domingo, 7 de julho de 2013

Sensibilidade química, você tem e talvez não saiba

Essencialmente, são três os campos de estudos que se conectam para gerar o que denominamos Medicina Ambiental, Ecologia Médica, Medicina Ecológica ou Ecologia celular:
  • Alergia,
  • Imunologia,
  • Toxicologia.
O sistema imune, o sistema de desintoxicação e o sistema endócrino são o foco clínico das repercussões orgânicas adaptativas das influências ambientais (principalmente Toxinas) sobre o organismo humano.

Os alimentos que consumimos, o ar que respiramos e a água que bebemos deixaram de ser simples substâncias inertes, meras fontes de moléculas para construir o organismo humano. Atualmente, esses elementos essenciais à vida passaram a conter moléculas que originalmente (organicamente) não faziam parte de sua constituição.

Nos tempos atuais, os alimentos para serem aprimorados ou preservados da decomposição natural, têm a inclusão de substâncias químicas conservantes, antioxidantes para dar aspecto mais atraente, corantes e aromatizantes para acentuar sabor e pesticidas para evitar que sejam devorados por insetos.  A figura abaixo descreve as principais fontes de Toxinas.



A água pode conter metais pesados e mesmo solventes orgânicos e o ar pode ter tantas partículas nocivas, a ponto de se tornar importante causador de mortes cardíacas e doenças neurodegenerativas, como ocorre nas grandes cidades.

Alguns indivíduos, que denominamos sensíveis, têm dificuldade de gerenciar a detoxificação da poluição do ambiente, desenvolvendo reações inflamatórias agudas ou crônicas a essas exposições.

Dependendo da localização, os sofrimentos delas resultantes serão denominados pela associação do nome da região anatômica onde se manifestam ao radical grego “ite”, que significa inflamação. Por exemplo, pneumonite de hiper sensibilidade, rinite alérgica, sinusite alérgica, colite, artrite etc.

Existem duas formas básicas, medicamente falando, de abordar essas patologias:
  • Suprimir os sintomas com medicamentos sintomáticos (corticóides, anti-inflamatórios, anti-alérgicos, ou analgésicos) ou;
  • Buscar identificar as origens dessas inflamações reicidivantes.
A Medicina Ambiental procura saber primeiramente a causa dos processos inflamatórios de repetição.

O organismo humano tem uma capacidade individual de suportar a carga total de poluentes em determinado espaço de tempo. Toda vez que essa capacidade é ultrapassada, ocorrerá uma reação adaptativa e que se expressará clinicamente como sintomas de uma doença, como enxaqueca, rinite, asma, urticária ou fibromialgia.

É comum que os pacientes apresentem, muitas vezes, algumas características que sugerem uma origem ambiental para seus problemas de saúde. Melhoram quando vão para a montanha, praia ou deserto, e com a prática do jejum, religioso ou não, mas pioram com mudanças de clima e são sensíveis a odores fortes;

Também apresentam múltiplas queixas, entre elas alterações de humor. Muitos têm históricos de exposição a químicos e a fungos do ar (em residências ou em ambiente de trabalho). Muitos têm históricos de reações a alimentos que contêm pesticidas (por exemplo, alface, tomates, pepinos e morangos), porém seus anticorpos IgE específicos são negativos. Muitos pacientes apresentam intolerância ao leite e ao trigo. No Brasil podem desenvolver sensibilidade ao arroz e ao feijão. Um grande número deles reage mal à administração de remédios antiinflamatórios, analgésicos, sedativos, para tratar os sintomas em geral.

Grande parcela de pacientes tem acidose no aparelho digestivo ou sistêmica. Os quadros mais graves mostram PCR (proteína C reativa, um marcador inflamatório) elevada (acima de 5), gasometria venosa (de leitura imediata) com PO2 acima de 30 ou menor que 25 (oxigênio alto no sangue venoso) e, em casos mais complexos, ácido láctico acima de 29. Os dois últimos exames informam que existe um distúrbio mitocondrial, ou seja, o indivíduo encontra-se em estado anaeróbico. Suas mitocôndrias estão sujas e não funcionam.

Exames termográficos revelam alguns sinais clínicos importantes: hipertermia periorbicular resultante de distúrbios do sono, sinais de reações inflamatórias no cólon, sinais de sobrecarga hepática, hipertermia generalizada em todo o tronco, sinal do Manto (sinal termográfico de fibromialgia) e por último, mas não menos importante, vasoconstricão periférica.



Os Ecologistas Clínicos classificam as pessoas com esse conjunto complexo de sintomas como portadoras da Síndrome de Sensibilidade Química.

Atualmente, o mais importante estudioso desse fenômeno é o Dr. Willian Rea, presidente da Fundação Americana de Medicina Ambiental, em Dallas, Texas, que se tem dedicado a atender e a cuidar de pacientes complexos, oriundos de países industrializados, acometidos dessa Síndrome. Seu livro mais importante, em quatro volumes, intitula-se Chemical Sensitivity, ainda sem tradução em português. Trata-se de uma obra que trata, ao mesmo tempo, de casos clínicos vistos de forma individualizada e de conjuntos de pacientes enquadrados dentro de variantes de apresentação clínica, guiadas pelo diagnóstico.

