sábado, 6 de julho de 2013

Fisioterapia e ato médico

DESMONTANDO OS ANTI-ATO-MÉDICOS ( "casos clínicos") por Marcelo Caixeta

Ontem uma aluna me disse que estava em maus lençóis porque , numa discussão pelo Ato Médico, um fisioterapeuta lhe disse : "estamos capacitados , sim, para diagnosticar "artrite", porque estudamos muito mais articulação do que o médico".

Respostas Sugeridas :
1) Sem ser médico, o fisioterapeuta nunca entenderá que uma gonorreia pode dar artrite, uma unha encravada pode dar artrite, um Lupus Eritematoso Sistematizado pode dar artrite. O corpo não é umma articulação. A a articulação está ligada ao resto do corpo. Sem ser Médico, ele nunca vai entender o que é uma doença sistêmica. Nunca vai entender que uma dor de dente pode dar parada cardíaca ( via endocardite bacteriana aguda ) . Ele acha a articulação simples porque é a mente dele que é simples.

2) de modo algum ele conhece mais de articulação do que os médicos especialistas nisto, o ortopedista e o fisiatra, o reumatologista, que é quem precisa conhecer mesmo a fundo.

3) pergunta para ele se ele já viu uma peça anatomopatologica de deposição de cristais hiperuricêmicos na cápsula sinovial ? Não ? Pois é, isto por um simples motivo : ele não é médico, não viu anatomia patológica, não videoartroscopia, não viu patologia clínica do líquido sinovial, não estudou a histopatologia da capsula articular, eetc, etc

90% de diagnósticos errados de esquizofrenia prejudicam a população - Por Dr. Marcelo Caixeta

Na medida em que realizo perícias de quase todos os casos graves de doença mental em Goiás ( como médico perito judicial, psiquiatra, tendo-se em vista reavaliações para benefícios pelo INSS ), um dado me chamou muito a atenção.

Aproximadamente 90% dos diagnósticos de esquizofrenia estavam incorretos. As causas são múltiplas, e passo a enumerá-las abaixo tentando, com isto, ver se é possível minorar o intenso sofrimento por que passam todos os doentes com tais diagnósticos incorretos.

Se, por exemplo, um adolescente, com psicose bipolar, alucina e delira, e, por causa disto, tem um diagnóstico incorreto de esquizofrenia, sua vida ficará eternamente comprometida por isto. Em primeiro lugar, deixará de ter um tratamento correto e, muitas vezes, eficaz ( doentes bipolares - eu, por exemplo - podem ter uma vida praticamente normal , casarem-se , trabalharem, terem filhos, ou seja, serem felizes ).

Há muitos tratamentos hoje adequados para a doença bipolar, muitos levando à remissão dos sintomas, já a esquizofrenia é uma doença extremamente grave, com tratamento muito difícil, com muitas sequelas, incapacitações. Muitas medicações para esquizofrenia, além de não serem muito eficazes, quando usadas em doentes errados ( com diagnóstico incorreto, p.ex. ), podem produzir graves, definitivos e incapacitantes efeitos colaterais ( p.ex., discinesia tardia, uma “lesão cerebral” que, uma vez feita, não tem mais como ser revertida ).

Então, um adolescente diagnosticado incorretamente como esquizofrênico, poderá ficar usando, para o resto da vida, medicação muito pesada, sedativa, que pode dar sérios efeitos colaterais; em síntese, pode ficar como muitos pacientes que eu vejo : engordando, em cima de uma cama, fechado em casa, fumando e bebendo café ( o que acaba piorando mais ainda a própria doença mental ).

E, por causa da falta de tratamento para a doença bipolar, ainda tendo surtos depressivos, de agitação ou psicóticos. A causa mais comum de erro diagnóstico na esquizofrenia é a de se tomar como esquizofrênico um doente bipolar. Neste último pode haver alucinações, delírios, ideias de perseguição, isolamento social, sentimentos de influência, de prejuízo, de telepatia, controle da mente, de que “o estão xingando”, de que “estão falando mal dele”, medo psicótico de tudo e de todos, sensação de transformação e modificação do mundo, etc. Ou seja, pode ter todos os sintomas encontrados em certas “listinhas de sintomas esquizofrênicos” ( tipo CID, tipo DSM ) , sem ser esquizofrênico.

Além disto, a doença bipolar produz outros sintomas, tais como uso de drogas, transtornos de alimentação, hiperatividade, transtornos fóbicos, obsessivos e, sem diagnóstico correto, tudo isto também não é devidamente tratado.

Tais erros acontecem porque, com o passar do tempo, a psiquiatria mundial americanizou-se e, como se sabe, americanos são e sempre foram muito ruins de psiquiatria. Criaram uma “listinha de sintomas”, chamada DSM, que hoje se disseminou, não só entre leigos como também, o que é trágico, entre psiquiatras.

Esta “listinha” de sintomas diagnostica muito mal a esquizofrenia, a confunde com muitas outras doenças, daí o enorme prejuízo que causa à população. Por outro lado, muitos programas de formação de psiquiatras, as chamadas residências médicas, padecem dos disseminados problemas públicos : ou da falta de médicos nos serviços hospitalares ou do excesso de burocracia para abertura de vagas ( muitos médicos que trabalham em psiquiatria, na verdade, não têm formação psiquiátrica adequada, entre outros motivos, por falta de vagas em residências médicas ).

 Então, sem orientação, só com a “listinha de sintomas” em mãos, muitos futuros psiquiatras aprendem sua profissão sozinhos, sem contar com a experiência hospitalar de um médico mais tarimbado, isto é, só com a listinha na mão e o paciente à frente.

Marcelo Caixeta, médico psiquiatra

Dormir menos de seis horas por noite altera atividade de centenas de genes

Dormir pouco por muitas noites em seguida altera a atividade de centenas de genes essenciais para a saúde, como os ligados ao estresse e à resposta imunológica.

Testes em pessoas que dormiram menos de seis horas por dia por uma semana revelaram mudanças importantes na atividade dos genes que regulam o sistema imune, o metabolismo, o ciclo do sono e a resposta ao estresse, sugerindo que a falta de sono possa ter um impacto grande no bem-estar a longo prazo.

As mudanças, que afetaram mais de 700 genes, podem explicar mecanismos biológicos que aumentam o risco de uma série de doenças, como problemas cardíacos, diabetes, obesidade, estresse e depressão em pessoas que dormem pouco.

"A surpresa para nós foi que uma diferença modesta na duração do sono levou a esse tipo de alteração", afirmou Derk-Jan Dijk, diretor do Centro de Pesquisa de Sono da Universidade Surrey, líder do estudo. "É uma indicação de que perturbações do sono ou restrição de sono faz mais do que deixar você cansado."

Estudos anteriores sugeriam que quem dorme menos de cinco horas por noite tem um risco 15% maior de morte por qualquer causa do que quem dorme bem. Em uma pesquisa com trabalhadores britânicos, mais de 5% afirmaram dormir cinco horas ou menos por noite. Outra pesquisa americana de 2010 mostrou que 30% das pessoas não dormem mais do que seis horas por noite.

Dijk e seus colegas pediram a 14 homens e 12 mulheres, todos saudáveis com idades entre 23 e 31 anos, para viver em um centro de pesquisa de sono por 12 dias. Cada um visitou o centro em duas ocasiões. Em uma visita, eles ficaram dez horas por noite na cama por uma semana. Na outra, só seis horas.

No fim de cada semana, eles eram mantidos acordados por um dia e uma noite, de 39 a 41 horas.

Usando um exame de eletroencefalograma, os cientistas viram que os participantes dormiram 8,5 horas por noite na semana das dez horas na cama e 5h42 na semana das seis horas na cama por noite.

O tempo dormindo teve um impacto grande na atividade dos genes, detectada em exames de sangue nos voluntários, como relatado na publicação "Proceedings of the National Academy of Sciences".

Entre os privados de sono, a atividade de 444 genes foi suprimida, enquanto que 267 genes ficaram mais ativos em quem dormia mais.

As mudanças nos genes que controlam o metabolismo podem exacerbar condições como diabetes ou obesidade, enquanto problemas nos genes que regulam a resposta inflamatória do corpo podem ter impacto em doenças cardíacas. Outro genes afetados foram ligados ao estresse e à idade.

A perda de sono teve efeito nos genes que controlam o relógio biológico, sugerindo que o sono ruim possa virar um círculo vicioso.

"Há um feedback entre o que você faz com seu sono e como isso afeta seu ritmo circadiano, o que será muito importante em pesquisas futuras", diz Dijk.

