology and Metabolism, o estudo mostrou um acúmulo de evidências que sugerem que os consumidores frequentes de adoçantes podem estar em maior risco para ganho excessivo de peso, síndrome metabólica, diabetes tipo 2 e doença cardiovascular.

Os pesquisadores acreditam que os adoçantes artificiais podem confundir o corpo, porque quando as pessoas comem algo com sabor doce, mas sem adição real de açúcar, pode fazer com que o corpo libere substâncias que desencadeiem distúrbios metabólicos.

Fonte: http://www.sissaude.com.br/sis/inicial.php?case=2&idnot=18957

Baixas doses de vitamina D podem levar a problemas físicos na velhice

Pessoas com deficiência de vitamina D ao longo da vida podem sofrer com mais problemas físicos na velhice, o que pode dificultar a realização de tarefas diárias, tornando o idoso mais dependente.

Segundo pesquisadores holandeses, a maior parte das pessoas no mundo não consome a quantidade adequada de vitamina D. Publicado no Journal of Clinical Endocrinology & Metabolism, o estudo revelou que os idosos com deficiência dessa vitamina são mais propensos a ter, pelo menos, um problema funcional, como dificuldade de se locomover pela casa de forma independente, quando comparados com aqueles com níveis saudáveis da vitamina.

Os pesquisadores da Universidade Livre de Amsterdã explicam que idosos com limitações físicas são mais propensos a serem admitidos em lares de repouso e enfrentam maior risco de mortalidade.

O estudo mostrou que 90% dos indivíduos idosos têm deficiência em vitamina D. Essa ajuda na constituição óssea e muscular, além de auxiliar na prevenção de doenças ósseas, como a osteoporose. A vitamina pode ser encontrada em alimentos como óleos de fígado de peixes, em peixes gordurosos, cogumelos, gemas de ovo e fígado de animais. O sol estimula o corpo a produzi-la e, algumas indústrias, a adicionam no leite.

Fonte: http://www.sissaude.com.br/sis/inicial.php?case=2&idnot=18987

Comer um ovo por dia não aumenta o colesterol

Mito do ovo

Os cientistas do final do século 20 firmaram pé que a ingestão de mais de dois ovos por semana aumentaria o colesterol.

Os cientistas de hoje estão fazendo um experimento depois do outro para demonstrar que isso é um mito.

O mito nasceu quando, em 1973, a Associação Americana do Coração recomendou limitar a ingestão de ovos a um máximo de três por semana.

"Os profissionais de saúde tradicionalmente insistem que comer ovos aumenta os níveis de colesterol. Por isso, nas últimas décadas tem havido uma tendência para restringir a ingestão, algo defendido por diversas organizações de saúde pública," comenta o Dr. Alberto Soriano Maldonado, da Universidade de Granada, na Espanha.

No entanto, muitos alimentos ricos em colesterol geralmente também sejam ricos em gorduras saturadas, esse não é o caso dos ovos - um ovo de tamanho médio contém 200 miligramas de colesterol, mas tem mais gorduras insaturadas do que gorduras saturadas e tem apenas 70 calorias.

Ovos e colesterol

O estudo mais recente sobre o assunto revela que comer mais ovos não está associado com aumento no colesterol sérico em adolescentes, independentemente da quantidade de atividade física que eles fazem.

A equipe do Dr. Maldonado estudou adolescentes porque outros estudos já haviam sido feitos com adultos, dando os mesmos resultados.

Os pesquisadores analisaram a relação entre a ingestão de ovos e os principais fatores de risco para desenvolver doenças cardiovasculares, incluindo perfil lipídico, excesso de gordura corporal, resistência à insulina e pressão arterial elevada.

Os resultados, envolvendo participantes de nove países, demonstram que a ingestão de grandes quantidades de ovos não está ligada ao colesterol sérico maior nem à pior saúde cardiovascular, independentemente dos níveis de atividade física.

"As conclusões confirmam estudos recentes em adultos saudáveis que sugerem que a ingestão de até sete ovos por semana não está associado com aumento no risco de desenvolver doenças cardiovasculares", diz o Dr. Maldonado.

Carnes e comidas industrializadas

Os autores sugerem uma revisão nas recomendações dietéticas também para os adolescentes. Eles acrescentem que seria útil realizar pesquisas semelhantes em um grupo que realmente goste de ovo, e decida sair do equilíbrio, indo para o lado do excesso, talvez comendo muito mais do que sete ovos por semana.

O estudo mostrou que o aumento do colesterol sérico é mais afetado pela ingestão de gorduras saturadas e gorduras trans - presentes em carnes vermelhas, assados, comidas industrializadas etc. - do que com a quantidade de colesterol na dieta

Fonte: http://www.sissaude.com.br/sis/inicial.php?case=2&idnot=18986

Amamentação pode reduzir risco de hiperatividade com déficit de atenção

Crianças que recebem aleitamento materno têm risco reduzido de hiperatividade com déficit de atenção (TDAH), sugere pesquisa realizada em Israel.

Pesquisadores da Universidade de Tel Aviv e do Hospital Loewenstein realizaram um estudo retrospectivo sobre a amamentação recebida por crianças que foram divididas em três grupos: um com diagnóstico positivo de TDAH; outro com irmãos de pessoas diagnosticadas com TDAH; e um grupo controle, formado por crianças sem TDAH e sem qualquer laço genético com portadores da doença.

Publicado na revista Breastfeeding Medicine, o estudo encontrou uma ligação entre as taxas de aleitamento materno e a probabilidade de desenvolvimento de TDAH. As crianças que receberam leite não materno aos três meses de idade apresentaram três vezes mais risco de desenvolver TDAH do que aquelas que receberam leite materno.

Aos três meses, apenas 43% das crianças do grupo de TDAH foram amamentadas, em comparação com 69% do grupo dos irmãos de crianças com TDAH e 73% do grupo controle. Aos seis meses, 29% do grupo de TDAH foram amamentadas, em comparação com 50% do grupo de irmãos e 57% do grupo de controle.

Fonte: http://www.sissaude.com.br/sis/inicial.php?case=2&idnot=19044

Diferentes tipos de felicidade tem efeitos diversos sobre o genoma humano

No primeiro estudo do gênero em todo mundo, equipes da Universidade da Califórnia (UCLA) descobriram que diferentes tipos de felicidade têm surpreendentemente diferentes efeitos sobre o genoma humano.

Pessoas que têm altos níveis do que conhecemos como bem-estar eudemonico, um tipo de felicidade ligada à realização de propósito e significados na vida (a pesquisa cita como exemplo Madre Teresa de Calcutá) apresentaram perfis de expressão genética muito favorável em suas células imunes. Elas apresentaram baixo nível de genes envolvidos em processos inflamatórios e forte expressão de genes anti-virais e anticorpos, afirmam os pesquisadores.

No entanto, as pessoas que tinham níveis relativamente altos de bem-estar hedonístico que vem da auto-afirmação, auto-realização (pesquisa cita a maioria das celebridades) mostraram exatamente o contrário. Eles tinham um perfil de expressão adverso envolvendo alta inflamação e expressão genética antiviral e de anticorpos baixas.

Durante os últimos 10 anos, Steven Cole, responsável pelo estudo, e sua equipe analisaram como o genoma humano responde ao stress, miséria, medo e todos os tipos de psicologia negativa. Neste estudo, porém, os pesquisadores perguntaram como o genoma humano pode responder a psicologia positiva. É exatamente o oposto do estresse e da miséria, ativando um tipo diferente de programa de expressão gênica.

Os pesquisadores examinaram as implicações biológicas dos dois tipos de bem-estar através da lente do genoma humano, um sistema de cerca de 21 mil genes que evoluiu fundamentalmente para ajudar os humanos a sobreviverem em condições de bem-estar.

Estudos anteriores descobriram que as células imunológicas mostram uma mudança sistemática em perfis de expressão genética de base durante longos períodos de stress, ameaça ou incerteza. Conhecida como a Resposta Transcricional Conservada à Adversidade (CTRA), esta mudança é caracterizada por um aumento da expressão de genes envolvidos no processo inflamatório e uma diminuição da expressão de genes envolvidos em respostas antivirais.