Nesses pacientes, a conduta inicial é:
  1. Reduzir a carga total de agressão ambiental a que estão submetidos.
Ou seja, recomenda-se:
  1. Consumo de alimentos orgânicos (se possível, alimentação 100% natural e orgânica) associado à dieta de exclusão de alimentos ofensivos considerados pelos médicos como alergênicos.
  2. Ingestão de água pura - fontes não-contaminadas e com pH alcalino (8.0 ou >),
  3. Inalação de oxigênio úmido (6-8 litros por minuto, por 21 dias, durante duas horas diárias) – terapia de Von Ardenne,
  4. Sauna seca,
  5. Drenagem linfática.
Essas medidas, quando aplicadas de forma conjunta, tendem a aliviar rapidamente os sintomas desses pacientes, que passam por si próprios a reconhecer os fatores ambientais que os agridem. Uma vez desintoxicados, percebem com maior clareza os efeitos que os poluentes contidos na água, no ar e nos alimentos provocam em seus organismos. Os gráficos abaixo listam alguns dos benefícios dos programas de desintoxicação:



Acredito que no Brasil existam muitos locais, como regiões de montanha, praias e estações de água, propícios à criação de Unidades de Controle Ambiental onde os pacientes poderiam ser desintoxicados e recuperados para viver sem problemas inflamatórios. São verdadeiros oásis médicos em um mundo cada vez mais envenenado.

No local onde vivo, muitos dos pacientes que se apresentaram em meu serviço clínico com alergias e processos inflamatórios complexos (Sensibilidade Química), eram sensíveis a fungos, tinham exposição ao mofo (fungos em paredes, em aparelho de ar condicionado e em infiltrações de água) e tiveram sua saúde restaurada após serem aconselhados a evitar os fatores ambientais desequilibrantes.

Os fungos são reconhecidos agentes perturbadores da saúde física e mental desde a época do Velho Testamento, em que o Levítico 14-33 a 48 ensina o método de fazer o diagnóstico se uma casa está contaminada com a "lepra da casa", termo usado pelos antigos para designar a contaminação residencial por mofo. Há 5 mil anos, os sacerdotes judeus já percebiam que influências ambientais, como o fungo de parede, afetavam não somente o corpo, mas também a mente, causando significativo impacto na qualidade de vida. Em sua história, os judeus viveram sob grande pressão (os judeus durante longo tempo foram um povo migrante).

Todos nós, que atualmente fazemos parte de uma sociedade industrial, somos submetidos a considerável pressão social, econômica e política. O estresse tóxico (distress) e a fadiga adrenal resultantes desse modo de vida favorecem a Sensibilidade Química, ao enfraquecer um dos principais órgãos de adaptação ambiental, a glândula adrenal.

Quando a adrenal torna-se fatigada, perde o controle das reações inflamatórias do sistema imunológico, sobrecarregando os sistemas desintoxicantes que os tornam disfuncionais, o que enseja quadros clínicos complexos. Quadros esses que deveriam ser tratados com exclusão de alguns alimentos, substituição de água, oxigenação, depuração por sauna, drenagem linfática, imunoterapia e reposição de vitaminas e sais minerais via oral ou endovenosa.

Fibromialgia, fadiga crônica, vasculite, síndrome miofascial, rinite vasomotora, cefaléia tensional, síndrome do cólon irritável, gastrite nervosa, distúrbio neurovegetativo, distúrbio somatomórficos e "burn out" são algumas das patologias que acometem os portadores de Sensibilidade Química, doença ambiental que só agora começa a ser estudada no Brasil.



Por sua crescente importância na área médica, a Sensibilidade Química será o tema principal do II Congresso Internacional de Medicina Ambiental, que acontecerá em São Paulo nos dias 19 e 20 de Novembro de 2011. A programação do congresso está disposta no link: http://www.medicinaambiental.net/programacao_pt.html

Autor: Dr. Gilberto de Paula e Dr. Frederico Lobo

Sensibilidade química múltipla

A Sensibilidade Química múltipla ou SQM, também conhecida como Enfermidade Ambiental, é uma enfermidade distinta que muitas vezes é diagnosticada secundariamente ao complexo da Síndrome de Fadiga Crônica- Fibromialgia. Basicamente é um reação a algumas substâncias químicas.

Alguns dos sintomas básicos desta enfermidade incluem espirros, dificuldades cognitivas, perturbação do sono, e problemas de coordenação motora.. A causa destes sintomas são basicamente devido à incapacidade do corpo de metabolizar várias toxinas dentro nosso organismo. A SQM é uma doença muito complexa com várias etiologias e sistemas orgânicos envolvidos. É desconhecida se esta enfermidade pode ser curada.

Pacientes com SQM podem passar algum tempo com poucos ou nenhum sintoma e só então reaparecer mais tarde sem nenhuma razão ou ao menor contato ou exposição com alguma substância química que poderia ser de um simples perfume, uma loção de mão, contato com gasolina ou ar poluído (em recinto fechado ou fora).

O problema é que estas doenças são complexas sem cura definitiva. Como muitos pacientes podem ter vários problemas mesmo por pouco tempo, poucos são tratados e isto resulta freqüentemente em curas não definitivas e são seguidos depois por doenças ou sintomas prolongados. A SQM pode ser tornar um grande problema clínico quando é diagnosticada junto com outras enfermidades.

Os fatores e causas de SQM podem incluir:
1 - Exposição ou injúria química. (Exposição crônica ou há pouco tempo)
2 - Infecções primárias.
3 - Tensão.
4 - Insuficiência de vitamina ou de nutrientes. (Desnutrição)
5 - Acúmulo de toxinas
6 - Alergias a alimentos.
7 - Insuficiência circulatória.
8 - Reações neurológicas deficientes.
9 - Exposição de ar poluído.
10 - Isquemia cardíaca.
11 -Cuidado médico inadequado.