RESSALVAS

Os pesquisadores não viram quanto tempo levou para os genes voltarem à sua atividade normal nos voluntários privados de sono, mas esperam fazer isso no futuro.

Por meio das medições das alterações dos genes após a falta de sono, os cientistas não sabem se elas são uma resposta inofensiva e de curto prazo ao sono ruim, um sinal do corpo se adaptando, ou se são potencialmente perigosas para a saúde.

"Os perigos potenciais do deficit de sono na sociedade atual e a necessidade das oito horas de sono por noite são muitas vezes aumentados e podem causar preocupações indevidas. Apesar de esse importante estudo dar base para essa preocupação, o sono dos participantes foi restrito abruptamente para um nível não usual, o que pode ter sido estressante", afirma Jim Horne, professor de psicofisiologia no Centro de Pesquisa de Sono da Universidade Loughborough.

"Precisamos ter cuidado para não generalizar esses achados para quem dorme sempre seis horas por noite e está feliz com isso. Além disso, o sono pode se adaptar a mudanças e deve ser julgado por sua qualidade, e não só quantidade total.

Fonte: http://www1.folha.uol.com.br/equilibrioesaude/1237003-dormir-menos-de-seis-horas-por-noite-altera-atividade-de-centenas-de-genes.shtml

Leite de amêndoas

 Ingredientes: 1 xícara de amêndoas inteiras, com pele + 3 xícaras de água.

Preparo: Cubra as amêndoas com água e deixe de molho durante uma noite. No dia seguinte escorra as amêndoas e enxague ligeiramente. Coloque as amêndoas e a água no liquidificador e bata durante 2 minutos na velocidade máxima. É nessa hora que um bom liquidificador faz toda a diferença. Se o seu for fraquinho, ele não vai transformar as amêndoas em pó, só vai quebrá-las em pedaços pequenos e o leite ficará aguado. O meu é da Oster com copo ultra-resistente. Cubra uma vasilha de plástico (ou vidro) funda com o tecido que será usado como coador. Despeje o leite sobre o tecido e junte as pontas pra formar uma trouxa, tomando cuidado para o líquido não escapar pelas bordas. Com uma mão torça ligeiramente as pontas, enquanto a outra espreme a trouxa até extrair todo o líquido. Tem gente que usa o "bagaço" da amêndoa em outras receitas, acho sem gosto e jogo fora.


O que os médicos querem

"Só quero que fique claro:
Médicos não querem fazer o trabalho de Enfermeiros, se não tínhamos feito enfermagem e não Medicina;
Médicos não querem fazer o trabalho de Odontólogos, se não tínhamos feito Odontologia e não Medicina;
Médicos não querem fazer o trabalho de Fisioterapeutas, se não tínhamos feito Fisioterapia e não Medicina;
E assim por diante...
Agora se eles querem fazer trabalho de MÉDICO que façam Medicina!!" Anita

‘É absurda decisão do governo brasileiro de importar médicos’, diz dirigente da Confemel

Em entrevista ao GLOBO, o vice-presidente da Confederación Médica Latinoamericana y del Caribe (Confemel) e presidente da Federación Médica Venezolana (FMV), Douglas León Natera, considerou “absurda” a decisão do governo brasileiro de trazer médicos estrangeiros ao Brasil. Em visita a São Paulo, para participar de palestras e eventos, ele lembrou que, na Venezuela e na Bolívia, médicos cubanos cometeram uma série de erros clínicos e, segundo ele, provaram que não têm conhecimento nem experiência para atuarem no ramo da medicina. Ele cobrou do governo brasileiro que obrigue os estrangeiros a revalidarem o diploma e informou que, em outubro, pretende apresentar um relatório sobre os erros cometidos por cubanos à Associação Médica Mundial.

GLOBO: Como o senhor avaliou a decisão do governo brasileiro de trazer médicos estrangeiros ao país?

DOUGLAS NATERA: É uma decisão absurda a pretensão do governo brasileiro de importar médicos estrangeiros, já que formam-se todos os anos, no Brasil, em torno de 16 mil médicos. Se o governo federal necessita de 6 mil novos médicos para atuarem em zonas mais carentes do país, ele deve oferecer esses cargos às universidades federais, que podem preencher essas vagas por meio de concursos. Então, não há necessidade de importar médicos. O Brasil não merece o que fizeram em Venezuela e em Bolívia.

Como foi a experiência de médicos estrangeiros nesses dois países?

Na Venezuela, o ex-presidente Hugo Chávez trouxe em torno de 30 mil cubanos para o país, que diziam que eram médicos. Pelo que observamos, no entanto, eles não eram médicos, não tinham experiência nem conhecimento para atuarem como médicos. Nas pastas que trouxeram de Cuba, eles carregavam apenas cartas dos governos de Cuba e da Venezuela e um papel sem valor de título universitário. Eles começaram a chegar na Venezuela em 1999, após um acordo feito pela ex-esposa de Hugo Chávez María Isabel Rodríguez com o Ministério da Saúde de Cuba.

Por que os médicos cubanos, como o senhor disse, não estão preparados para atuarem na área?

A razão porque digo que eles não são médicos é que temos informações que esses cubanos cometeram erros clínicos em países da América do Sul. Na Venezuela, por exemplo, um jovem de 18 anos apresentou febre alta de 41º graus e não havia forma de reduzir a sua temperatura. A mãe do paciente disse ao médico que ele era alérgico a dipirona, mas ele respondeu que cuidaria disso depois, que o importante naquele momento era reduzir a febre. O suposto médico injetou a dipirona no paciente. Em cinco ou dez minutos, ele estava morto e ninguém nunca mais soube desse médico. Um outro caso, ocorrido em Bolívia, foi de um paciente, de 36 anos, que caiu de uma árvore e sofreu um traumatismo lombar. No hospital, disseram que ele deveria passar por uma operação, porque havia um sangramento renal. O cubano extraiu um dos rins do paciente, o que era equivocado. Os médicos depois fizeram um interrogatório a esse cubano e viram que ele não entendia nada da anatomia dos rins.

Mas no Brasil, uma das condições impostas pelo governo federal é de que os médicos estrangeiros não poderão fazer cirurgias, mas atuarão apenas na atenção básica da saúde.

Essa é a mesma teoria que aplicaram na Venezuela, que esse médicos atuariam na parte de prevenção e promoção da saúde. Os médicos cubanos fizeram fama de terem avançado, sobretudo, na área preventiva. Eu não sei como eles justificam, então, o fato de terem sido diagnosticados mais de 44 mil casos de dengue por ano, do ano de 2000 a 2012. Este ano, por exemplo, os casos de malária se duplicaram e houve o retorno, nos últimos anos, de casos de tuberculose. Essa teoria, que estão usando no Brasil, usaram também em Venezuela e as pessoas mais pobres acreditaram.

O governo de Cuba alega que esse médicos possuem formação universitária.

Eu não duvido da formação universitária dos médicos que estão nas universidades, mas os médicos que foram a Venezuela e Bolívia não têm essa formação e não comprovaram que são médicos. Eu digo, portanto, que são cubanos, mas não médicos.

O senhor é, então, favorável à revalidação do diploma a estrangeiros no Brasil?

Para trabalhar nos nossos países, é necessário cumprir regras previstas na lei. Para trabalhar em Venezuela, é necessário ter um título de uma universidade venezuelana ou, para um estrangeiro, um título revalidado. No Brasil, é a mesma regra. Sem a revalidação, exerce-se a medicina ilegalmente. Na Venezuela, nenhum dos cubanos fez a revalidação do diploma médico. Por isso que dizemos que os que estão em Venezuela exerceram ilegalmente a medicina, assim como os que estão em Cuba. É indispensável que se revalide o título para saber quem está entrando no Brasil.

A CONFEMEL comunicou os erros médicos cometidos por cubanos aos governos da Venezuela e da Bolívia? E para a Organização Mundial de Saúde (OMS)?

Nós estamos há mais de dez anos analisando esses casos. Nós solicitamos uma audiência com o governo da Venezuela, bem como enviamos avisos ao governo da Bolívia, mas não houve resposta até agora. Eles preferem o silêncio administrativo para não entrar em uma polêmica e terem que justificar o que não tem justificativa. Em outubro, vamos fazer uma apresentação desses casos e entregar um relatório para a Associação Médica Mundial (AMM)

O jornal espanhol “El País” noticiou em 2010 casos de médicos cubanos que fugiram de países da América do Sul com receio de voltar a Cuba. Esses episódios ainda ocorrem?