Esta resposta, Cole observou, provavelmente evoluiu para ajudar o sistema imunológico combater as mudanças nos padrões de ameaça microbiana que foram ancestralmente associados com a mudança de condições sócio-ambientais; essas ameaças incluíram infecção bacteriana das feridas causadas pelo conflito social e um risco aumentado de infecção viral associada com o contato social.

"Mas, na sociedade contemporânea e nosso ambiente muito diferente, a ativação crônica por ameaças sociais ou simbólica pode promover a inflamação e causar doenças neurodegenerativas, cardiovasculares entre outras, e pode prejudicar a resistência às infecções virais," disse cole.

Apesar das diferentes reações do genes, os pesquisadores concluíram que "os dois casos de bem estar levam aos mesmos altos níveis de emoções positivas. Entretanto, os genomas foram respondendo de forma muito diferente, embora os seus estados emocionais fossem igualmente positivos

Fonte: http://www.sissaude.com.br/sis/inicial.php?case=2&idnot=19070

Higiene bucal pobre ou doença gengival são ligadas ao maior risco de Alzheimer

Pessoas com má higiene bucal ou doença gengival podem estar em maior risco de desenvolver a doença de Alzheimer em comparação com aqueles que têm dentes saudáveis.

Pesquisadores da University of Central Lancashire (UCLan), no Reino Unido, descobriram a presença da bactéria Porphyromonas gingivalis nos cérebros de pacientes com demência. O problema foi associado, na maior parte dos casos, com doença crônica periodontal.

Os pesquisadores analisaram 10 amostras do cérebro de pacientes com demência comparadas com 10 amostras cerebrais de pessoas que não desenvolveram a doença.

A análise revelou a presença da Porphyromonas gingivalis nas amostras dos cérebros afetados pela doença de Alzheimer. "Esta bactéria é normalmente encontrada na cavidade oral e entra na corrente sanguínea através de uma variedade de atividades diárias, tais como a mastigação ou escovação dos dentes. No entanto, é mais comum que isto aconteça após tratamento dentário invasivo," afirmam os pesquisadores.

De acordo com o estudo, cada vez que as bactérias entram no cérebro é desencadeado um processo de respostas do sistema imunológico, causando a liberação excessiva de produtos químicos que podem matar os neurônios. Esta atividade pode levar a sintomas como confusão e deterioração da memória (sintomas típicos da doença de Alzheimer).

O estudo se soma a achados prévios de que a doença de Alzheimer está ligada a problemas de saúde oral. Pesquisa da Universidade de Nova York, em 2010, revelou evidências de longo prazo que a inflamação da gengiva esta ligada à doença de Alzheimer, afirmando que a doença periodontal pode aumentar o risco de disfunção cognitiva. Na Universidade do Novo México estudo sugeriu que o vírus herpes simples tipo 1 (HSV-1) foi associado à doença de Alzheimer.

"Enquanto estudos anteriores indicaram uma ligação entre a demência e outras bactérias e vírus como o herpes simples tipo 1, nossa pesquisa indica uma possível associação entre doença periodontal e indivíduos que podem ser suscetíveis a desenvolver a doença de Alzheimer," afirmou John Crean, um dos responsáveis pelo estudo.

Fonte: http://www.sissaude.com.br/sis/inicial.php?case=2&idnot=19078

Estudo da USP comprova efeitos nocivos do trabalho noturno para saúde


Quem trabalha no período noturno e precisa descansar durante o dia dorme menos e pior. Além disto, os hormônios melatonina e cortisol, bem como as citocinas inflamatórias salivares sofrem uma desregulação em sua produção, o que pode ser um indicador para diversas doenças, incluindo o câncer. Estes são alguns dos apontamentos da bióloga Érica Lui Reinhardt, em sua tese de doutorado pela Faculdade de Saúde Pública (FSP) da USP. Ela afirma que, para diminuir estes problemas, as empresas devem implantar turnos alternantes, já que o trabalho noturno é necessário a alguns setores profissionais.

Devido à exposição à luz durante a noite, o organismo destes trabalhadores diariamente secreta menos o hormônio melatonina, que participa do controle dos ritmos biológicos, incluindo o que regula o sono. Ou seja, a mudança na quantidade de melatonina no organismo também altera o "relógio" pelo qual o corpo diz a hora de dormir. Quanto mais escuro e calmo um ambiente, mais melatonina tende a ser secretada e com mais sono a pessoa fica. A secreção de cortisol nesses trabalhadores, por sua vez, perdeu seu ritmo natural. Este hormônio prepara para situações de estresse, podendo prejudicar esta função. Além disto, melatonina e cortisol ajudam no controle das respostas aos agentes que invadem o corpo, como microorganismos, com destaque para o papel do cortisol.

A tese de doutorado de Érica foi defendida em abril deste ano na área de Saúde Ambiental da FSP. A pesquisadora constatou que os horários de produção de citocinas salivares durante o dia se alterou, o que talvez possa, a longo prazo, acarretar prejuízos aos processos imunológicos. Mesmo não tendo como foco as doenças ocasionadas quando estas alterações ocorrem, a bióloga explica que a mudança no ciclo da melatonina "tem sido relacionada com surgimento do câncer de mama em mulheres e de próstata em homens".

Alterações no sono

Além dos resultados relativos à melatonina, ao cortisol e às citocinas salivares, o trabalho noturno também é responsável por alterações no sono, que tiveram impacto negativo nos resultados da avaliação feita nos trabalhadores. Érica conta que "o trabalhador poderia dormir 7, 8 horas, mas ele acaba acordando antes porque o organismo dele diz 'não é para você estar dormindo'. Então ele dorme menos. A qualidade deste sono provavelmente também é pior". A solução recomendada pela bióloga é a alternância de horários de trabalho durante a semana. Um exemplo seria a pessoa trabalhar dois dias de manhã, dois dias de tarde e dois dias de noite, depois ter dois dias de folga, "com isso você reduz esses efeitos".

O estudo foi realizado com a comparação entre dois grupos de trabalhadores de uma mesma indústria: aqueles cujo turno ia das 21 às 6 horas e outros que trabalhavam das 7 às 17 horas. A todos os pesquisados foi aplicado um questionário sócio-demográfico e de condições de trabalho e de vida, medindo, entre outras coisas o estresse, a sonolência e a fadiga. Além disto, a avaliação da atividade e do repouso foi feita por actímetros, medidores de movimento colocado no punho dos empregados, com o aspecto de um relógio, que permitem estimar a quantidade e a qualidade do sono. A secreção de cortisol e de melatonina e a produção das citocinas salivares, por sua vez, foi estudada com três coletas de saliva diárias que, depois eram analisadas pela técnica conhecida por ELISA, um tipo de imunoensaio que permitiu detectar e quantificar os dois hormônios e as citocinas nas amostras.

Qualidade de vida

O resultado dos questionários reforçou que o ambiente de trabalho influencia na avaliação que o funcionário tem de diferentes aspectos em seu trabalho e também fora dele. Isto porque dois grupos do turno noturno, de setores diferentes na indústria estudada, tiveram grande divergência nas percepções relacionadas ao ambiente de trabalho e a efeitos do trabalho sobre sua saúde e qualidade de vida. Érica explica que em um desses setores, inclusive, os trabalhadores noturnos relatavam que dormiam pior, apesar de esta diferença não ter sido identificada nos dados dos actímetros. "Atribuímos isso ao fato de esse setor ser pior em termos de trabalho. São tarefas mais agressivas, com um ambiente de trabalho pior, mais calor, mais ruído, mau cheiro e isso acaba contaminando toda a percepção sobre qualidade de vida do trabalhador."

Érica foi motivada a iniciar o estudo devido a sua atuação na Fundação Jorge Duprat Figueiredo de Segurança e Medicina do Trabalho (Fundacentro). A instituição é ligada ao Ministério do Trabalho e Emprego, do Governo Federal e tem como objetivo pesquisar aspectos da saúde, segurança e integridade do empregado em seu ambiente de trabalho. Atualmente, ela atua na Diretoria Executiva e realiza pesquisas neste campo.