A melhor maneira de tratar esta enfermidade é encontrar um especialista em SQM e começar o tratamento logo que possível. Isso não quer dizer que você será curado mas agindo precocemente podemos prevenir uma diferença significativa em sua perspectiva a longo prazo. Eliminando Insultos específicos e adicionando vitaminas e terapias holísticas são normalmente as primeiras condutas para combater a doença . É de responsabilidade do paciente em insistir em encontrar todos os meios para equacionar seus problemas, e fazer o que pode para ver estes problemas resolvidos.

8 - TRATAMENTO:

O primeiro passo nos casos de síndrome da fadiga crônica associados com algum tipo de pesticida é, depois de identificá-lo, promover o tratamento específico. Seja pela retirada do agente causador, seja por tratamento farmacológico específico ou dos próprios sintomas de Fadiga Crônica. É um tratamento multifatorial, que pode exigir uma equipe de especialistas.
Não existe atualmente tratamento específico para a SFC. Vários medicamentos tem sido proposto mas sempre com o intento de aliviar as manifestações da enfermidade do que atacar o problema etiológico básico propriamente dito. Analgésicos, anti-inflamatórios não-hormonais, antidepressivos tricíclicos, terapias cognitivas e comportamentais, bem como alguns exercícios tem sido advogados como auxiliares na terapia da SFC. Porem nenhum medicamento até agora mostrou-se uniformemente eficaz contra a enfermidade.

Recentemente Pearn et al. descreveram casos de síndrome de fadiga crônica devido a envenenamento crônico pela ingestão de ciguatera (peixes contendo ciguatoxinas). Os casos de envenenamento agudo é dramático com parestesias, mialgias, artralgias, prostração mas já 20% dos casos de pacientes que ingerem peixes contaminados apresentam sintomas indistinguíveis da síndrome fadiga crônica. O fato de uma potente toxina dos mamíferos causar a síndrome da fadiga crônica abre uma porta para o estudo de outros agentes tóxicos provocarem uma síndrome da fadiga crônica-like.

Recentes estudos realizados por Phioplys et al AV com Amantidina e L-Carnitina no tratamento da síndrome da fadiga crônica resultaram em evidências interessantes. Como a carnitina é essencial para a produção de energia pelas mitocôndrias, e como distúrbios da função da mitocôndria provoca fadiga, a L-Carnitina foi dado aos pacientes com síndrome da fadiga crônica e resultou em melhoria clínica estatisticamente comprovada. Amantadina não foi tolerada pelos pacientes e não promoveu nenhum benefício aos pacientes que fizeram uso deste medicamento.

A conclusão foi de que L-carnitina é um medicamento seguro, bem tolerado, provoca melhoria nos pacientes na maioria dos sintomas que apresentaram. Sendo assim e como não há contraindicações ao uso de L-Carnitina cremos que um teste com este medicamento merece ser testado em alguns pacientes selecionados com a SFC.

Mais recentemente ainda o FDA aprovou um protocolo para tratar pacientes com síndrome da fadiga crônica com um medicamento novo que tem capacidade de restaurar as funções físicas e cognitivas destes pacientes. Cerca de 500.00 à 2.000.000 de pacientes sofrem da síndrome da fadiga crônica nos EEUU. O mecanismo de ação do AMPLIGEN não são conhecidos mas os estudos determinarão se os sintomas mais comum como fadiga, problemas de concentração e de memória, sintomas de gripe, artralgias, mialgias, perturbações do sono serão afetados positivamente antes de serem liberados para a venda ao público em geral.

Cinco Hospitais dos Estados Unidos receberam aprovação para participar do teste do protocolo de tratamento para pacientes com Síndrome da Fadiga Crônico com o - Ampligen - aprovado pelo FDA. Além dos cinco locais aprovados, uns doze locais adicionais estão sendo considerados para serem aprovados a tratar os pacientes de CFS com Ampligen, desenvolvido por HemispheRx Biopharma, Inc., e que teria o potencial de restabelelcer parte das funções físicas e cognitivas afetadas dos pacientes com Síndrome da Fadiga Crônica.

Esta é a primeira vez que se aprova um medicamento, em regime experimental para tratar da Síndrome da Fadiga Crônica. Os pacientes serão tratados com duas infusões da droga semanal e realizarão vários testes laboratoriais para controle.

O programa de tratamento nos E.U.A. serão dirigidos inicialmente para os pacientes mais gravemente atacados pela enfermidade. E a duração do tempo de tratamento será de 24 semanas seguido rigorosamente por avaliações médicas periódicas.
Entretanto, vendas do medicamento Ampligen já começou em Montreal e Vancouver sob a coordenação do Programa Canadense de Lançamento de Droga Emergencial.

9 - CONCLUSÃO:

Como a síndrome da fadiga crônica é por definição uma síndrome de caráter crônico, qualquer analogia que possamos ter ou vir a fazer com agentes etiólogicos químicos ou tóxicos seria com contato prolongado no caso com os pesticidas. Várias pesquisas tem falhado na identificação de um único agente etiológico para a síndrome da fadiga crônica, entretanto existem recentemente algumas pistas que levam a supor que exista uma base molecular para o diagnóstico da síndrome da fadiga crônica.

Em um estudo publicado por Dustanet al., níveis séricos do pesticida-organoclorado foi detectado em todas as amostras de pacientes com SFC em valores superiores a 0,4 pbb. A incidência de contaminação por hexaclorobenzeno foi de 45% maior que os níveis não-tóxicos 2,0 ppb que o observado entre grupo controle. Níveis de organoclorados (15.944 ppb) também foram encontrados elevados no grupo de síndrome da fadiga crônica. Estes níveis de organoclorados medidos no soro de pacientes com síndrome da fadiga crônica, eram mais altos que os dos outros pacientes do grupo-controle, sugerindo que estas substâncias químicas podem ter um papel etiológico na síndrome da fadiga crônica.