Há informações de que cubanos saíram da América do Sul e foram para a Flórida, Miami (USA). Eles atuavam como ajudantes de médicos e não especificaram se saíram da Venezuela ou da Bolívia. Segundo informações, cerca de 5 mil cubanos foram para Miami.

Se esses médicos não são qualificados para atuarem profissionalmente, como o senhor afirmou, por que governos da América do Sul os importam?

Porque esses governos não se importam com a saúde do povo para quem governam. O que concluo é que esses governo sentem um profundo desprezo pelos mais necessitados e o que os interessa são apenas os seus interesses.

Fonte: http://oglobo.globo.com/pais/e-absurda-decisao-do-governo-brasileiro-de-importar-medicos-diz-dirigente-da-confemel-8849721#ixzz2YGxFkODe

Comércio de médicos cubanos, um negócio bilionário

Por Luiz Guilherme Machado"


"Não sou de ficar escrevendo artigos no facebook e dar uma de moralista, mas como jornalista formado e possuidor de uma pequena experiência, me senti na obrigação de fazer isso pelo menos uma vez. Acho que vale a pena você ler e refletir um pouco sobre esse tema, o qual está em alta nas mídias.

Bem, todos sabem que a nossa presidenta Dilma "Ruinsseff" pretende trazer milhares de médico cubanos para trabalhar por aqui. Muito tem se falado a respeito da qualidade desses profissionais, algo que não conheço, contudo sei que é cagada trazer médicos de tão longe para atuar assim. A formação lá é diferente, as doenças enfocadas, as cadeiras universitária e etc...

Se até eu sei disso, com certeza nossos governantes também sabem! mas a questão aí não é a qualidade do serviço de saúde, e sim econômica. Cuba, atualmente, é um país capitalista travestido de vermelho. O que mais se faz por lá para gerar lucro é exportar mão de obra para outros países. Esses cubanos que irão vir ao Brasil não passam de meras mercadorias, são uns pobres coitados que sonham em sair de um país onde tudo é estatal, onde não há liberdade e nem democracia. Apenas tiranos no poder, que por sorte estão com o pé na cova.

Na Venezuela, durante a ditadura do finado Chávez, foram importados milhares de médicos cubanos. Para sobreviver, possuiam um salário de U$ 230,00. Outra quantia de quase U$12.000,00 era enviada a Cuba, por Hugo Chávez, como pagamento pelo serviço de CADA médico!!!

Tive a oportunidade de estar nesse país em 2011, e lá fiquei sabendo que quase mil médicos cubanos fugiram para os EUA. É um país também travestido de vermelho. Chavez sempre criticou os EUA, no entanto até a privada da latrina mais precária era importada dos Yankes, uma vez que uma das poucas rendas decentes deles é o petróleo, que por sinal lá é muito barato, 7 centavos o livro.

Hoje, sabe-se que há 45 MIL médicos cubanos trabalhando dessa forma fora da ilha da prisão. O que a dona Dilma quer, é trazer 6 mil deles para cá, pagando uma quantia de r$ 500, 00 por mês e exportando mais de r$ 20,000,00 mensais por cada médico para Cuba.

O LUCRO DOS IRMÃOS CASTRO CHEGA A MAIS DE 5 BILHÕES DE DÓLARES POR ANOS POR MEIO DESSA MALANDRAGEM, E AGORA GRANDE PARTE SERÁ ORIUNDA DO BRASIL.

Esse dinheiro investido, é claro, vem do bolso do brasileiro. Não é de hoje que a nossa presidenta vem ajudando os ditadores "vermelhos". Recentemente, nosso governo DOOU, DEU, EVAPOROU quase U$ 200 MILHÕES de dólares para modernizar 5 AEROPORTOS CUBANOS SEM CONSULTAR A OPINIÃO PÚBLICA.

Agora pensem meus colegas, vivemos uma democracia? será que afastamos a ditadura mesmo? somos livres para manifestar nossas opiniões? Acho que tudo é questionável, e assim como na Venezuela, talvez muitos desses médicos tentem uma fuga para os EUA. Estamos vendados pela mídia e pelo estado, é hora de sair PRA RUA!


Paciente de plano de saúde já enfrenta problemas comuns na rede pública

Três meses para agendar uma consulta. Duas horas de espera no pronto-socorro. Dois meses para marcar um exame. Falta de leitos para internação. Esse é o retrato do atendimento aos pacientes de planos de saúde no Brasil - uma realidade que cada dia mais se aproxima do serviço da rede pública, também em crise. Pagar mensalidades caras, muitas vezes superiores a R$ 1 mil, não assegura mais rapidez nem qualidade no atendimento.

Atualmente, 47,9 milhões de brasileiros têm planos de saúde - um milhão a mais do que em 2011. O problema é que a oferta de consultórios, leitos, laboratórios e hospitais vem sofrendo uma redução. Dados da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) apontam queda de 10,2% no número de clínicas ou ambulatórios no Estado de São Paulo e redução de 10% no de prontos-socorros gerais de um ano para o outro.

Não à toa, reclamações contra planos de saúde estão entre as dez principais queixas dos consumidores no Procon-SP. "Houve um crescimento muito rápido da demanda, porque mais pessoas têm acesso aos planos de saúde. Mas o mercado não é capaz de absorver todo mundo", avalia o médico Gonzalo Vecina, professor da Faculdade de Saúde Pública da USP.

A mesma opinião tem o professor da Faculdade de Saúde Pública da USP Oswaldo Yoshimi Tanaka. "Observamos um aumento nos planos, criado pelo crescimento dos empregos formais e pela ascensão da classe D à C. Da mesma maneira que as pessoas têm desejo de consumir carro e celular, elas querem planos de saúde, que, por sua vez, aumentaram a clientela, mas não a oferta."

Demanda e custo. Um dos principais entraves nesse cenário é a baixa remuneração dos médicos. Situação exemplificada pelo clínico Geraldo (nome fictício), de Sapopemba, na zona leste. Ele conta que o gasto mensal de seu consultório é de R$ 6 mil, e os planos pagam cerca de R$ 45 por consulta - ele precisaria fazer mais de 130 consultas por mês para arcar com os custos. Por uma consulta particular, ele recebe R$ 300.

A baixa remuneração leva médicos a reduzir horários em suas agendas para pacientes de planos - ou até deixar de atendê-los. Como consequência, esses clientes acabam buscando o pronto-socorro, sobrecarregando o sistema com idas desnecessárias aos hospitais.

"Em geral, o paciente que está no pronto-socorro está no meio de uma crise de um problema crônico, como diabete e hipertensão. Ele vai tratar a crise e não o problema real. E vai voltar lá, porque não consegue agendar a consulta. É um círculo vicioso", afirma Vecina.

É o caso da arquiteta Silmara (nome fictício), de 37 anos. No início do mês, ela foi com o marido no pronto-socorro do Hospital Oswaldo Cruz. Marcelo sentia uma forte dor de cabeça havia 5 dias e tentara agendar uma consulta com um neurologista do plano, mas só havia data no fim do mês. "A dor não passava com nenhum remédio. Com medo de que fosse um aneurisma, fomos ao pronto-socorro."

Anteontem, a reportagem visitou cinco prontos-socorros: São Luiz do Itaim-Bibi, São Camilo, Nove de Julho, Santa Catarina e Samaritano. O tempo médio de espera para o primeiro atendimento era de 40 minutos. Mas de acordo com o tipo de medicação necessária, a demora passava de três horas.

Os hospitais disseram que o tempo de espera varia segundo o horário, o dia da semana e a época do ano. No inverno, é comum que a demora seja maior por causa do aumento de casos de problemas respiratórios. Segundo eles, a ordem de atendimento prioriza casos urgentes e não quem chegou primeiro.

Vaquinha. Além da demora no agendamento de consultas, a falta de leitos de internação também tem se tornado uma pedra no sapato dos usuários de planos. Em maio, a microempresária Raquel da Silva Moreira, de 44 anos, teve de pedir R$ 130 mil emprestados ao irmão para internar o filho Gabriel, de três meses, na UTI pediátrica em um hospital de ponta da capital.

O bebê estava com problemas respiratórios e podia morrer. Raquel procurou um pronto-socorro, mas não havia leito disponível. Acionou o convênio e ligou para três hospitais, todos sem vagas. "Havia vaga só no Einstein, mas era preciso depositar R$ 130 mil antecipadamente. Não tinha o dinheiro e envolvi a família." Ela fez uma vaquinha. O bebê foi transferido e ficou três dias internado. O custo total: R$ 21 mil, sem contar os R$ 2 mil da ambulância. A diferença do valor da internação foi devolvida pelo hospital.