Fonte: http://www.sissaude.com.br/sis/inicial.php?case=2&idnot=19140

Mulheres que amamentam têm menor risco de Alzheimer, indica estudo

Mães que amamentam seus filhos têm um risco menor de desenvolver Alzheimer, segundo um estudo recém-publicado pela Universidade de Cambridge, na Grã-Bretanha. A pesquisa também indicou a possibilidade de haver uma ligação mais ampla entre os dois fatores, já que amamentar pode pode atrasar o declínio da condição cognitiva da mulher. Estudos anteriores já mostravam que a amamentação reduzia o risco de a mãe desenvolver outras doenças, mas esse é o mais indicativo no que diz respeito a transtornos cognitivos.

O estudo mostra que alguns efeitos biológicos da amamentação podem ser os responsáveis pela redução do risco de se desenvolver a doença. Os pesquisadores estabeleceram três comparações hipotéticas, entre mulheres que amamentaram e outras que não amamentaram ou amamentaram menos, e verificaram reduções potenciais de até 64% no risco de as primeiras desenvolverem Alzheimer em relação às segundas.

Eles advertem, porém, que não é possível quantificar com exatidão a redução potencial do risco de Alzheimer, por conta do grande número de variáveis envolvidas - como tempo de amamentação, histórico de saúde da mulher, número de gravidezes e casos de Alzheimer na família, entre outras.

Progesterona e insulina

Segundo uma das teorias levantadas pelos pesquisadores de Cambridge, amamentar priva o corpo do hormônio progesterona, para compensar os altos níveis de progesterona produzido durante a gravidez. A progesterona é conhecida por dessensibilizar os receptores de estrogênios no cérebro – e o estrogênio tem um papel importante na proteção do cérebro contra o Alzheimer.

Outra teoria se baseia no fato de que amamentar amplia a tolerância da mulher à glicose, restaurando sua tolerância à insulina após a gravidez, um período em que há uma redução natural da resistência à insulina.

E o Mal de Alzheimer é caracterizado justamente pela resistência à insulina no cérebro (e consequentemente à intolerância à glicose), tanto que o mal de Alzheimer algumas vezes é chamado de diabetes tipo 3.

Histórico de demência

Publicada no Journal of Alzheimer’s Disease, a pesquisa analisou 81 mulheres britânicas entre 70 e 100 anos, incluindo mulheres que sofriam ou não desse tipo de demência.

Apesar de os cientistas terem estudado o caso de um grupo pequeno de mulheres, eles garantiram que isso não interfere no resultado da pesquisa, dados os fortes indícios da correlação entre amamentar e os riscos de se desenvolver Alzheimer.

Eles disseram, no entanto, que a conexão entre os dois fatores foi bem menos presente em mulheres que já tinham um histórico de demência na família.

Com base nos dados coletados com as mulheres estudadas, os pesquisadores formularam três casos hipotéticos para indicar o potencial de redução do risco de Alzheimer pela amamentação:

No primeiro caso, na comparação de duas mulheres idênticas, uma que tivesse amamentado por 12 meses teria um risco 22% menor da doença em relação à outra que amamentou por 4,4 meses.

No segundo, uma mulher que tenha amamentado por oito meses após uma gravidez teria um risco 23% menor do que uma mulher em condições idênticas, mas que tenha amamentado por seis meses após três gestações.

No terceiro caso, a redução verificada foi de 64% para uma mulher que tenha amamentado em relação a outra idêntica que não tenha amamentado.

'Doença devastadora'

A pesquisadora Molly Fox, que conduziu o estudo juntamente com os os professores Carlo Berzuini e Leslie Knapp, disse esperar que a pesquisa sirva para estimular outras sobre a relação entre o risco de doenças e o histórico reprodutivo de mulheres.

Fox espera ainda que as conclusões da pesquisa indiquem novos caminhos para lutar contra epidemia global de Alzheimer, especialmente em países em desenvolvimento.

"Alzheimer é o transtorno cognitivo mais comum do mundo e já afeta 35,6 milhões de pessoas. No futuro, a doença deve atingir ainda mais países onde a renda é mais baixa", disse. "Então é vital que sejam criadas estratégias de baixo custo e em grande escala para proteger as pessoas contra essa doença tão devastadora."

Além disso, o estudo abre novos possibilidades de se entender o que faz alguém suscetível a esse tipo de demência. Também pode servir como incentivo para mais mulheres amamentarem – algo que muitas pesquisas já comprovam que traz benefícios tanto para mãe quando para o bebê.

Fonte: http://www.sissaude.com.br/sis/inicial.php?case=2&idnot=19148

Pesquisa realizada por 5 anos confirma benefícios do café para saúde

Análises realizadas nos últimos cinco anos com 150 consumidores de café pelos pesquisadores da Unidade de Pesquisa Café e Coração, do Instituto do Coração (InCor) revelaram maior atividade antioxidante no organismo e melhor desempenho em exercícios físicos.

Segundo um dos cientistas envolvidos na realização da pesquisa, o médico Bruno Mahler Mioto, os resultados mostram que o consumo habitual de café em doses moderadas pode trazer efeitos benéficos para a saúde e contribuir para a prevenção de doenças. Ele afirma que o estudo procura esclarecer dúvidas a respeito dos efeitos do consumo de café na saúde humana. "Já se sabe que a ingestão de altas doses de cafeína pode desempenhar efeitos deletérios na pressão arterial e na frequência cardíaca", diz. "Entretanto, esse efeito foi obtido em testes nos quais se utilizou cápsulas de cafeína pura, em que cada unidade equivalia a seis xícaras grandes de café", conta. "Quando se analisa o consumo habitual de café, os resultados obtidos são geralmente neutros ou positivos".

Os participantes do estudo inicialmente ficaram 21 dias sem ingerir café. Em seguida, tomaram café continuamente, 450 mililitros (ml) por dia, em dois períodos de 28 dias, sendo que em cada um deles variava a intensidade da torra do café (média ou escura). Em cada fase foram realizados exames de holter, colesterol, pressão arterial, testes de esteira e de reatividade vascular, entre outros. "As análises do plasma sanguíneo revelaram maior atividade antioxidante nos consumidores de café, seja com o café de torra média ou com o de torra escura", destaca Mioto.

De acordo com o médico, o café pode ser uma das principais fontes de antixoxidantes na dieta, se consumido de forma razoável. "A literatura médica também registra que o café tem efeito protetor contra diabetes", conta. Nos testes de esteira, os consumidores de café tiveram melhor performance atlética e maior tempo de exercício. "Este resultado foi verificado também nos pacientes coronáriopatas, que não apresentaram nenhum evento cardíaco adverso, como angina ou arritmias", acrescenta Mioto.

Prevenção de doenças

Outro benefício para a saúde associado ao café verificado na pesquisa é que a bebida não tem efeito negativo sobre a reatividade vascular, função endotelial associada à vasodilatação e a formação de radicais-livres. "Outros estudos demonstram que o café melhora a memória e atenção e, quando consumido na merenda escolar, pode melhorar o desempenho dos alunos", relata o médico. "Um estudo com 300 mil pacientes realizado nos Estados Unidos revelou que o café está associado a diminuição de mortalidade total, por doenças cardiovasculares ou mesmo devido à causas externas". De acordo com Mioto, a pesquisa do InCor tem demonstrado que o consumo habitual da bebida está associado à prevenção de doenças. "Uma pessoa que toma café habitualmente geralmente adquire tolerância à cafeína, impedindo que aconteçam efeitos adversos como palpitações e arritmia cardíaca, que podem ocorrer em consumidores esporádicos", destaca.

Todos os cafés testados levaram a um aumento discreto dos níveis de colesterol. "Numa próxima etapa do estudo, serão verificadas quais as subfrações aumentaram, e se são benéficas ou prejudiciais à sáude", diz o médico. O café com torra escura não teve impacto na pressão arterial, enquanto o de torra média causou discreto aumento, provavelmente sem nenhuma relevância clínica. "Imagina-se que a torra mais escura elimine substâncias (que não a cafeína) que influenciem na pressão arterial, visto que o consumo de café descafeinado também pode determinar discreta elevação da pressão".