Entretanto como em alguns estudos não houve diferença nos níveis séricos de organoclorados entre os pacientes com síndrome da fadiga crônica e os outros com história conhecida de exposição aos tóxicos, a exclusão pura e simples do conceito da síndrome da fadiga crônica baseado na exposição ao tóxico parece não ser válida. O papel da bioacumulação no desenvolvimento dos sintomas da síndrome da fadiga crônica merece investigações futuras.

Por outro lado Mc Gregor estudou 20 pacientes com síndrome da fadiga crônica de acordo com a definição do CDC e 45 pacientes sem síndrome da fadiga crônica. Os pacientes foram submetidos a uma bateria de testes inclusive exames sanguíneos específico de espectrometria em massa para metabólitos anormais presentes na urina.

Análise multivariadas dos metabolitos na urina revelou um aumento significativo de amido-hidroxi-N-pirrolidina tiroxina (chamado de CFSUM-1,"Chronic Fatigue Syndrome Urinary Marker"), b-alanina e ácido acotínico e ácido succinico e concomitantemente uma redução nos níveis de alanina e ácido glutâmico.

As concentrações de amido hidroxi-N-pirrolidina tiroxina (CFSUM-1), e B-alamina estavam proporcionais a incidência dos sintomas da síndrome da fadiga crônica sugerindo uma base molecular para a doença e isto pode no futuro servir como um teste diagnóstico para a síndrome da fadiga crônica. Noutro estudo dos mesmos autores foi demonstrado que os sintomas dos pacientes com elevados níveis da CFSMU 1 estavam associados com alterações do aparelho, músculo-esquelético enquanto níveis elevados de B-alamina estava associado aos problemas gastrointestinais e genitourinários.

Em resumo a SFC é uma entidade nosológica definida mas cujo agente etiológico ainda não foi 100% comprovado. Vários autores tem sugerido diferentes causas para a SFC mas até agora nenhum foi considerado pela comunidade científica como sendo unanimidade. È certo que a o complexo de múltiplos sintomas da SFC podem ser desencadeado por alguns pesticidas como vimos anteriormente, tanto da classe dos organoclorados, organofosforados e carbamatos. Mas nos níveis de conhecimento atuais não de pode implicar os pesticidas como os únicos causadores da SFC.

No entanto com o surgimento de medicamentos que possam combater com mais eficiência os sintomas da SFC recentemente lançados no mercado e, conjuntamente com o alerta de que os pacientes com suspeita de SFC devam daqui para a frente passarem por um "screening" toxicológico seja na urina ou no sangue, certamente teremos contribuições valiosas tanto para se for o caso, afastarmos os pacientes das fontes dos pesticidas, como do tratamento em si contra o envenenamento crônico específico, como na descoberta e no aprimoramento de novos e modernos pesticidas com mais eficiência e menor morbidez.

10 - Bibliografia:

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Autor: Dr. Horácio Arruda Falcão, ex-Professor de Nefrologia da UFRJ, Fellow em Nefrologia pelo Massachusetts General Hospital, Fellow do American College of Physicians (FACP)

sábado, 6 de julho de 2013

GATO POR LEBRE: O QUE A POPULAÇÃO PRECISA SABER URGENTE SOBRE O ATO MÉDICO por Dr. Marcelo Caixeta



1) Você ou seu parente estão tristes, desanimados, pode ser depressão, certo? Nada de errado por procurar um psicólogo para isto, certo? Pois bem, procure um - após 8 meses você poderá estar morto. Caso Real: “paciente com diagnóstico de depressão, tratado 8 meses por psicólogo, psicoterapia. Diagnóstico final: "estado terminal (e que poderia ser tratado por médico) devido a câncer de tireoide, causando síndrome paraneoplásica com hipercalcemia hiperparatireoidea" (situação médica que causa também depressão). Sem o diagnóstico médico, é isto o que acontece...

2) Seu filho está com fraqueza muscular, juntas doendo, joelho "saindo fora do lugar". Pode procurar um fisioterapeuta, certo? Dentro de 18 meses seu filho pode estar em uma cadeira de rodas. Caso Real : "criança com distrofia muscular progressiva , do tipo Duchenne, doença na qual, sem o diagnostico médico correto, quanto mais fisioterapia se faz, pior o paciente fica, pois mais fibras musculares são destruídas pelo exercício". Sem o diagnóstico médico, é isto o que acontece...

3) Seu pai está meio surdo, certo? Você procura um profissional da fonoaudiologia que lhe receita e instala um aparelho de surdez. Tudo correto, certo? Pois bem, em 6 meses seu pai pode estar morto. Caso Real: paciente com uma doença do sistema nervoso central, chamada Neurolues, que cursa com tumor no ângulo ponto-cerebelar (goma), e que leva a surdez. Sem o diagnóstico médico, é isto o que acontece...

4) Sua mãe está obesa, comendo demais. É um problema nutricional, temos de levar na nutricionista, certo? A nutricionista passa-lhe uma dieta, pede exames de sangue, etc. Pois bem, em 6 meses ela estará morta. Caso Real: a obesidade dela era causada por um tumor hipofisário, chamado adenoma, que poderia ser operável ou tratável por cirurgia, mas como não foi feito um diagnóstico médico, nada disto foi feito e se retardou o tratamento da paciente. Sem o diagnóstico médico, é isto o que acontece...

Pois é, é disto que trata o Projeto de Regulamentação da Medicina, que ora tramita no Senado Federal (diga-se de passagem, já há 10 anos). O que os médicos querem é só uma coisa: o direito de fazerem aquilo que já fazem há 5 mil anos: o diagnóstico científico de doenças, profissão para a qual se prepararam duramente, e da qual outras profissões estão lhe querendo usurpar.