O Hospital Albert Einstein informou que o tratamento emergencial ocorreu em outro hospital. "O que foi feito foi uma transferência eletiva." Nesse caso, segundo o hospital, o pagamento parcial antecipado é legal. Raquel vai à Justiça pedir o ressarcimento, já que o plano se recusou a reembolsá-la.

Fonte: http://www.estadao.com.br/noticias/impresso,paciente-de-plano-de-saude-ja-enfrenta-problemas-comuns-na-rede-publica-,1048515,0.htm

Relato de uma médica

Sou médica, mulher, brasileira, do interior e do nordeste, muito prazer,estudei muito, me sacrifiquei durante 6 longos anos, cursando medicina com uma filha recém-nascida, mas conseguí, tornei me medica!!!!
Então eu herdei da presidente do Brasil (NAO ME REPRESENTA) a culpa de toda a corrupção do país. Sim!

Os hospitais públicos estão caindo aos pedaços ( e alguns caindo por inteiro até), saqueados pelo desvio de verba, pelas licitações fraudulentas, pela troca de favores, pelas obras super faturadas que nunca terminam ou nem começaram, pela má administração do dinheiro publico! Hospitais sem elevador, centro cirúrgico, sem banco de sangue, sem estrutura e pessoal de laboratório, sem luva, sem gaze, sem dipirona! sem ambulância, sem raio x, sem tomografia, sem mamografia, sem CTIs, sem ultrasom... Emergências lotadas de pessoas com doenças agudas, doenças graves, com doenças raras, doenças contagiosas, um ao lado do outro! doenças crônicas que poderiam não estar tão graves se os postos de saúdes fossem mais bem equipados e (as equipes melhor remuneradas ) e assim pudesse cobrir a população. Interiores, como os de onde eu sou, inóspitos, sem rodovias de acesso, sem serviço de referencia pra drenar os pacientes, com prefeituras caloteiras. sistema de saúde com enfermeiros trabalhando como zumbis, numa carga horária de escravidão por uma quantia que é desrespeitosa.Ambulâncias sucateadas em uso enquanto outras apodrecem sem atender uma pessoa sequer!

Estudar uma vida inteira, deixar tudo pra me dedicar á vida, nao ter uma lei que me regulamenta, receber uma miséria, não ter horário de almoço ou sono, nem boas condição de trabalho e ainda ter que escutar esse seu pronunciamento???

Eu to cansada senhora presidente! cansada de ver gente gemendo nas filas enormes enquanto esperam a sua vez. Cansada de ver gente morrer porque falta medicação nos hospitais. Cansada de ver idoso esperando ANOS por uma cirurgia. Cansada de ver mulheres darem á luz em corredores. cansada de ver criança esquecida pelo sistema. Cansada de ver gente MORRER pelo descaso, senhora presidente!
A senhora já viu alguém pedir socorro e não pôde ajudar? A senhora já fez massagem cardíaca em criança pra salvar sua vida? A senhora já fez respiração artificial em quantas pessoas porque a energia faltou e o gerador do hospital não funcionou? A senhora, presidenta, já teve alguém morrendo em seus braços?

Então cale a boca senhora presidente! CALE A BOCA!!!

Não me venha falar que a culpa é minha!! Não venha iludir esse povo sofrido que não sabe o que é ser tratado no Sírio Libanês! Não venha falar pro povo que importar médicos de outros países sem o minimo de cuidado resolverá o problema do SUS, porque é MENTIRA! NÃO FALTAM MÉDICOS, falta vergonha na cara da senhora e todo o legislativo que saqueia os impostos do povo para o uso indevido! Que faz copa "pra gringo ver" com o MEU imposto ! Agora não venha me falar que a culpa do SUS a sua ineficiência é por causa do medico e que importação é a solução! Não fale, senhora presidenta, porque a culpa é SUA!
Eu sou medica, brasileira, indignada, explorada, pago impostos (muitos) e estou cansada de ver gente morrer!!! E A CULPA NÃO É MINHA!!!

Nem só de cálcio vive um osso


Nem só de cálcio é composto um osso. Se quer ter ossos fortes:

1) faça atividade física, principalmente na infância e adolescência.

2) Tome sol ou tome Vitamina D em dose personalizada.

3) Consuma cálcio integrado com outros minerais, nunca isolado.

Fala de médicos? Contra números não há argumentos


"Existem hoje no Brasil cerca de 350.000 médicos (1 médico para cada 543 habitantes). Número até por demais, suficiente, ou melhor, excedente, segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS) que aconselha 1 (um) profissional da medicina para cada 1000 (mil) habitantes. E, atualmente, o Brasil forma 16,5 mil médicos por ano em 183 escolas, destas, 79 publicas (48 federais, 24 estaduais e 7 municipais) e 104 privadas."

AGORA VAMOS EXPLICAR...

Faltam hospitais.
Faltam leitos.
Faltam medicamentos.
Faltam fios de sutura, bisturis, condições básicas de higiene. Roupas para os profissionais nos centros cirúrgicos.
Os pacientes ficam em uma enorme fila de espera, para conseguirem atendimento, cirurgias, transplantes, exames. No enorme fila, leia-se até anos, ok?! ANOS com dor, incômodo, perda de funcionalidade, risco de morrer, limitações.
E aí, vem a nossa "Presidenta" nos dizer que esse cenário perfeito e ideal de trabalho que ela nos dá, só não está melhor porque nos faltam 6.000 médicos NÃO APROVADOS na prova de revalidação de diploma do Brasil, para mandá-los ao interior.
Te pergunto...vivemos em centros urbanos, desenvolvidos, ricos, auto sustentáveis e não temos as condiçoes básicas de trabalho/atendimento em 90% dos hospitais do SUS; lá no interior, onde não tem nem estrada, onde as pessoas vivem em situações precárias, têm essas condições?! A resposta é óbvia.
NÃO.
Então, de verdade, não importa se o médico é brasileiro, cubano, francês, dinamarquês. Não importa se é um gênio que ganhou o Nobel de medicina, ELE NÃO VAI FAZER NADA. Vai ser mais um frustrado vendo seus pacientes morrerem por muito pouco e não vão conseguir fazer nada. Para um médico não tem nada pior que a sensação de impotência diante de um paciente pelo qual ele nada pode fazer.

E não se iludam.
Quando eles vierem, quando começarem q trabalhar e sentir na pele a furada em que se meteram, alguma matéria comprada pelo governo será feita, mostrando o quanto foi uma idéia maravilhosa, e o quanto o povo é grato.
Só espero que vocês não esqueçam de ser críticos e percebam a "pegadinha"...é claro que vão ser gratos, agora pelo menos alguém segura a mão deles. Mas eu duvido que os médicos estejam satisfeitos com as suas rotinas.

Parafraseando meu amigo Caio Bartholo:
"Dilma, com todo o respeito, vá prá Cuba que te pariu. Quero ver você e essa corja de ladrões se tratando pelo SUS numa região do interior com um médico cubano."


Aliás, nem precisa de tanto não, vem aqui pras filas do Rio de Janeiro mesmo, e senta no chão pra esperar a consulta, faça uso do remédio que nós temos, ao invés de usar o ideal, tenha várias sequelas pós AVC pela falta de TC e medicamentos, fique sem ter sua sutura feita pela falta de fios e melhor, continue com o seu câncer porque tem uma FILA ENORME pra ser operada antes de você.

Essa cena pra mim já seria o suficiente.

Amigos não médicos, por favor, não fechem os olhos pra isso.
Nos ajudem nas nossas reivindicações, deem apoio ao nosso movimento e mais importante, lembrem-se desses absurdos nas eleições.


A NEGLIGÊNCIA É DO GOVERNO E NÃO DO MÉDICO!!

Os "cubanos" que virão trabalhar no Brasil, já falam português

Leiam a ata da reunião do ministro traíra Padilha com os petistas cubanos e vejam a real finalidade de se trazer cubanos. Como já era de se esperar, não são apenas médicos cubanos e sim BRASILEIROS que foram incapazes de passar no vestibular aqui e foram pra Cuba cursar medicina. Posteriormente esses seres não conseguiram passar na prova de revalidação do diploma, por não terem capacitação suficiente. Inúmeros filhos de políticos brasileiros estão nessa leva de brasileiros que foram estudar em Cuba.


Foto da reunião que aconteceu no dia 26/06/2013 entre Padilha e os companheiros petistas Cubanos. A Ata da reunião deixa bem claro porque o caráter "emergencial" da importação de médicos.
Antes esses interesses ficavam velados, mas agora os verdadeiros interessados já começaram a mostrar as caras.