As pesquisas são realizadas na unidade de pesquisa Café e Coração, do InCor. Os estudos têm a colaboração da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) e da Associação Brasileira das Indústrias de Café (Abic). "Já foram analisados 150 pacientes, a meta é chegar a 300", afirma Mioto. "Os participantes recebem cafeteira, filtros, medidores e garrafas térmicas, além de café com certificação de qualidade da Abic, de modo que não consumissem outros cafés durante o período de estudo". Os testes também deverão ser feitos com café do tipo expresso e com café descafeinado.

Fonte: http://www.sissaude.com.br/sis/inicial.php?case=2&idnot=19172


Interação entre gene e dieta mediterrânea previne ocorrência de AVC

Pesquisadores da Tufts University, nos EUA, descobriram que a interação entre uma variante genética e a dieta mediterrânea pode reduzir o risco de acidente vascular cerebral.

O estudo sugere que um gene fortemente associado ao desenvolvimento de diabetes tipo 2 interage com a dieta mediterrânea para prevenir a ocorrência de derrame.

Os resultados foram publicados na revista Diabetes Care.

De acordo com os pesquisadores, o estudo é um avanço significativo para a nutrigenômica, o estudo das relações entre nutrição e a função dos genes e seu impacto sobre a saúde humana, particularmente o risco de doença crônica.

A equipe começou a investigar se a genética contribui para os benefícios cardiovasculares observados com o consumo da dieta mediterrânea em mais de 7 mil homens e mulheres, monitorados para doença cardiovascular, acidente vascular cerebral e ataque cardíaco por quase cinco anos.

"Nosso estudo é o primeiro a identificar uma interação gene-dieta capaz de afetar o risco de acidente vascular cerebral em um estudo de intervenção nutricional realizada ao longo de vários anos em milhares de homens e mulheres. Com a capacidade de analisar a relação entre dieta, genética e eventos cardíacos fatais, podemos começar a pensar seriamente sobre o desenvolvimento de testes genéticos para identificar pessoas que podem reduzir seu risco de doenças crônicas, ou mesmo impedi-las", afirma o autor sênior José M. Ordovás.

Liderados por Ordovás, os pesquisadores se concentraram em uma variante do gene do fator de transcrição 7-Like 2 (TCF7L2), que tem sido implicada no metabolismo da glicose, no entanto sua relação com o risco de doença cardiovascular tem sido incerto. Cerca de 14% dos participantes da pesquisa eram portadores homozigotos, ou seja, eles carregavam duas cópias do gene variante e tiveram um risco maior de doença.

"Consumir a dieta mediterrânea reduziu o número de derrames em pessoas com duas cópias da variante. A comida que eles comiam pareceu para eliminar qualquer aumento da susceptibilidade ao acidente vascular cerebral, colocando-os em uma situação de igualdade com pessoas com uma ou nenhuma cópias da variante", explica Ordovás.

Os autores ressaltam que mais estudos são necessários para determinar o mecanismo que pode estar envolvido na interação observada. Eles também pretendem continuar a explorar os dados da pesquisa para outras interações entre dietas e genes que podem estar associadas com o acidente vascular cerebral, bem como ataques cardíacos.

Fonte: http://www.sissaude.com.br/sis/inicial.php?case=2&idnot=19192

Fumaça do cigarro inibe atividade de genes que protegem o coração e os pulmões


A fumaça do cigarro inibe a atividade de genes que protegem a saúde do coração e dos pulmões e que expõe esses órgãos a danos. É o que mostra estudo de pesquisadores do Pacific Northwest National Laboratory, nos EUA.

A pesquisa indica que esse efeito nocivo é ainda mais pronunciado quando a pessoa desenvolve obesidade.

Os resultados ajudam a explicar porque pessoas viciadas em cigarros têm um risco elevado de doenças do coração.

De acordo com os pesquisadores, os efeitos podem ser especialmente profundos em pessoas obesas não fumantes que inalam a fumaça do cigarro de forma passiva.

A líder da pesquisa Diana J. Bigelow e seus colegas apontam que o tabagismo ativo duplica o risco de doença cardíaca, enquanto a exposição à fumaça passiva aumenta o risco em cerca de um terço.

Eles iniciaram a pesquisa para ganhar mais informações sobre por que os riscos são particularmente elevados entre as pessoas com obesidade, usando ratos de laboratório alimentados especialmente que são 'dublês' para os seres humanos em tais experimentos.

Os resultados mostraram que o fumo ativo e, da mesma forma, o fumo passivo, inibem a atividade dos genes que protegem o coração e os pulmões, e ativam os genes associados com um risco maior de doença cardíaca.

Essas alterações foram mais profundas em ratos obesos do que os ratos com peso normal. "O presente estudo é o primeiro, ao nosso conhecimento, que aborda a resposta do coração in vivo à exposição à fumaça do cigarro em um ambiente de dieta rica em gordura e obesidade, e, portanto, fornece um primeiro passo para identificar a base molecular de respostas adaptativas que podem levar ao aumento do risco de doenças cardíacas em fumantes obesos", concluem os pesquisadores.

Fonte: http://www.sissaude.com.br/sis/inicial.php?case=2&idnot=19209

Consumo elevado de refrigerantes torna crianças mais agressivas

Bebidas gaseificadas tornam as crianças de até cinco anos mais violentas e distraídas, de acordo com pesquisa realizada na Columbia University, nos EUA.

Os resultados mostraram que meninos e meninas que bebem quatro refrigerantes por dia têm duas vezes mais probabilidade de entrar em brigas, destruir os bens dos outros e atacar fisicamente as pessoas, em comparação com aqueles que consomem outras bebidas.

As bebidas com excesso de açúcar foram relacionadas a mau humor e dificuldade de concentração. As meninas se saíram tão mal quanto os meninos e quanto mais bebidas consumia, pior o comportamento.

Embora os potenciais perigos das bebidas mais populares têm sido muito pesquisados, este estudo é um dos primeiros a olhar para as crianças.

Os pesquisadores disseram que limitar o número de refrigerantes dados as criança pode melhorar o comportamento.

A equipe de pesquisa analisou mães de crianças com cinco anos de idade, para saber a frequência com que seus filhos bebiam refrigerantes.

As mulheres também preencheram um questionário sobre como a criança se comportou nos dois meses anteriores.

Quase metade dos 3 mil meninos e meninas tomaram pelo menos um refrigerante por dia. Um em cada 25 bebia quatro ou mais.

De acordo com os pesquisadores, não é possível provar que os refrigerantes tornam as crianças violentas. No entanto, eles afirmam que a redução de consumo, ou o não consumo, pode melhorar o comportamento.

Se refrigerantes são os culpados, o problema pode estar no seu teor de açúcar. A cafeína, encontrada em muitos refrigerantes, também pode afetar o comportamento das crianças.

"Este estudo contribui para o corpo de evidências que sugere que bebidas açucaradas causam danos à saúde das crianças, contribuindo para doenças dentárias, obesidade e mau comportamento", concluem os pesquisadores.

Fonte: http://www.sissaude.com.br/sis/inicial.php?case=2&idnot=19217

Pesquisa associa exposição ao cobre ao desenvolvimento da doença de Alzheimer



A exposição ao cobre parece ser um dos principais fatores ambientais que provoca o aparecimento e induz a progressão da doença de Alzheimer, acelerando o acúmulo de proteínas tóxicas no cérebro. É o que revela estudo de pesquisadores da Universidade de Rochester Medical Center, nos EUA.

A pesquisa sugere que, com o tempo, o efeito cumulativo do cobre prejudica os sistemas pelos quais a proteína beta amiloide é removida do cérebro. "Esta perda é um dos principais fatores que levam a proteína a se acumular no cérebro e a formar placas que são característica da doença de Alzheimer", afirma o pesquisador Rashid Deane.

Os resultados foram publicados na revista Proceedings of National Academy of Sciences: http://www.pnas.org/content/early/2013/08/14/1302212110

A oferta de cobre em alimentos é onipresente. Ele é encontrado na água potável transportada por tubos de cobre, suplementos nutricionais e em certos alimentos, como carnes vermelhas, mariscos, nozes e muitas frutas e legumes.

O mineral desempenha um papel importante e benéfico na condução nervosa, no crescimento ósseo, na formação do tecido conjuntivo e na secreção de hormônios.

No entanto, o estudo mostra que o cobre também pode se acumular no cérebro e destruir a barreira sanguínea do cérebro, sistema que controla o que entra e sai do cérebro, o que resulta no acúmulo da proteína beta amiloide tóxica.