Fisioterapia e ato médico

DESMONTANDO OS ANTI-ATO-MÉDICOS ( "casos clínicos") por Marcelo Caixeta

Ontem uma aluna me disse que estava em maus lençóis porque , numa discussão pelo Ato Médico, um fisioterapeuta lhe disse : "estamos capacitados , sim, para diagnosticar "artrite", porque estudamos muito mais articulação do que o médico".

Respostas Sugeridas :
1) Sem ser médico, o fisioterapeuta nunca entenderá que uma gonorreia pode dar artrite, uma unha encravada pode dar artrite, um Lupus Eritematoso Sistematizado pode dar artrite. O corpo não é umma articulação. A a articulação está ligada ao resto do corpo. Sem ser Médico, ele nunca vai entender o que é uma doença sistêmica. Nunca vai entender que uma dor de dente pode dar parada cardíaca ( via endocardite bacteriana aguda ) . Ele acha a articulação simples porque é a mente dele que é simples.

2) de modo algum ele conhece mais de articulação do que os médicos especialistas nisto, o ortopedista e o fisiatra, o reumatologista, que é quem precisa conhecer mesmo a fundo.

3) pergunta para ele se ele já viu uma peça anatomopatologica de deposição de cristais hiperuricêmicos na cápsula sinovial ? Não ? Pois é, isto por um simples motivo : ele não é médico, não viu anatomia patológica, não videoartroscopia, não viu patologia clínica do líquido sinovial, não estudou a histopatologia da capsula articular, eetc, etc

90% de diagnósticos errados de esquizofrenia prejudicam a população - Por Dr. Marcelo Caixeta

Na medida em que realizo perícias de quase todos os casos graves de doença mental em Goiás ( como médico perito judicial, psiquiatra, tendo-se em vista reavaliações para benefícios pelo INSS ), um dado me chamou muito a atenção.

Aproximadamente 90% dos diagnósticos de esquizofrenia estavam incorretos. As causas são múltiplas, e passo a enumerá-las abaixo tentando, com isto, ver se é possível minorar o intenso sofrimento por que passam todos os doentes com tais diagnósticos incorretos.

Se, por exemplo, um adolescente, com psicose bipolar, alucina e delira, e, por causa disto, tem um diagnóstico incorreto de esquizofrenia, sua vida ficará eternamente comprometida por isto. Em primeiro lugar, deixará de ter um tratamento correto e, muitas vezes, eficaz ( doentes bipolares - eu, por exemplo - podem ter uma vida praticamente normal , casarem-se , trabalharem, terem filhos, ou seja, serem felizes ).

Há muitos tratamentos hoje adequados para a doença bipolar, muitos levando à remissão dos sintomas, já a esquizofrenia é uma doença extremamente grave, com tratamento muito difícil, com muitas sequelas, incapacitações. Muitas medicações para esquizofrenia, além de não serem muito eficazes, quando usadas em doentes errados ( com diagnóstico incorreto, p.ex. ), podem produzir graves, definitivos e incapacitantes efeitos colaterais ( p.ex., discinesia tardia, uma “lesão cerebral” que, uma vez feita, não tem mais como ser revertida ).

Então, um adolescente diagnosticado incorretamente como esquizofrênico, poderá ficar usando, para o resto da vida, medicação muito pesada, sedativa, que pode dar sérios efeitos colaterais; em síntese, pode ficar como muitos pacientes que eu vejo : engordando, em cima de uma cama, fechado em casa, fumando e bebendo café ( o que acaba piorando mais ainda a própria doença mental ).

E, por causa da falta de tratamento para a doença bipolar, ainda tendo surtos depressivos, de agitação ou psicóticos. A causa mais comum de erro diagnóstico na esquizofrenia é a de se tomar como esquizofrênico um doente bipolar. Neste último pode haver alucinações, delírios, ideias de perseguição, isolamento social, sentimentos de influência, de prejuízo, de telepatia, controle da mente, de que “o estão xingando”, de que “estão falando mal dele”, medo psicótico de tudo e de todos, sensação de transformação e modificação do mundo, etc. Ou seja, pode ter todos os sintomas encontrados em certas “listinhas de sintomas esquizofrênicos” ( tipo CID, tipo DSM ) , sem ser esquizofrênico.

Além disto, a doença bipolar produz outros sintomas, tais como uso de drogas, transtornos de alimentação, hiperatividade, transtornos fóbicos, obsessivos e, sem diagnóstico correto, tudo isto também não é devidamente tratado.

Tais erros acontecem porque, com o passar do tempo, a psiquiatria mundial americanizou-se e, como se sabe, americanos são e sempre foram muito ruins de psiquiatria. Criaram uma “listinha de sintomas”, chamada DSM, que hoje se disseminou, não só entre leigos como também, o que é trágico, entre psiquiatras.

Esta “listinha” de sintomas diagnostica muito mal a esquizofrenia, a confunde com muitas outras doenças, daí o enorme prejuízo que causa à população. Por outro lado, muitos programas de formação de psiquiatras, as chamadas residências médicas, padecem dos disseminados problemas públicos : ou da falta de médicos nos serviços hospitalares ou do excesso de burocracia para abertura de vagas ( muitos médicos que trabalham em psiquiatria, na verdade, não têm formação psiquiátrica adequada, entre outros motivos, por falta de vagas em residências médicas ).

 Então, sem orientação, só com a “listinha de sintomas” em mãos, muitos futuros psiquiatras aprendem sua profissão sozinhos, sem contar com a experiência hospitalar de um médico mais tarimbado, isto é, só com a listinha na mão e o paciente à frente.