Leiam a Ata da reunião entre Padilha e a Associação Médica Nacional Maira Fachini

Apesar do horário da reunião ser convergente com o do jogo Brasil e Uruguai (Semifinal da Copa das Confederações, ocasião que Brasília parou literalmente), a reunião foi garantida pelo ministro sem qualquer prejuízo.

Envio um breve relato acerca dos pontos tratados durante a reunião:
Contextualização e Conjuntura da Revalidação Médica no Brasil e na atual gestão do Ministro Padilha: Avanços, Retrocessos, Desafios e Perspectivas.

O papel e a importância da AMN MF na construção das propostas e de conquistas vitoriosas para politica de revalidação médica no país como exemplo citaram as resoluções da XIV Conferencia Nacional de Saúde, e as experiências exitosas que possibilitaram a revalidação de centenas de médicos formados no exterior as quais precisam ser amplamente divulgadas para a sociedade brasileira.

Relação entre a AMN MF e Ministério da Saúde, principalmente com a área responsável de conduzir a politica de revalidação SEGETS, onde fizemos criticas construtivas contundentes e sugestões para seu melhoramento.

Apresentação de item por item e entrega da pauta da AMN MF ao ministro. (Detalhamento esta no manifesto da marcha).

Discorremos sobre a medida anunciada pela presidenta Dilma a respeito da importação de médicos. Colocamos claramente a necessidade de se trabalhar em duas frentes: Uma que já está em curso, que é a autorização especial provisória para o exercício profissional na atenção básica no interior do país e na periferia das grandes cidades por profissionais médicos estrangeiros ou brasileiros graduados no exterior em países que cumpram com o critério da Organização Mundial da Saúde que versa sobre a cooperação internacional em saúde.

A outra frente fundamental é não perder de vista o foco na politica estruturante, que é a do reconhecimento definitivo dos diplomas médicos no país, pois para consolidar conquistas nesta politica é necessário avançar na garantia de um processo de revalidação justo, isonômico, calibrado com a realidade de conhecimentos de um medico generalista recém-graduado no Brasil, amparado integralmente nas normativas da LDB e Resoluções do CNE que apontam para um processo de revalidação mais amplo com garantias de pareceres e direito à complementação.

Encaminhamentos Imediatos:
Conquistamos do ministro a garantia de que todos os médicos brasileiros formados em Cuba ou que tenham concluído seu curso no exterior, após devidamente registrados como profissionais de saúde no país de origem do titulo, desde que esse país cumpra com os critérios estabelecidos pela OMS que condiciona esta politica, poderão fazer parte do programa de importação de médicos do governo brasileiro denominado mais médicos.

Envio das considerações e propostas da AMN MF sobre o provimento, fixação de médicos no interior e periferias das grandes cidades do Brasil.

Gravações de vídeo-entrevistas do ministério da saúde com alguns médicos brasileiros graduados na ELAM já revalidados, sobre a inserção dos mesmos e o trabalho desenvolvido no SUS.

Necessidade da AMN MF mobilizar a sociedade civil e o conjunto da forças do campo democrático popular para defender e pressionar o congresso para aprovação da medida.(Já iniciamos esse trabalho em nível nacional o qual precisa ser ampliado nos estados)
At,
Wesley Caçador Soares.

Sim à regulamentação da medicina: esclarecendo o Ato Médico


Por Fernando Carbonieri
Para tentar elucidar as desinformações publicadas amplamente, o Academia Médica resolveu comentar cada um dos artigos, tópicos e parágrafos da Lei do Ato Médico. A falta do conhecimento deste texto por parte dos médicos, dos estudantes de medicina e pela maior parte dos demais profissionais de saúde gerou desconfianças e falácias amplamente difundidas. Dei-me o trabalho de comentar os artigos fundamentais e aqueles que são tido como mais polêmicos.
Gostaria de contar com sua colaboração para acrescentar nos comentários suas impressões para elucidarmos cada vez melhor o assunto.
Esse texto é fruto de 11 anos de trabalho dos nossos legisladores. Foram feitas inúmeras consultas públicas, passou por todas as comissões do Senado, onde todos os Conselhos de classe dos profissionais de saúde foram ouvidos, e finalmente, foi aprovado na casa.

Leia abaixo os 7 artigos do ATO MÉDICO. Comente conosco sobre suas impressões sobre o assunto.

REDAÇÃO FINAL DO SUBSTITUTIVO DA CÂMARA DOS DEPUTADOS AO PROJETO DE LEI Nº 7.703-C DE 2006 DO SENADO FEDERAL (PLS Nº 268/2002 na Casa de origem) Substitutivo da Câmara dos Deputados ao Projeto de Lei nº 7.703-B de 2006 do Senado Federal (PLS nº 268/2002 na Casa de origem), que dispõe sobre o exercício da Medicina.
Dê-se ao projeto a seguinte redação: Dispõe sobre o exercício da Medicina. O CONGRESSO NACIONAL decreta:
Art. 1º O exercício da Medicina é regido pelas disposições desta Lei.
Art. 2º O objeto da atuação do médico é a saúde do ser humano e das coletividades humanas, em benefício da qual deverá agir com o máximo de zelo, com o melhor de sua capacidade profissional e sem discriminação de qualquer natureza.
  • Parágrafo único. O médico desenvolverá suas ações profissionais no campo da atenção à saúde para:
  • I – a promoção, a proteção e a recuperação da saúde;
  • II – a prevenção, o diagnóstico e o tratamento das doenças;
  • III – a reabilitação dos enfermos e portadores de deficiências.
Art. 3º O médico integrante da equipe de saúde que assiste o indivíduo ou a coletividade atuará em mútua colaboração com os demais profissionais de saúde que a compõem.
COMENTÁRIO–> Este artigo explicita o caráter multidisciplinar da atenção a saúde. Aqui vemos a responsabilidade compartilhada no atendimento. Entende-se por responsabilidade compartilhada as ações profissionais que se somam para um objetivo comum, que é a melhora da doença ou promoção da saúde e da qualidade de vida para o indivíduo atendido. O artigo não dispõe sobre chefia de equipe ou outra forma de superlativar a medicina a outras profissões.
Art. 4º São atividades privativas do médico:
I – formulação do diagnóstico nosológico e respectiva prescrição terapêutica;
COMENTÁRIO–> Formulação de diagnóstico nosológico consiste em raciocínio clínico que através da identificação de sinais e sintomas ( não é privativo do médico ao médico identificar sinais e sintomas) o médico formula a hipótese para a doença mais provável e seus respectivos diagnósticos diferenciais, que serão testados ( exames complementares ) de acordo e comprovados ou refutados.
II – indicação e execução da intervenção cirúrgica e prescrição dos cuidados médicos pré e pós-operatórios;
 COMENTÁRIO–> não há outro profissional apto a indicar e performar cirurgias
III – indicação da execução e execução de procedimentos invasivos, sejam diagnósticos, terapêuticos ou estéticos, incluindo os acessos vasculares profundos, as biópsias e as endoscopias;
COMENTÁRIO–> Todos os exames invasivos possuem complicações comprovadas na literatura. Cabe ao médico explicar as possíveis complicações e também a perícia para agir adequadamente perante a esse novo evento.
IV – intubação traqueal;
COMENTÁRIO–>Como no paragrafo acima, é um procedimento invasivo que requer ações específicas em caso de complicações
V – coordenação da estratégia ventilatória inicial para a ventilação mecânica invasiva, bem como as mudanças necessárias diante das intercorrências clínicas, e do programa de interrupção da ventilação mecânica invasiva, incluindo a desintubação traqueal;
COMENTÁRIO–> Cabe ao médico indicar (diminuir sedação) ou não o desmame de um respirador, porém é prudente a consulta ao fisioterapeuta (cabe também ao fisioterapeuta intensivista o acompanhamento e avaliação dos sinais e sintomas que avaliam o sucesso do desmame) para a melhor evolução deste momento que muitas vezes evolui sem sucesso. Falo muitas vezes não por falta de capacidade técnica, falo pelo simples fato de que nenhum paciente é igual ao outro, por consequência, podem evoluir de forma diferente a uma mesma conduta para o mesmo caso.
VI – execução da sedação profunda, bloqueios anestésicos e anestesia geral;
COMENTÁRIO–> O controle dos parâmetros e diagnóstico (não falo apenas da identificação de sinais e sintomas) dos eventos agudos decorrentes de uma anestesia não pode ser de capacidade de outro profissional
VII – emissão de laudo dos exames endoscópios e de imagem, dos procedimentos diagnósticos invasivos;
COMENTÁRIO–>Não é prudente profissionais que não médicos deem diagnósticos de exames de imagem. O laudo depende não apenas da qualidade do exame, mas principalmente do conhecimento semiológico das doenças, (sinais, sintomas, evolução e possíveis complicações, assim como resolutividade)
VIII – emissão dos diagnósticos anatomopatológicos e citopatológicos;
COMENTÁRIO–> Como já explicitado, um diagnóstico só pode ser formulado a partir do conhecimento da clínica do paciente. Sem a clínica, o profissional apenas fornece as características da lâmina, sem a sugestão do diagnóstico nosológico.  O fato de médicos terem historicamente “terceirizado” a farmacêuticos/bioquimicos/biomédicos a leitura dessas lâminas (que podem fazer muito bem, diga-se de passagem…) não os torna capazes de sugerir um provável diagnóstico da doença. Favor ler parágrafo 5º para verificar como é permitido essa ação tanto para médicos quanto para os outros profissionais já citados.
IX – indicação do uso de órteses e próteses, exceto as órteses de uso temporário;
COMENTÁRIO–> a indicação é do médico, porém a adaptação e ajustes é inerente a fisioterapêutas e terapêutas ocupacionais
X – prescrição de órteses e próteses oftalmológicas;
XI – determinação do prognóstico relativo ao diagnóstico nosológico;
COMENTÁRIO–> Há algum outro profissional que possa dizer que seu filho jamais voltará a falar novamente ou que o o curso da doença da sua mãe é ruim pois a maioria das pessoas com aquele diagnóstico morre em menos de 1 ano? Acho que não!
XII – indicação de internação e alta médica nos serviços de atenção à saúde;
XIII – realização de perícia médica e exames médico-legais, excetuados os exames laboratoriais de análises clínicas, toxicológicas, genéticas e de biologia molecular;
XIV – atestação médica de condições de saúde, doenças e possíveis sequelas;
XV – atestação do óbito, exceto em casos de morte natural em localidade em que não haja médico.
§ 1º Diagnóstico nosológico é a determinação da doença que acomete o ser humano, aqui definida como interrupção, cessação ou distúrbio da função do corpo, sistema ou órgão, caracterizada por, no mínimo, 2 (dois) dos seguintes critérios:
 I – agente etiológico reconhecido; 
II – grupo identificável de sinais ou sintomas; 
III – alterações anatômicas ou psicopatológicas.
§ 2º Não são privativos dos médicos os diagnósticos psicológico, nutricional e socioambiental e as avaliações comportamental e das capacidades mental, sensorial e perceptocognitiva e psicomotora.
COMENTÁRIO–> Esse parágrafo mantém todas as atividades inerentes as outras profissões de saúde já regulamentadas
§ 3º As doenças, para os efeitos desta Lei, encontram-se referenciadas na versão atualizada da Classificação Estatística Internacional de Doenças e Problemas Relacionados à Saúde.
§ 4º Procedimentos invasivos, para os efeitos desta Lei, são os caracterizados por quaisquer das seguintes situa- ções: 
I – invasão da epiderme e derme com o uso de produtos químicos ou abrasivos;
II – invasão da pele atingindo o tecido subcutâneo para injeção, sucção, punção, insuflação, drenagem, instilação ou enxertia, com ou sem o uso de agentes químicos ou físicos; 
III – invasão dos orifícios naturais do corpo, atingindo órgãos internos.
COMENTÁRIO-> Favor ler parágrafo 5º