Usando ratos e células do cérebro humano, Deane e seus colegas conduziram uma série de experimentos que apontaram os mecanismos moleculares pelos quais o cobre acelera a patologia da doença de Alzheimer.

Os investigadores observaram que o cobre interrompeu a função da proteína LRP1 que limpa o cérebro através de um processo chamado de oxidação, que, por sua vez, inibe a remoção de beta-amiloide da região cerebral. Eles observaram este fenômeno tanto em ratos quanto em células do cérebro humano.

No entanto, como o metal é essencial para tantas funções no organismo, os pesquisadores dizem que estes resultados devem ser interpretados com cautela. "O cobre é um metal essencial e é claro que estes efeitos são devidos à exposição durante um longo período de tempo. A chave será encontrar o equilíbrio certo entre muito pouco e muito consumo de cobre. Neste momento, não podemos dizer qual o nível certo, mas a dieta pode vir a desempenhar um papel importante na regulação deste processo", conclui Deane.

Fonte: http://www.sissaude.com.br/sis/inicial.php?case=2&idnot=19248

Exercício aeróbico previne disfunção erétil induzida por dieta

Equipe de pesquisadores da East Carolina University, nos EUA, demonstrou que o exercício aeróbico melhora tanto a disfunção erétil quanto a função dos vasos que fornecem sangue ao coração em animais colocados em uma dieta rica em gordura.

Os resultados foram publicados no American Journal of Physiology: Regulatory, Integrative, and Comparative Physiology.

Durante 12 semanas, os pesquisadores alimentaram um grupo de ratos com alimentos que refletiam a dieta ocidental, rica em açúcar e com quase metade de suas calorias provenientes de gordura. Outro grupo de ratos ingeriu um padrão saudável de ração. Metade dos animais de cada grupo se exercitou cinco dias por semana, correndo em intervalos em uma esteira.

No final do estudo, a função eréctil dos animais foi avaliada através da estimulação elétrica do nervo cavernoso, o que provoca um aumento no fluxo de sangue do pênis e produz uma ereção.

Os pesquisadores também examinaram as artérias coronárias dos ratos para ver como elas responderam aos agentes que iriam relaxá-las e manter o fluxo de sangue para o coração, um indicador da saúde cardíaca.

Os resultados mostraram que os ratos que comeram a dieta ocidental, mas permaneceram sedentários desenvolveram disfunção erétil e tinham pior relaxamento das artérias coronárias.

No entanto, aqueles que comeram a dieta, mas se exercitaram foram capazes de evitar esses problemas.

Os animais que comeram a comida saudável foram amplamente capazes de evitar tanto a disfunção erétil quanto a disfunção da artéria coronária.

De acordo com os pesquisadores, estes resultados podem sugerir que o exercício é uma ferramenta poderosa para combater os efeitos adversos da dieta ocidental.

Fonte: http://www.sissaude.com.br/sis/inicial.php?case=2&idnot=19251

Comum em mulheres, infecção urinária é muito mais grave quando atinge os homens

A infecção urinária no homem é menos frequente do que na mulher, e muito mais grave. Quem afirma é Daher Chade, urologista do Instituto do Câncer de São Paulo.

— A questão é que a anatomia da mulher é muito suscetível a ter bactérias e enfim a infecção. Já no homem, a infecção urinária está relacionada à próstata.

Causada nos homens, em sua maioria, por infecções na próstata, a doença tem sintomas como ardores e febre. Quando não tratada, pode levar a uma infecção generalizada no organismo.

Glândula que faz parte do aparelho reprodutor masculino, a próstata é responsável pela produção do líquido seminal.

Para prevenir o desenvolvimento de doenças e infecções, é necessário que o homem tenha cuidados frequentes.

Segundo o especialista, beber bastante água, cuidados com a higiene e consultar um médico podem ser alguns dos caminhos para a prevenção não só da infecção urinária, como de outras doenças relacionadas ao órgão sexual.

Fique atento aos sintomas

Um estudo da SBU (Sociedade Brasileira de Urologia) afirma que 44% dos homens na faixa etária dos 40 anos jamais foram ao urologista.

Segundo Daher, ficar atento aos sintomas é o principal meio para identificar a infecção, e suas causas tanto em homens, quanto em mulheres.

— Há dois sintomas típicos da doença. O primeiro é parecido com o da mulher: a ardência para urinar. Outro, que não é comum, é a febre.

Viagens longas, roupas velhas e relações sexuais são consideradas algumas das causas desencadeadoras da infecção urinária, principalmente em mulheres. Para o especialista, essa informação não é verdadeira.

— Viagens longas, roupas velhas são um mito. Além disso, relações sexuais não são transmissoras da infecção.

O tratamento da infecção no homem é feita por via oral, com antibióticos.

— A primeira coisa que deve ser feito é investigar o que levou a infecção e trata-la, sem isso, o tratamento feito por via oral, o mesmo feito na mulher, não tem efeito.

Se não for tratada, a doença pode se proliferar por outros órgãos como uretra, bexiga, rins e chegar até a uma infecção generalizada no organismo, levando ao óbito.

Fonte: http://www.sissaude.com.br/sis/inicial.php?case=2&idnot=19253

Senado proíbe venda de refrigerantes e alimentos gordurosos nas escolas

A garantia de uma alimentação adequada nas escolas de ensino básico do país depende agora da aprovação dos deputados federais. Na última terça-feira (21), o Senado concluiu a votação do projeto de lei que proíbe cantinas e lanchonetes instaladas em escolas de vender bebidas com baixo teor nutricional, como os refrigerantes, ou alimentos com quantidades elevadas de açúcar, de gordura saturada, de gordura trans ou sal.

O montagem dos cardápios destes estabelecimentos é motivo de preocupação em alguns estados, que definiram normas para os cardápios oferecidos aos alunos, mas, até hoje, não há regra que padronize a medida nacionalmente. O assunto é discutido no Congresso há quase oito anos.

Os senadores esperam uniformizar a qualidade dos alimentos e estimular ações de educação nutricional e sanitária nas escolas. O projeto havia sido aprovado no colegiado mas, como a decisão é terminativa, a medida precisou ser submetida a segundo turno de votação. O projeto segue agora para apreciação da Câmara dos Deputados.

Fonte: http://www.sissaude.com.br/sis/inicial.php?case=2&idnot=19254

Identificados fatores genéticos comuns ao alcoolismo e ao transtorno alimentar

Pessoas com dependência de álcool podem ser geneticamente mais suscetíveis a certos tipos de transtornos alimentares, e vice-versa, de acordo com estudo de pesquisadores da Washington University School of Medicine, nos EUA.

Na pesquisa, feita com cerca de 6 mil gêmeos adultos, os pesquisadores descobriram que fatores genéticos comuns parecem ser a base tanto para o alcoolismo quanto para certos sintomas de transtorno alimentar.

De acordo com os pesquisadores, os genes parecem explicar de 38 a 53% do risco de desenvolver estas doenças. "Isso reforça a ideia de que existem fatores genéticos comuns que contribuem para a dependência de álcool e para sintomas de transtorno alimentar", afirma a pesquisadora Melissa Munn-Chernoff.

Estudos anteriores haviam demonstrado que as mulheres que comem por compulsão têm taxas acima da média de problemas de uso de álcool. Elas ainda têm taxas mais elevadas do que as mulheres com outros tipos de transtornos alimentares. Mas não estava claro se os genes comuns poderiam ajudar a explicar a ligação.

Para o novo estudo, Munn-Chernoff e seus colegas usaram dados de 5.993 gêmeos australianos, idênticos e fraternos. Os gêmeos idênticos compartilham todos os seus genes, enquanto os gêmeos fraternos dividem cerca de metade, tornando-os mais semelhantes geneticamente do que irmãos não gêmeos.

Dos adultos avaliados, quase um quarto dos homens e 6% das mulheres já tinham sido dependentes de álcool. Quase 11% dos homens e 13% das mulheres já haviam tido um problema com a compulsão alimentar.