Marcelo Caixeta, médico psiquiatra

Dormir menos de seis horas por noite altera atividade de centenas de genes

Dormir pouco por muitas noites em seguida altera a atividade de centenas de genes essenciais para a saúde, como os ligados ao estresse e à resposta imunológica.

Testes em pessoas que dormiram menos de seis horas por dia por uma semana revelaram mudanças importantes na atividade dos genes que regulam o sistema imune, o metabolismo, o ciclo do sono e a resposta ao estresse, sugerindo que a falta de sono possa ter um impacto grande no bem-estar a longo prazo.

As mudanças, que afetaram mais de 700 genes, podem explicar mecanismos biológicos que aumentam o risco de uma série de doenças, como problemas cardíacos, diabetes, obesidade, estresse e depressão em pessoas que dormem pouco.

"A surpresa para nós foi que uma diferença modesta na duração do sono levou a esse tipo de alteração", afirmou Derk-Jan Dijk, diretor do Centro de Pesquisa de Sono da Universidade Surrey, líder do estudo. "É uma indicação de que perturbações do sono ou restrição de sono faz mais do que deixar você cansado."

Estudos anteriores sugeriam que quem dorme menos de cinco horas por noite tem um risco 15% maior de morte por qualquer causa do que quem dorme bem. Em uma pesquisa com trabalhadores britânicos, mais de 5% afirmaram dormir cinco horas ou menos por noite. Outra pesquisa americana de 2010 mostrou que 30% das pessoas não dormem mais do que seis horas por noite.

Dijk e seus colegas pediram a 14 homens e 12 mulheres, todos saudáveis com idades entre 23 e 31 anos, para viver em um centro de pesquisa de sono por 12 dias. Cada um visitou o centro em duas ocasiões. Em uma visita, eles ficaram dez horas por noite na cama por uma semana. Na outra, só seis horas.

No fim de cada semana, eles eram mantidos acordados por um dia e uma noite, de 39 a 41 horas.

Usando um exame de eletroencefalograma, os cientistas viram que os participantes dormiram 8,5 horas por noite na semana das dez horas na cama e 5h42 na semana das seis horas na cama por noite.

O tempo dormindo teve um impacto grande na atividade dos genes, detectada em exames de sangue nos voluntários, como relatado na publicação "Proceedings of the National Academy of Sciences".

Entre os privados de sono, a atividade de 444 genes foi suprimida, enquanto que 267 genes ficaram mais ativos em quem dormia mais.

As mudanças nos genes que controlam o metabolismo podem exacerbar condições como diabetes ou obesidade, enquanto problemas nos genes que regulam a resposta inflamatória do corpo podem ter impacto em doenças cardíacas. Outro genes afetados foram ligados ao estresse e à idade.

A perda de sono teve efeito nos genes que controlam o relógio biológico, sugerindo que o sono ruim possa virar um círculo vicioso.

"Há um feedback entre o que você faz com seu sono e como isso afeta seu ritmo circadiano, o que será muito importante em pesquisas futuras", diz Dijk.

RESSALVAS

Os pesquisadores não viram quanto tempo levou para os genes voltarem à sua atividade normal nos voluntários privados de sono, mas esperam fazer isso no futuro.

Por meio das medições das alterações dos genes após a falta de sono, os cientistas não sabem se elas são uma resposta inofensiva e de curto prazo ao sono ruim, um sinal do corpo se adaptando, ou se são potencialmente perigosas para a saúde.

"Os perigos potenciais do deficit de sono na sociedade atual e a necessidade das oito horas de sono por noite são muitas vezes aumentados e podem causar preocupações indevidas. Apesar de esse importante estudo dar base para essa preocupação, o sono dos participantes foi restrito abruptamente para um nível não usual, o que pode ter sido estressante", afirma Jim Horne, professor de psicofisiologia no Centro de Pesquisa de Sono da Universidade Loughborough.

"Precisamos ter cuidado para não generalizar esses achados para quem dorme sempre seis horas por noite e está feliz com isso. Além disso, o sono pode se adaptar a mudanças e deve ser julgado por sua qualidade, e não só quantidade total.

Fonte: http://www1.folha.uol.com.br/equilibrioesaude/1237003-dormir-menos-de-seis-horas-por-noite-altera-atividade-de-centenas-de-genes.shtml

Leite de amêndoas

 Ingredientes: 1 xícara de amêndoas inteiras, com pele + 3 xícaras de água.

Preparo: Cubra as amêndoas com água e deixe de molho durante uma noite. No dia seguinte escorra as amêndoas e enxague ligeiramente. Coloque as amêndoas e a água no liquidificador e bata durante 2 minutos na velocidade máxima. É nessa hora que um bom liquidificador faz toda a diferença. Se o seu for fraquinho, ele não vai transformar as amêndoas em pó, só vai quebrá-las em pedaços pequenos e o leite ficará aguado. O meu é da Oster com copo ultra-resistente. Cubra uma vasilha de plástico (ou vidro) funda com o tecido que será usado como coador. Despeje o leite sobre o tecido e junte as pontas pra formar uma trouxa, tomando cuidado para o líquido não escapar pelas bordas. Com uma mão torça ligeiramente as pontas, enquanto a outra espreme a trouxa até extrair todo o líquido. Tem gente que usa o "bagaço" da amêndoa em outras receitas, acho sem gosto e jogo fora.