§ 5º Excetuam-se do rol de atividades privativas do médico:
I – aplicação de injeções subcutâneas, intradérmicas, intramusculares e intravenosas, de acordo com a prescrição médica; 
II – cateterização nasofaringeana, orotraqueal, esofágica, gástrica, enteral, anal, vesical e venosa periférica, de acordo com a prescrição médica;
 III – aspiração nasofaringeana ou orotraqueal; 
IV – punções venosa e arterial periféricas, de acordo com a prescrição médica; 
V – realização de curativo com desbridamento até o limite do tecido subcutâneo, sem a necessidade de tratamento cirúrgico; 
VI – atendimento à pessoa sob risco de morte iminente; 
VII – a realização dos exames citopatológicos e seus respectivos laudos; 
VIII – a coleta de material biológico para realização de análises clínico-laboratoriais;
IX – os procedimentos realizados através de orifícios naturais em estruturas anatômicas visando a recuperação físico-funcional e não comprometendo a estrutura celular e tecidual.
Neste parágrafo são mantidas as atribuições clássicas das profissões envolvidas. Além das clássicas, vale ressaltar que tudo o que ja foi regulamentado pelos outros ATOS dos PROFISSIONAIS DE SAÚDE continuam em vigor Enfermeiros poderão diagnosticar infecção em feridas, indicar o melhor curativo, debridar feridas até o limite Derme/Subcutâneo. Farmacêuticos continuam autorizados a aplicar injeções, manipular medicamentos, dispensar e a analisar EXAMES CITOPATOLÓGICOS
§ 6º O disposto neste artigo não se aplica ao exercício da Odontologia, no âmbito de sua área de atuação.
§ 7º São resguardadas as competências específicas das profissões de assistente social, biólogo, biomédico, enfermeiro, farmacêutico, fisioterapeuta, fonoaudiólogo, nutricionista, profissional de educação física, psicólogo, terapeuta ocupacional e técnico e tecnólogo de radiologia e outras profissões correlatas que vierem a ser regulamentadas.
COMENTÁRIO–> Parágrafo importante que mostra que esse PL não legisla as outras profissões
§ 8º Punção, para os fins desta Lei, refere-se aos procedimentos invasivos diagnósticos e terapêuticos.
Art. 5º São privativos de médico:
I – direção e chefia de serviços médicos;
COMENTÁRIO–>serviços e não instituições de saúde (Ex apenas um médico pode ser diretor do serviço de cardiologia de um hospital, mas não é necessário que um médico seja diretor geral de um hospital
II – perícia e auditoria médicas, coordenação e supervisão vinculadas, de forma imediata e direta, às atividades privativas de médico;
COMENTÁRIO–> Isso é chamado em todo o mundo de “controle pelos pares”
III – ensino de disciplinas especificamente médicas;
COMENTÁRIO–> As matérias clínicas devem ser ensinada por médicos, porém as matérias básicas (anatomia, fisiologia, farmacologia…) podem ser ensinadas por outros profissionais

IV – coordenação dos cursos de graduação em Medicina, dos programas de residência médica e dos cursos de pós-graduação específicos para médicos. Parágrafo único. A direção administrativa de serviços de saúde não constitui função privativa de médico.
COMENTÁRIO–> reitera o comentário feito sobre o tópico I deste artigo
Art. 6º A denominação de médico é privativa dos graduados em cursos superiores de Medicina, e o exercício da profissão, dos inscritos no Conselho Regional de Medicina com jurisdição na respectiva unidade da Federação.
COMENTÁRIO–> Médico e não doutor, sendo este último um pronome de tratamento facultativo ao se referir ao profissional de saúde.
Art. 7º Compreende-se entre as competências do Conselho Federal de Medicina editar normas para definir o caráter experimental de procedimentos em Medicina, autorizando ou vedando a sua prática pelos médicos. Parágrafo único. A competência fiscalizadora dos Conselhos Regionais de Medicina abrange a fiscalização e o controle dos procedimentos especificados no caput, bem como a aplicação das sanções pertinentes, em caso de inobservância das normas determinadas pelo Conselho Federal.
________________________________________________
Após ler todo o projeto, surpreende a mobilização dos demais profissionais de saúde que clamam por um veto presidencial. Vetar qualquer um dos artigos é um retrocesso tanto no estabelecimento e regulamentação da mais antiga das profissões de saúde quanto na saúde da população. Profissionais de saúde que trabalham juntos apenas resultam em maior qualidade de atendimento à população. Este é o foco que une, ou deveria unir, todos os profissionais que tem como fim o bem estar de seus pacientes!

John Stossel expõe a mentira de Michael Moore sobre a medicina em Cuba

Como é o processo de revalidação de diplomas em outros países


Ato médico e psicologia


O Conselho Federal de Psicologia, que, hoje, mobiliza todos contra os médicos, é o mesmo que :

1) Impede a redução da maioridade penal ( contra a opinião de 93 % da população), deixando que centenas e milhares de pais e mães de família brasileiros sejam assassinados, tudo porque "não podemos contrariar um adolescente".

2) Joga milhares de dependentes químicos nas ruas, pois é contra sua hospitalização ( chamam isto de "medicalização" do problema ).