Em geral, a susceptibilidade genética pareceu ser a chave nas chances de desenvolver qualquer um dos transtornos. Além do mais, parecia que alguns dos mesmos fatores de risco genéticos que tornam as pessoas suscetíveis ao alcoolismo também as tornaram vulneráveis à compulsão alimentar.

Não está claro exatamente quais genes estão envolvidos. Por enquanto, os resultados enfatizam que a dependência de álcool e estes sintomas de transtorno alimentar compartilham algumas raízes comuns. "Nós precisamos estar cientes de que esses problemas podem ocorrer juntos, em ambos os homens e mulheres. Assim, quando os provedores de saúde virem alguém com um problema com a bebida, eles podem querer perguntar sobre sintomas de compulsão, ou vice-versa, algo que, neste momento, não é feito rotineiramente", destaca Munn-Chernoff.

Fonte: http://www.sissaude.com.br/sis/inicial.php?case=2&idnot=19258

quinta-feira, 22 de agosto de 2013

O ministro que recuou de mentira agora mostra as suas garras


Padilha manobrou para fazer o que sempre quis: traficar escravos cubanos e repassar milhões por mês à ditadura comunista

É uma pantomima! O governo tinha um plano de importar 6 mil médicos cubanos, que passariam (como passarão!) a atuar no Brasil sem qualquer exame ou validação do diploma. Para resolver um problema do nosso país? Mais ou menos. Há, com efeito, falta de médicos. Mas é certo que o governo do PT vai mesmo é repassar R$ 40 milhões por mês à ditadura comunista.

A Venezuela importou milhares de médicos de Cuba. Chegou a hora de uma boa parcela voltar para a casa, mas a ditadura comunista mal tem onde alojá-los e quer manter, acreditem, a receita decorrente do seu trabalho. Então por que não o Brasil? Pois é…

Quando Padilha anunciou a decisão, a classe médica brasileira reagiu. O governo, então, fingiu um recuo — mas era só uma tática, vê-se agora. Afirmou que a prioridade seria importar médicos da Espanha e de Portugal e apresentou sua esdrúxula proposta de aumentar em dois anos a graduação, obrigando os estudantes, nesse tempo, a atuar no sistema público de saúde. Sem isso, nada de diploma.

Escrevi, então, no dia 8 de julho de 2013  um artigo sobre o assunto. Tratava-se de um projeto autoritário. Se era razoável que o governo fizesse alguma exigência a estudantes de escola pública ou que fossem beneficiados pelo crédito estudantil, com que legitimidade buscaria impor a mesma disciplina a alunos da escola privada, por exemplo? A reação foi a pior possível, e o governo recuou de novo. Os cubanos continuavam na manga do colete.

O programa “Mais Médicos” fez, então, as inscrições para preencher as ditas 15.460 vagas — e os inscritos chegaram apenas a 10,5% (1.618) do total. Desses 1.6180, 67,7% são brasileiros. Os demais são estrangeiros. Grande truque o do ministro Alexandre Padilha! Ele queria médicos cubanos, e a reação foi negativa? Então ele recuou. No lugar, veio a estúpida ideia de estatizar os estudantes de medicina. Como era uma proposta pior do que a outra, deu-se o novo recuo.

Atenção! É importante notar que o governo não criou um miserável programa para incentivar a interiorização dos médicos brasileiros. Foi tudo na base do gogó. O que Padilha preparou, nesse tempo, foi mesmo a criação das condições objetivas para que voltasse a seu plano original: trazer os cubanos.

Mão de obra escrava

É importante salientar que o contrato do governo brasileiro com médicos espanhóis, portugueses ou de qualquer outro país é celebrado com cada profissional. No caso dos cubanos, o pagamento será enviado à ditadura cubana, que, então, se encarregará de pagar os profissionais — que continuarão a obedecer às ordens daquele regime. É um escândalo: o Brasil pagará R$ 10 mil por médico, e Cuba repassará a cada profissional quanto bem entender — na Venezuela, era quase uma ajuda de custo. Os familiares dos profissionais que foram “exportados” para o regime de Chávez, por exemplo, ficaram na própria ilha, para impedir a deserção. O mesmo acontecerá com os que vierem para o Brasil — até porque eles não teriam como sustentá-los aqui. A ilha comunista transformou seus médicos numa fonte de renda. Entre trabalhar por uma ração em seu país e a chance de ganhar algum dinheiro, ainda que miserável, no exterior, preferem a segunda opção. Atenção: só esse lote de 4 mil médicos renderá à ilha R$ 40 milhões por mês. Ainda mais grave: na Venezuela, os médicos cubanos obedecem ao comando de… cubanos! A qualquer momento, os considerados rebeldes podem ser enviados de volta a seu país, sendo substituídos por outros.

Vamos ver como vai atuar o Ministério Público do Trabalho no Brasil. O trabalho similar à escravidão não pode ser exercido em solo brasileiro por nativos ou por estrangeiros. O fato de Cuba escamotear essa prática com o manto da ideologia, ou sei lá do quê, não muda a sua essência. Na Venezuela e no Brasil, a forma de contratação dos médicos viola a Convenção 29 da Organização Internacional do Trabalho.

Finalmente…

Noto o óbvio. Se os médicos cubanos são competentes, por que dispensá-los de fazer um exame ou uma prova de validação do diploma? Se teriam dificuldade nessa prova, como, então, contratá-los?

Escrevo este texto para deixar claras duas coisas, que não podemos perder de vista:

a: Alexandre Padilha manobrou para fazer o que sempre quis: importar os cubanos;

b: da forma como se dará a contratação, a gestão do PT está institucionalizando uma variante do trabalho escravo no Brasil.

Finalmente
Padilha só anunciou nesta quarta a importação dos 4 mil cubanos. Os primeiros 400 já chegam neste fim de semana. Vale dizer: Padilha jamais recuou. Enquanto fingia que sim, tomava as providências para importar os escravos de Fidel e Raúl Castro.

Por Reinaldo Azevedo

Os 4 mil escravos cubanos de jaleco


Os 4 mil escravos de jaleco do Partido Comunista de Cuba custarão ao Brasil R$ 40 milhões por mês. Deve ser o maior escândalo do PT em quase 11 anos de governo


Nunca, leitores, nunca mesmo!, os subestimem. Quando vocês acharem que eles já chegaram ao limite do tolerável, fiquem certos: eles darão mais um passo, mais dez, mais mil. Não param nunca! Não têm compromisso com a palavra, com os fatos, com a razão, com a decência, com o bom senso, nada! Neste fim de semana, chega o primeiro lote de escravos-médicos de Cuba. Serão 400 de um total previsto de 4 mil. Por enquanto! Uma operação dessa magnitude não se planeja da noite para o dia.

Alexandre Padilha jamais deixou de cuidar do assunto, muito especialmente quando anunciou que o governo havia desistido da ideia. Pasmem! Isso aconteceu no dia 8 de julho — há menos de um mês e meio. Enquanto dizia ao país uma coisa, tramava outra. O que ele quis foi impedir a reação dos críticos. Por isso agiu à socapa, à sorrelfa, por baixo dos panos, transformando um projeto de governo quase numa conspiração.

Já lembrei aqui que o ministro da Saúde não criou um maldito estímulo que fosse para a interiorização dos médicos brasileiros. E não o fez porque seu projeto era outro. A decisão de importar os 4 mil escravos do Partido Comunista cubano, que também serão agentes do petismo, soma interesses de natureza ideológica, política e eleitoral. Esclareço.

Quem são?
Os médicos que chegarão ao Brasil já atuaram em democracias bolivarianas exemplares como Venezuela, Bolívia e Equador. Conheço bem a questão por razões que não vêm ao caso. Se os jornalistas investigativos forem apurar (eu só investigo a falta de lógica), vão descobrir que Cuba tem uma espécie de exército de jaleco para trabalhar mundo afora. Todos eles, sem exceção, são filiados ao Partido Comunista e considerados “quadros” do regime. Não! Não se trata de inferir que, no Brasil, tentarão fazer a revolução ou implantar o comunismo. Isso é besteira. A questão é de outra natureza.

Em todos os países onde atuam, eles se tornam, aí sim, prosélitos do governo que os importou. Se assim não agem por vontade, fazem-no porque não têm alternativa. Os países que os abrigam não fazem contrato com eles, mas com ditadura cubana. A Organização Pan-Americana de Saúde entra na história apenas para, como direi?, lavar a natureza do acordo indecente. Indecente?