O que os médicos querem

"Só quero que fique claro:
Médicos não querem fazer o trabalho de Enfermeiros, se não tínhamos feito enfermagem e não Medicina;
Médicos não querem fazer o trabalho de Odontólogos, se não tínhamos feito Odontologia e não Medicina;
Médicos não querem fazer o trabalho de Fisioterapeutas, se não tínhamos feito Fisioterapia e não Medicina;
E assim por diante...
Agora se eles querem fazer trabalho de MÉDICO que façam Medicina!!" Anita

‘É absurda decisão do governo brasileiro de importar médicos’, diz dirigente da Confemel

Em entrevista ao GLOBO, o vice-presidente da Confederación Médica Latinoamericana y del Caribe (Confemel) e presidente da Federación Médica Venezolana (FMV), Douglas León Natera, considerou “absurda” a decisão do governo brasileiro de trazer médicos estrangeiros ao Brasil. Em visita a São Paulo, para participar de palestras e eventos, ele lembrou que, na Venezuela e na Bolívia, médicos cubanos cometeram uma série de erros clínicos e, segundo ele, provaram que não têm conhecimento nem experiência para atuarem no ramo da medicina. Ele cobrou do governo brasileiro que obrigue os estrangeiros a revalidarem o diploma e informou que, em outubro, pretende apresentar um relatório sobre os erros cometidos por cubanos à Associação Médica Mundial.

GLOBO: Como o senhor avaliou a decisão do governo brasileiro de trazer médicos estrangeiros ao país?

DOUGLAS NATERA: É uma decisão absurda a pretensão do governo brasileiro de importar médicos estrangeiros, já que formam-se todos os anos, no Brasil, em torno de 16 mil médicos. Se o governo federal necessita de 6 mil novos médicos para atuarem em zonas mais carentes do país, ele deve oferecer esses cargos às universidades federais, que podem preencher essas vagas por meio de concursos. Então, não há necessidade de importar médicos. O Brasil não merece o que fizeram em Venezuela e em Bolívia.

Como foi a experiência de médicos estrangeiros nesses dois países?

Na Venezuela, o ex-presidente Hugo Chávez trouxe em torno de 30 mil cubanos para o país, que diziam que eram médicos. Pelo que observamos, no entanto, eles não eram médicos, não tinham experiência nem conhecimento para atuarem como médicos. Nas pastas que trouxeram de Cuba, eles carregavam apenas cartas dos governos de Cuba e da Venezuela e um papel sem valor de título universitário. Eles começaram a chegar na Venezuela em 1999, após um acordo feito pela ex-esposa de Hugo Chávez María Isabel Rodríguez com o Ministério da Saúde de Cuba.

Por que os médicos cubanos, como o senhor disse, não estão preparados para atuarem na área?

A razão porque digo que eles não são médicos é que temos informações que esses cubanos cometeram erros clínicos em países da América do Sul. Na Venezuela, por exemplo, um jovem de 18 anos apresentou febre alta de 41º graus e não havia forma de reduzir a sua temperatura. A mãe do paciente disse ao médico que ele era alérgico a dipirona, mas ele respondeu que cuidaria disso depois, que o importante naquele momento era reduzir a febre. O suposto médico injetou a dipirona no paciente. Em cinco ou dez minutos, ele estava morto e ninguém nunca mais soube desse médico. Um outro caso, ocorrido em Bolívia, foi de um paciente, de 36 anos, que caiu de uma árvore e sofreu um traumatismo lombar. No hospital, disseram que ele deveria passar por uma operação, porque havia um sangramento renal. O cubano extraiu um dos rins do paciente, o que era equivocado. Os médicos depois fizeram um interrogatório a esse cubano e viram que ele não entendia nada da anatomia dos rins.

Mas no Brasil, uma das condições impostas pelo governo federal é de que os médicos estrangeiros não poderão fazer cirurgias, mas atuarão apenas na atenção básica da saúde.

Essa é a mesma teoria que aplicaram na Venezuela, que esse médicos atuariam na parte de prevenção e promoção da saúde. Os médicos cubanos fizeram fama de terem avançado, sobretudo, na área preventiva. Eu não sei como eles justificam, então, o fato de terem sido diagnosticados mais de 44 mil casos de dengue por ano, do ano de 2000 a 2012. Este ano, por exemplo, os casos de malária se duplicaram e houve o retorno, nos últimos anos, de casos de tuberculose. Essa teoria, que estão usando no Brasil, usaram também em Venezuela e as pessoas mais pobres acreditaram.

O governo de Cuba alega que esse médicos possuem formação universitária.

Eu não duvido da formação universitária dos médicos que estão nas universidades, mas os médicos que foram a Venezuela e Bolívia não têm essa formação e não comprovaram que são médicos. Eu digo, portanto, que são cubanos, mas não médicos.

O senhor é, então, favorável à revalidação do diploma a estrangeiros no Brasil?

Para trabalhar nos nossos países, é necessário cumprir regras previstas na lei. Para trabalhar em Venezuela, é necessário ter um título de uma universidade venezuelana ou, para um estrangeiro, um título revalidado. No Brasil, é a mesma regra. Sem a revalidação, exerce-se a medicina ilegalmente. Na Venezuela, nenhum dos cubanos fez a revalidação do diploma médico. Por isso que dizemos que os que estão em Venezuela exerceram ilegalmente a medicina, assim como os que estão em Cuba. É indispensável que se revalide o título para saber quem está entrando no Brasil.

A CONFEMEL comunicou os erros médicos cometidos por cubanos aos governos da Venezuela e da Bolívia? E para a Organização Mundial de Saúde (OMS)?