3) Cria os "zumbis da esquizofrenia", doentes mentais que perambulam pelas cidades vivendo de lixo e morrendo assassinados nas ruas, pois acabaram com 85% das internações psiquiátricas em 10 anos.

4) Engaja-se no espírito do projeto da psicóloga-senadora Suplicy, projetos de destruição da família, que, entre outras coisas, quer acabar com o "nome de pai e mãe" em documentos, institui o "fim do dia dos pais e o fim do dia das mães". Ou seja, objetivo claro de "acabar com tudo o que diz respeito à família".

5) Mais alguns artigos da referida "lei psicóloga Suplicy" : "é indevida a ingerência estatal, familiar ou social para coibir alguém de viver a plenitude de suas relações afetivas e sexuais". Ou seja, se alguém sente-se bem, prazer, relacionando-se com uma criança , temos de deixá-lo viver a "plenitude de suas relações sexuais".

6) "cada um tem o direito de conduzir sua vida privada não sendo admitido pressões para que revele , renuncie ou modifique orientação sexual". Ou seja, alguém que esteja com HIV, contaminando , criminosamente, outras pessoas, não podemos "ingerir em sua vida privada".

7) "defende a mudança de sexo a partir dos 14 anos". Sem comentários.
" é proibido oferecimento de tratamento para orientação sexual ou identidade de gênero". Ou seja, se algum homossexual não estiver satisfeito com sua condição e quiser algum tratamento, estará impedido de fazê-lo, assim como o profissional estará proibido de administrá-lo.

9) É contra o apoio de instituições religiosas à dependentes químicos, alegando que as "casas de recuperação" delas são verdadeiros "campos de concentração".

10) em 1996 criou resolução que autoriza todos os psicólogos, ilegalmente, a emitirem diagnósticos médicos, sendo esta a causa principal de sua luta contra a regulamentação da medicina, pois esta última diz que só quem estudou medicina pode emitir diagnósticos médicos.

11) é contra a hospitalização de doentes mentais que cometeram crimes, nos hospitais psiquiátricos de custódia. Com isto, criminosos de altíssima periculosidade, doentes mentais, estão, ou presos em celas comuns, muitos em "solitárias", ou soltos nas ruas, cometendo crimes bárbaros.

12) mostra-se contra o diagnóstico e tratamento de crianças hiperativas, muitas das quais, quando sem tratamento, serão as futuras toxicômanas e delinquentes, usuárias de crack, etc. Tudo porque dizem que "os diagnosticos e tratamentos médicos destes problemas ( que não seriam doenças ) faz parte de reserva de mercado, para aumentar os consultórios e os lucros da indústria farmacêutica"...

Autor: Dr. Marcelo Ferreira Caixeta - Médico

Descubra as diferenças e os benefícios das oleaginosas

Elas são gostosas, saudáveis, já foram capa de várias revistas, sim as castanhas ou oleaginosas são muito famosas por seus benefícios. Mas, existe muita dúvida, como por exemplo: elas são todas iguais? E o que mais ouço...elas engordam?! Então, vamos esclarecer as diferenças entre elas.

Um recente estudo da Universidade de Scranton, nos Estados Unidos, mostrou que uma determinada quantidade de nozes contém duas vezes mais antioxidantes do que a mesma quantidade de castanhas, amêndoas, amendoins, pistaches, avelãs, castanhas-do-pará, castanhas de caju, macadâmias. Além disso, os antioxidantes presentes nas nozes têm maior qualidade e potência do que os dos outros frutos secos analisados.

Os antioxidantes encontrados nas nozes são entre duas a 15 vezes mais poderosos do que os da vitamina E, também conhecida pelo seu benefício antioxidante. Os antioxidantes impedem reações químicas que ocasionam mudanças na estrutura molecular das células do corpo.

Pesquisas anteriores demonstraram que o consumo regular de pequenas quantidades de frutas oleaginosas pode reduzir o risco de doenças cardíacas, alguns tipos de câncer, diabetes tipo 2 e outros problemas de saúde. As porções dessas frutas consumidas devem ser pequenas. Sete ao dia são o suficiente para obter os benefícios para a saúde descobertos nos estudos.

A castanha do Pará rebatizada recentemente como castanha do Brasil (mas ninguém a chama desta forma), é uma excelente fonte de selênio, 1 castanha contém a recomendação diária deste mineral. O selênio participa da formação de diversas enzimas no nosso organismo, inclusive dos hormônios da tireóide. Além disso, é um excelente antioxidante que combate o envelhecimento celular. Além disso, trabalha para manter mais ativo nosso sistema imunológico, também acaba por proteger as células do sistema nervoso das doenças neurodegenerativas como Parkinson e Alzheimer e também está associado à capacidade do organismo de eliminar metais pesados.

Segundo estudo americano publicado no periódico especializado Journal of the American College of Nutrition, a amêndoa tem propriedades que protegem o corpo contra o diabetes tipo 2 e as doenças cardíacas. Os médicos verificaram que após a introdução no cardápio, houve nos pacientes um aumento da sensibilidade à insulina, o que melhora o processamento de açúcares pelo corpo. Os voluntários apresentaram também uma significativa redução dos níveis de LDL, o chamado mau colesterol, no sangue.

Outra pesquisa desenvolvida no City of Hope National Medical Center in Duarte, Califórnia, nos Estados Unidos, e publicado no International Journal of Obesity. Mostrou que um farto punhado de amêndoas, cheia de gorduras benéficas é capaz de reduzir o peso. Em seis meses, os pacientes que adotaram diariamente a fruta oleaginosa reduziram 18% do peso e 14% da medida na cintura. O colesterol ruim (LDL) também diminuiu 15% e os triglicérides, 29%. Além das fibras, que afastam a fome por mais tempo, a amêndoa contém ômega-3, gordura do bem que ajuda a estimular os hormônios da saciedade.

Outra descoberta da ciência publicada na Applied and Environmental Microbiology é de que as amêndoas são sementes e não frutos como se pensava. Mas o que foi descoberto também é que elas melhoram o processo digestivo e reforçam o sistema imunológico, por aumentarem os níveis de bactérias que auxiliam o trato digestivo. Recentemente, o Intitute of Food Research identificou potenciais efeitos prebióticos das amêndoas, ufa, elas são maravilhosas!

Mas, nem tudo são flores ou praticidade, o ideal seria comprar as castanhas em suas cascas e descascá-las no momento do consumo (não briguem comigo!). Isso seria o ideal! Todas as castanhas são compostas basicamente de óleo, e o maior inimigo dele é a luz e o oxigênio. Como são difíceis de achar com casca e nada práticas, siga estas dicas para que elas fiquem ricas em nutrientes por mais tempo: ao comprar as castanhas em potinhos transparentes, prefira os que estão no fundo da prateleira (mais protegidos da luz), evite as com aspecto muito amarelado ou furinhos, armazene na geladeira em um pote escuro (ficam bem conservadas por até dois meses) e prefira as que foram embaladas recentemente.

Uma dica importante: Preste atenção no tipo de castanha que foi recomendado em seu Plano Alimentar, pois é comum a confusão. Muitas vezes recomendo castanha do Brasil e meus pacientes compram castanha de caju e comem felizes achando que é a mesma coisa. Cada uma será recomendada para um objetivo específico, portanto consumir a certa fará toda diferença!

Não abuse deste alimento, pois são muito calóricos, e seu excesso ao invés de trazer benefícios irá aumentar seu peso corporal. Eu costumo dizer aos meus pacientes para não encarar as castanhas como um alimento, já que todos gostam, pense nelas como um complemento/suplemento e por isso as quantidades devem ser restritas. As castanhas não devem ser consumidas de form abusiva porque podem também desencadear alergias.

Abaixo, fiz uma tabela para que você possa visualizar qual nutriente se destaca em cada tipo de castanha:


Bibliografia

  1. Escola Paulista de Medicina – Unifesp. Departamento de Informática em Saúde. Tabela de Composição Química dos Alimentos. 
  2. Nuts and Plasma Lipids: An Almond-Based Diet Lowers LDL-C while Preserving HDL-C: http://www.jacn.org/content/17/3/285.short; 
  3. Effect on Body Weight of a Free 76 Kilojoule (320 Calorie) Daily Supplement of Almonds for Six Months: http://www.jacn.org/content/21/3/275.short
  4. Investigation of the potential prebiotic properties of almond (Amygdalus communis L.) seeds. G. Mandalari, C. Nueno-Palop, G. Bisignano, M. S.J. Wickham, and A. Narbad. Applied and Environmental Microbiology July 2008. Published online ahead of print 23rd May 2008 doi:10.1128/AEM.00739-08
  5. For Heart Healthy Antioxidants, Walnut are number one: 
  6. http://www.medicalnewstoday.com/articles/220362.php


Fonte: http://ligadasaude.blogspot.com.br/2011/08/descubras-as-diferencas-e-os-beneficios.html

Saiba o Que Afeta a Biodisponibilidade dos Nutrientes nos Alimentos que Você Consome......