Sim! O Brasil pagará R$ 10 mil por cubano importado — e esse dinheiro será repassado a Cuba. A ilha, então, se encarregará de pagar os médicos. Esse mesmo tipo de contrato vigorou com a Venezuela, Equador e Bolívia. Os médicos chegam sem suas respectivas famílias. Nem sonham, portanto, em desertar. A atividade, no entanto, rende um pouco mais dinheiro do que permanecer naquela ditadura paradisíaca.

Atenção! Embora trabalhando para o sistema público de saúde no Brasil, os médicos obedecem ao comando de cubanos. Estarão por aqui, mas sob a estrita vigilância de bate-paus do Partido Comunista. Deles se exige que, no contato com as comunidades pobres, sejam agentes de propaganda do governo. É evidente que, caso criasse as condições para interiorizar médicos brasileiros, Padilha não contaria com essa sujeição.

E por que os cubanos se submetem? Ideologia? Não necessariamente. É que não têm alternativa. Para o seu futuro e o de sua família, ficar na ilha é pior. O Brasil não terá nenhum controle dos médicos que vão entrar ou sair. Serão os cubanos a decidir quem fica e quem vai . Como eles não terão o seu diploma validado aqui, não têm como, por exemplo, abandonar o programa e passar a clinicar por conta própria.

ENTÃO VEJAM QUE MARAVILHA! OS CUBANOS SÓ SÃO CONSIDERADOS APTOS A TRABALHAR AQUI SE ESTIVEREM LIGADOS AO GOVERNO DA ILHA. SEM ISSO, NÃO!

Contra a terceirização?
Lembro-me do escarcéu que petistas e outros esquerdistas vulgares fazem contra a administração de hospitais públicos por OSs (Organizações Sociais). Os vigaristas costumam dizer que se trata de privatização do bem público e outras bobagens. E o que faz o PT? Na prática, terceiriza 4 mil postos médicos, entrega-os ao controle dos cubanos e alimenta aquela tirania com R$ 40 milhões por mês. Ora, poderia haver terceirização pior do que essa, com os médicos obrigados — alguns certamente por gosto e ideologia — a fazer proselitismo político, sob pena de ser mandados de volta ao hospício de Fidel e Raúl Castro? É um escândalo, a meu juízo, sem par na era petista.

A importação dos médicos se dá a pouco mais de um ano da eleição presidencial e para os governos de Estado. Dilma deve tentar um segundo mandato. Padilha vai disputar o Palácio dos Bandeirantes. Em recente encontro do PT, Lula afirmou que o ministro tinha antes de trazer os médicos para, aí sim, anunciar a candidatura.

Vamos ver, insisto neste ponto, o que fará o Ministério Público do Trabalho, sempre tão diligente quando se trata de apontar trabalho semelhante à escravidão em fazendas ou oficinas de costura. E no caso dos médicos? Resta evidente que o governo de Cuba os mantém atrelados ao regime, entre outras razões, porque dispõe de instrumentos para puni-los caso se rebelem — e a família é um argumento bastante forte.

Não sei, não! Tenho para mim que, num exame cuidadoso das leis, não será difícil chegar à conclusão de que esse acordo é ilegal. Numa entrevista, Padilha reafirmou que repassará a Cuba R$ 10 mil por médico, mas que a remuneração dos doutores é decisão daquele país; o Brasil não teria nada com isso. Como não? Então vamos encher as burras de Cuba com os recursos de um programa público de saúde, vinculado ao SUS, e ignorar que boa parte desse dinheiro será surrupiado?

Curioso, não é? Segundo as leis brasileiras, uma loja de departamentos que compre roupas de uma oficina que explore trabalho degradante pode passar a ser corré (essas novas regras do hífen são de matar…) numa ação ainda que ignorasse o fato. E se vai tolerar que a presidente de um país e seu ministro da Saúde sejam beneficiários de um trabalho em tudo similar à escravidão?

No encerramento deste texto, é forçoso que eu lembre: Hugo Chávez evidencia a excelência da medicina cubana, e Lula e Dilma, a da medicina brasileira. Na hora do pega pra capar, os petistas não apelaram nem aos cubanos nem ao SUS. Preferiram o Sírio-Libanês.

Por Reinaldo Azevedo

Fonte: http://veja.abril.com.br/blog/reinaldo/tag/medicos-cubanos/

O CAOS na saúde do Brasil e as mentiraiadas do PT

Em 11 anos, taxa de leitos hospitalares caiu 15% no Brasil; o bravateiro, no entanto, dava lições a Obama. Vinda de cubanos serve para demonizar médicos brasileiros e é projeto ideológico dos países do Foro de São Paulo

Se há uma área que piorou espetacularmente no Brasil nestes quase 11 anos de governo petista, essa área é a saúde. E é mentira que tenha sido por falta de recursos. Falta mesmo é competência. Por que o governo não conseguiu efetivar a interiorização dos médicos? Porque estes são preguiçosos, venais e não se interessam por saúde pública??? Não! Porque falta estrutura. Ainda que se pagasse um salário de nababo para esses profissionais, é preciso que o médico disponha ao menos de soro, não é mesmo? Se, nos grandes hospitais públicos do país, os doentes vão sendo depositados nos corredores, vocês podem imaginar o que acontece nos rincões.

Querem um exemplo? Entre 2002, último ano do governo FHC, e 2005, terceiro ano já do governo Lula, o número de leitos hospitalares havia sofrido uma redução de 5,9%. Era, atenção!, A MAIS BAIXA EM TRINTA ANOS! Números fornecidos pelo PSDB? Não! Por outra sigla: o IBGE. Em 2002, havia 2,7 leitos por mil habitantes. Em 2005, havia caído para 2,4. A OMS recomenda que essa taxa fique entre 3 e 5.

“Ah, Reinaldo, de 2005 para cá, já se passaram oito anos; algo deve ter mudado, né?” Sim, mudou muito! O quadro piorou enormemente: a taxa, agora, e de 2,3 — caiu ainda mais. E caiu não só porque aumentou a população, mas porque houve efetiva redução do número de leitos púbicos e privados disponíveis: só entre 2007 e 2012, caíram de 453.724 para 448.954 (4.770 a menos).

Num país com uma saúde já em petição de miséria, foram fechados 284 hospitais privados só nos últimos cinco anos. A maioria estava localizada no interior e fazia atendimento pelo SUS. Sem a correção da tabela, quebraram.

O bravateiro
Vejam este vídeo:

É Lula, o bravateiro, no IX Congresso Brasileiro de Saúde Coletiva, ocorrido em Olinda, em novembro 2009. O evento, claro!, era dominado pela companheirada, daí aqueles urros que se ouvem ao fundo. Esse é aquele senhor que já havia declarado que o setor de saúde, no Brasil, estava próximo da perfeição.

Enquanto ele dava lições a Obama e se compadecia com a situação dos pobres dos EUA, hospitais iam sendo fechados, o número de leitos ia caindo, a miséria ia se propagando no setor. Mas quem ousava criticar o demiurgo das esferas? Eu ousava. Outros tantos ousavam. Mas sempre fomos, numericamente ao menos (não no número de leitores), minoria, não é?

Só em repasse de verba para Cuba, os 4 mil médicos daquele país custarão R$ 480 milhões por ano — em números de hoje e sem contar outras despesas. Se o governo usasse esse dinheiro para, por exemplo, corrigir a tabela de alguns procedimentos do SUS, haveria menos fechamento de hospitais, por exemplo. Os 4 mil cubanos conseguirão compensar os quase 45 mil leitos fechados em cinco anos? Não me parece! Até porque eles não irão além de procedimentos básicos, aquela primeira consulta. Se o paciente tiver algo realmente grave, precisará dos leitos que não existem.

A espantosa incompetência dos petistas nestes 11 anos — queda de 15% na taxa de leitos —  resultou em quê? Numa campanha sub-reptícia e politicamente canalha de demonização dos médicos brasileiros e na importação dos cubanos — prática que,  ora vejam!, está em curso na Venezuela, no Equador e na Bolívia. Trata-se, reitero, de uma escolha de caráter ideológico. Isso é menos decidido no Ministério da Saúde do que no Foro de São Paulo. O 19º encontro da turma, diga-se, ocorreu na capital paulista há exatos 22 dias.

Os escravos-militantes de Cuba estão vindo para o Brasil para fazer o que já fazem naqueles países: comportar-se como agentes de propaganda do governo. Em muitas cidades, não há nem mesmo infraestrutura para abrigá-los. Serão, assim, digamos, conselheiros de saúde se tanto. Mas servirão à propaganda eleitoral de Dilma e Alexandre Padilha.

Propaganda? Revejam o vídeo do bravateiro. Enquanto os pobres brasileiros iam sendo amontoados em corredores de verdadeiros pardieiros, ele estava dando lições de competência a Obama.

Por Reinaldo Azevedo

Fonte: http://veja.abril.com.br/blog/reinaldo/tag/medicos-cubanos/

Ato Médico e os vetos mantidos por Dra. Amanda Madureira

O ato médico teve seus vetos mantidos... O que muda na vida do rico, classe média, funcionário público com plano de saúde? Nada! Você nem pergunta se quem está atendendo seu filho é médico, exige que seja pediatra... Você não procura nem um clínico pra tratar diabetes, procura um endocrinologista. Você nem considera ir ao postinho pra enfermeira trocar a receita de captopril, seu cardiologista é que faz sua revisão periódica. Sua esteticista é bacana e faz uma limpeza de pele supimpa, mas, se você tem o mínimo de noção, corre pro dermatologista na hora do peeling.

Mas os pobres? O SUS? Esses sim acabaram de sofrer um golpe tão feio que, já dá pra ver, é o prenuncio da morte. O SUS vai acabar, esse foi só o primeiro passo.

Os médicos? Nós vimos que o governo não nos reconhece e nem nos valoriza, mas nós vamos sobreviver. Nós vamos continuar sendo os profissionais com carga horária compatível com diagnóstico nosológico e tratamento, continuaremos a ser procurados por todos que tiverem direito de escolha, e continuaremos limpando a bagunça que os idiotas, sim, idiotas irresponsáveis, que se metem no que não têm competência pra fazer deixam.

Entendam de uma vez por todas: quem perdeu essa guerra foi o povo. Os pobres.

Por Dra. Amanda Madureira - Médica

O que é ser médico ? Por Dr. Flávio Moutinho

O que é ser MÉDICO?
Não é uma pergunta retórica nem filosófica. É uma pergunta prática que define uma profissão. Não é "médico é um ser abençoado", ou "médico é um bicho-papão, mau feito picapau". A pergunta é: o que faz do médico - e que não faz de outro profissional - um médico?

Gostaria de abrir essa pergunta para vocês. Médicos, outros profissionais da área da saúde, população geral. Todos os comentários serão permitidos (menos os agressivos, óbvio).

Eu sempre pensei (antes até de fazer Medicina) que fosse prerrogativa do médico, e só dele, fazer o diagnóstico nosológico (antes até de saber o que isso quer dizer). O diagnóstico da doença de base. E prescrever a melhor forma de tratamento. Com auxílio terapêutico de todos os outros profissionais de saúde atuando em suas respectivas áreas.

Digo diagnóstico NOSOLÓGICO porque "diagnóstico", tout-court, todo mundo faz.
O mecânico faz anamnese - o que aconteceu com o carro? desde quando ele está fazendo esse barulho? bateu em algum buraco? você estava a que velocidade quando isso aconteceu?; faz exame físico - abre o capô, checa o nível de óleo, vê se alguma peça está quebrada; faz um diagnóstico - quebrou a rebimboca da parafuseta; traça um plano terapêutico - vai ter trocar isso, isso e aquilo; e faz um prognóstico - se eu fosse você, trocava de carro, que vai quebrar de novo daqui a no máximo 5000km.
O economista, o dentista, o sociólogo, o fonoaudiólogo, o meteorologista, o dentista, o historiador, o fisioterapeuta analisam uma situação presente, preveem uma situação futura e traçam planos para evitar as adversidades.
Tanto quanto o diagnóstico de cada profissão específica cabe a ela própria, o diagnóstico médico cabe ao médico.

Não se nega à enfermeira o diagnóstico em Enfermagem. Seria proibi-la de analisar uma situação própria à Enfermagem e tirar conclusões sobre a conduta. Seria proibi-la de pensar. Idem para qualquer outro profissional de qualquer área, da saúde ou não.

Ao médico cabe o diagnóstico nosológico porque a formação médica lhe dá acesso a fazer diagnósticos diferenciais com doenças de outras áreas.
Se uma fonoaudióloga identifica uma disartria e inicia o tratamento fonoaudiológico, ela pode suspeitar que se trate de um AVC; mas quem deve fazer o diagnóstico do AVC e dizer se o tratamento é cirúrgico ou clínico com tal ou qual medicação é o médico. O que de modo nenhum tira a necessidade de se melhorar a disfunção da fala com o acompanhamento fonoaudiológico.
Se um psicólogo identifica um quadro depressivo, ele pode suspeitar de que se trate de um transtorno de humor. Mas quem deve fazer o diagnóstico de se é isso de fato ou, por exemplo, um câncer de pâncreas, que também cursa com quadro depressivo, é o médico.

Nos dois casos, e em tantos outros, o acompanhamento terapêutico é importante, mas fixar-se nele é correr o risco de perder diagnósticos fundamentais, e, por consequência, o tempo de tratamento.

Por Dr. Flávio Moutinho - Médico, especialista em endocrinologia e endocrinopediatria . Professor de fisiologia endócrina da UERJ. Preceptor na residência de endocrinologia da UERJ e residência de Endocrinopediatria da UERJ.

Curandeirismo oficializado - Nota Oficial do SIMERS

O Sindicato Médico do RS (SIMERS) divulga nota oficial sobre a manutenção dos vetos da presidente Dilma à Lei do Ato Médico.

CURANDEIRISMO OFICIALIZADO

Depois da liberação de mais de R$ 2 bilhões pela presidente para destinação dos parlamentares, vergonhosamente, o Congresso Nacional volta atrás de sua própria decisão e curva-se à vontade de Dilma. Trata-se de uma página que mancha a história da democracia brasileira.

Os vetos determinam que diagnósticos e tratamentos deixam de ser atribuição exclusiva do médico, mas também não dizem de quem é essa atribuição, deixando livre o exercício para quem assim o desejar. O que ontem era curandeirismo (e continua sendo no resto do planeta), passa a ser ato lícito no Brasil.

Como efeito colateral cria-se o cidadão de segunda categoria, o usuário do SUS. Ninguém que tenha posses chega a um hospital e diz: “Quero um não médico para tratar a minha dor de cabeça!”. Já no SUS, não se sabe quem fará o atendimento.

Lamento.... por Dra. Carminha Duarte


Ontem toda classe médica sofreu um tiro certeiro no peito.
Ontem feriram nossa dignidade.
Não é uma luta de classes, não entendo porque enfermeiros, fisioterapeutas entre tantos outros nutrem uma raiva estranha de nós médicos ( quero deixar bem claro que não estou generalizando, tenho grandes amigos em todas as áreas e os respeito muito assim como eles também me respeitam...).
Não entendo porque o governo, PT deixo bem claro, nos querem tão mal.
Sei que me esforcei muito para chegar onde cheguei. E vejo tudo isso com uma profunda tristeza....
Me responda, você caro amigo, ficaria tranquilo se seu pai estivesse infartando e sendo atendido por um profissional não médico??? Pense....
Lamento pelos que agonizam nas filas á espera de um tratamento....
Lamento pelos que faleceram sem a mínima condição sequer de estrutura....
Lamento pelos que ainda são enganados por um governo inescrupuloso.
Lamento por aqueles que ainda continuarão morrendo por falta de médico, por falta de estrutura e agora....por diagnóstico e tratamento ( ou falta dele?) errados.
Lamento pela ignorância alheia.
Lamento por mim, por você caro colega médico que no dia de hoje se sente fracassado, triste, desmotivado e o pior...órfão, porque descobriu que simplesmente nenhuma entidade te representa.
Hoje eu lamento....ser brasileira.

 por Dra. Carminha Duarte