Ouvirmos falar que comer banana é bom porque contém potássio, a laranja por conter vitamina C e assim por diante, cada alimento será fonte principal de determinada vitamina ou mineral. Mas será que os nutrientes que ingerimos através dos alimentos são 100% absorvidos pelo nosso organismo? Será que tomando um copo de leite vou realmente garantir cálcio para os ossos?

O processo digestivo inicia-se na boca (com a mastigação), passa pelo estômago (onde ocorre a digestão) e termina no intestino (local em que o sangue absorve e transporta os nutrientes para as células). Durante esse processo, mais freqüentemente no intestino, ocorre a interação entre os nutrientes (vitaminas e minerais). Essa interação pode ser positiva, quando um nutriente auxilia a absorção de outro, ou negativa quando um nutriente inibe a absorção de outro. Essas interações são conhecidas como biodisponibilidade, que é a quantidade do nutriente presente no alimento que  realmente será aproveitada pelo organismo.

A biodisponibilidade pode ser afetada por vários fatores, dentre eles:

- Medicação: Alguns medicamentos possuem substâncias que podem interagir com determinados tipos de nutrientes, diminuindo sua absorção. Por exemplo antibióticos e antiácidos diminuem a biodisponibilidade de minerais.

- Interações nutricionais: É quando dois nutrientes competem entre sí e atrapalham a absorção de ambos. Por exemplo Cálcio e ferro, Fósforo e Magnésio

- Estado fisiológico: Algumas patologias depletam nutrientes em grandes quantidades, diminuindo sua biodisponibilidade. Por exemplo diarréia e febre que interferem nas quantidades de sódio e potássio

- Estado nutricional: Se a criança estiver desnutrida e com anemia, o transporte de nutrientes para o fígado é diminuído, sendo que esses nutrientes não chegam a seu alvo.

- Ciclo vital: Em estados como de gestação e lactação, também ocorre depleção de alguns tipos de nutrientes, aumentando as necessidades nutricionais e diminuindo a biodisponibilidade.

Conheça os principais tipos de interações nutricionais. Assim, você poderá combinar melhor os alimentos nas refeições, para obter um maior aproveitamento de nutrientes


Referências Bibliográficas:

Cozzolino SMF. Biodisponibilidade de Minerais. R. Nutr. PUCCAMP. Campinas, 10(2): 87-98, 1997.
Mahan LK, Escott-Stsmp. Krause: Alimentos, Nutrição e Dietoterapia. 10ª edição. Editora Roca. São Paulo, 1998.

Fonte: http://ligadasaude.blogspot.com.br/2011/05/saiba-o-que-afeta-biodisponibilidade.html

Preço dos cubanos

Este final de semana estava ouvindo a entrevista de um médico na Radio Eldorado de SP a respeito dessa história de médicos estrangeiros.

Segundo ele, o custo de um médico cubano fica por volta de R$ 22.000,00, sendo que desse dinheiro todo o médico recebe coisa de R$ 1800,00 mais uma ajuda de custo em torno de R$ 800,00.

O resto do dinheiro vai para o governo cubano. Agora multipliquem esse "resto" por 6.000 (médicos) e vejam só quanto vai ser pago ao governo cubano para "permitir" que esses médicos venham para cá. Eu não sei se esses números estão corretos, e a Folha bem que poderia confirmar, mas se for isso é um absurdo.

A verdade sobre o ato médico


O Ato médico precisa de você


Ato médico e a Odontologia


Fisioterapia e ato médico


Ato médico, pq dizem não?

Excelente relato da colega Raquel C Almeida sobre o ato médico:"Aos que dizem que não se ouvem as críticas dos representantes de outras profissões, perguntem aos próprios representantes, mas a todos que participaram ao longo de 11 anos de debates, não só aos que chegaram recentemente e nem sequer se dão ao trabalho ou à decência de conhecer e respeitar todo o trabalho já consolidado.

Depois de conseguirem muito do que pleitearam, e por não concordarem com tudo, assim como os médicos também não concordam com tudo- pois é impossível ter concordância absoluta em um tema complexo e cheio de nuances técnicas- os "do contra" ainda acham digno e justo simplesmente não regulamentar a única profissão de saúde não regulamentada.

 Além de ler a regulamentação da Medicina, sugiro que quem ainda tem dúvidas leia também as regulamentações de outras profissões, para ver como também se determinam como privativas suas próprias atividades, naturalmente... E ninguém impediu nem agrediu a classe quando determinaram o que lhes cabe de acordo com a sua formação, capacitação, função, responsabilidade- e não de acordo com importância para a saúde, ou capacidade "comparativa", como querem tentar colocar... Só exemplos, chefia de serviço de enfermagem também é privativa de enfermeiro; diagnóstico psicológico é privativo de psicólogo... Estudar algumas disciplinas "soltas" não capacita um profissional. Se fosse assim, médicos também poderiam exercer várias atividades que são privativas de outras profissões, e é claro que não podem, todos nós profissionais sabemos que a formação profissional é um conjunto elaborado de desenvolvimento de habilidades para o exercício de uma função, e não "pagar" duas ou três disciplinas soltas num currículo inteiro, integrado.

Destaco itens importantes do texto:
Art. 4 § 2º Não são privativos do médico os diagnósticos funcional, cinésio-funcional, psicológico, nutricional e ambiental, e as avaliações comportamental e das capacidades mental, sensorial e perceptocognitiva.
§ 7º O disposto neste artigo será aplicado de forma que sejam resguardadas as
competências próprias das profissões de assistente social, biólogo, biomédico, enfermeiro, farmacêutico, fisioterapeuta, fonoaudiólogo, nutricionista, profissional de educação física, psicólogo, terapeuta ocupacional e técnico e tecnólogo de radiologia.

Participei de vários dos debates e audiências públicas ao longo do processo, desde 2006, quando o projeto já era "velho" e nem sabíamos o quanto ainda envelheceria. Ouvi muitas pessoas, de vários lados, vi muitas mudanças no texto, concordei e discordei de vários aspectos pontuais. Isso porque eu era apenas uma espectadora e interessada. Imaginem o trabalho de todos os que participaram mais ativamente na construção do texto e dos consensos. Peço por favor que não reduzam tudo isso a brados "apaixonados" e pouco informados. Se tiverem algo contra, argumentem, parem de "resumir" algo tão importante para ganharem adeptos contra a "elite médica alienada e coorporativista". Que canseira este "mesmo saco" onde vcs jogam tantos grupos de pessoas. Peço também, apenas, que nos ofereçam o mesmo respeito que gostam de receber. Aos médicos, e ao trabalho de 11 anos de construção da regulamentação da nossa profissão. Não é um joguinho qualquer passado por debaixo dos panos. Chega disso..."

"Então "não ao ato médico" e "sim à revogação das regulamentações de todas as outras profissões de saúde", né? Não apóio isso, mas só assim pra esta proposta ter algum fundo de sentido, de razão. Aí deixamos a Sociedade viver as consequências disso, tanto como profissionais quanto como pacientes, e depois do "recado dado" sentamos e conversamos tudo de novo... Certo? Uns muitos passos pra trás pra podermos andar pra frente? É disso que precisamos? Porque no fim vamos ter de resolver juntos mesmo. Como fizemos nos últimos 11 anos. Quem nega isso não conhece o processo, ou simplesmente não aceita não ter tudo do jeitinho que quer e prega. Repito que muitos médicos também não têm o texto do jeitinho que querem e pregam. Mas este foi o consenso depois de 11 anos. Aí quem já tem profissão regulamentada, e "ninguém mete o bedelho", simplesmente "é contra". E depois todos os médicos são os que saem chamados de arrogantes e donos da verdade. Talvez estes que são tão contra, se se virem sem sua própria regulamentação, e com todos os problemas que isso traz, possam ter a chance de entender a posição a que querem forçar os profissionais médicos. E se a Sociedade tem julgado os médicos errado, "pra mais" quando um pai com problemas afetivos classifica seu filhinho estudante de medicina de semi-deus nas festas de família e os outros acreditam, ou "pra menos" quando um profissional com a grande responsabilidade que tem não é respeitado na definição de suas funções, esse problema também não é só dos médicos, é de toda a Sociedade, e também vamos ter de resolvê-lo juntos."