Nós estamos há mais de dez anos analisando esses casos. Nós solicitamos uma audiência com o governo da Venezuela, bem como enviamos avisos ao governo da Bolívia, mas não houve resposta até agora. Eles preferem o silêncio administrativo para não entrar em uma polêmica e terem que justificar o que não tem justificativa. Em outubro, vamos fazer uma apresentação desses casos e entregar um relatório para a Associação Médica Mundial (AMM)

O jornal espanhol “El País” noticiou em 2010 casos de médicos cubanos que fugiram de países da América do Sul com receio de voltar a Cuba. Esses episódios ainda ocorrem?

Há informações de que cubanos saíram da América do Sul e foram para a Flórida, Miami (USA). Eles atuavam como ajudantes de médicos e não especificaram se saíram da Venezuela ou da Bolívia. Segundo informações, cerca de 5 mil cubanos foram para Miami.

Se esses médicos não são qualificados para atuarem profissionalmente, como o senhor afirmou, por que governos da América do Sul os importam?

Porque esses governos não se importam com a saúde do povo para quem governam. O que concluo é que esses governo sentem um profundo desprezo pelos mais necessitados e o que os interessa são apenas os seus interesses.

Fonte: http://oglobo.globo.com/pais/e-absurda-decisao-do-governo-brasileiro-de-importar-medicos-diz-dirigente-da-confemel-8849721#ixzz2YGxFkODe

Comércio de médicos cubanos, um negócio bilionário

Por Luiz Guilherme Machado"


"Não sou de ficar escrevendo artigos no facebook e dar uma de moralista, mas como jornalista formado e possuidor de uma pequena experiência, me senti na obrigação de fazer isso pelo menos uma vez. Acho que vale a pena você ler e refletir um pouco sobre esse tema, o qual está em alta nas mídias.

Bem, todos sabem que a nossa presidenta Dilma "Ruinsseff" pretende trazer milhares de médico cubanos para trabalhar por aqui. Muito tem se falado a respeito da qualidade desses profissionais, algo que não conheço, contudo sei que é cagada trazer médicos de tão longe para atuar assim. A formação lá é diferente, as doenças enfocadas, as cadeiras universitária e etc...

Se até eu sei disso, com certeza nossos governantes também sabem! mas a questão aí não é a qualidade do serviço de saúde, e sim econômica. Cuba, atualmente, é um país capitalista travestido de vermelho. O que mais se faz por lá para gerar lucro é exportar mão de obra para outros países. Esses cubanos que irão vir ao Brasil não passam de meras mercadorias, são uns pobres coitados que sonham em sair de um país onde tudo é estatal, onde não há liberdade e nem democracia. Apenas tiranos no poder, que por sorte estão com o pé na cova.

Na Venezuela, durante a ditadura do finado Chávez, foram importados milhares de médicos cubanos. Para sobreviver, possuiam um salário de U$ 230,00. Outra quantia de quase U$12.000,00 era enviada a Cuba, por Hugo Chávez, como pagamento pelo serviço de CADA médico!!!

Tive a oportunidade de estar nesse país em 2011, e lá fiquei sabendo que quase mil médicos cubanos fugiram para os EUA. É um país também travestido de vermelho. Chavez sempre criticou os EUA, no entanto até a privada da latrina mais precária era importada dos Yankes, uma vez que uma das poucas rendas decentes deles é o petróleo, que por sinal lá é muito barato, 7 centavos o livro.

Hoje, sabe-se que há 45 MIL médicos cubanos trabalhando dessa forma fora da ilha da prisão. O que a dona Dilma quer, é trazer 6 mil deles para cá, pagando uma quantia de r$ 500, 00 por mês e exportando mais de r$ 20,000,00 mensais por cada médico para Cuba.

O LUCRO DOS IRMÃOS CASTRO CHEGA A MAIS DE 5 BILHÕES DE DÓLARES POR ANOS POR MEIO DESSA MALANDRAGEM, E AGORA GRANDE PARTE SERÁ ORIUNDA DO BRASIL.

Esse dinheiro investido, é claro, vem do bolso do brasileiro. Não é de hoje que a nossa presidenta vem ajudando os ditadores "vermelhos". Recentemente, nosso governo DOOU, DEU, EVAPOROU quase U$ 200 MILHÕES de dólares para modernizar 5 AEROPORTOS CUBANOS SEM CONSULTAR A OPINIÃO PÚBLICA.

Agora pensem meus colegas, vivemos uma democracia? será que afastamos a ditadura mesmo? somos livres para manifestar nossas opiniões? Acho que tudo é questionável, e assim como na Venezuela, talvez muitos desses médicos tentem uma fuga para os EUA. Estamos vendados pela mídia e pelo estado, é hora de sair PRA RUA!


Paciente de plano de saúde já enfrenta problemas comuns na rede pública

Três meses para agendar uma consulta. Duas horas de espera no pronto-socorro. Dois meses para marcar um exame. Falta de leitos para internação. Esse é o retrato do atendimento aos pacientes de planos de saúde no Brasil - uma realidade que cada dia mais se aproxima do serviço da rede pública, também em crise. Pagar mensalidades caras, muitas vezes superiores a R$ 1 mil, não assegura mais rapidez nem qualidade no atendimento.

Atualmente, 47,9 milhões de brasileiros têm planos de saúde - um milhão a mais do que em 2011. O problema é que a oferta de consultórios, leitos, laboratórios e hospitais vem sofrendo uma redução. Dados da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) apontam queda de 10,2% no número de clínicas ou ambulatórios no Estado de São Paulo e redução de 10% no de prontos-socorros gerais de um ano para o outro.

Não à toa, reclamações contra planos de saúde estão entre as dez principais queixas dos consumidores no Procon-SP. "Houve um crescimento muito rápido da demanda, porque mais pessoas têm acesso aos planos de saúde. Mas o mercado não é capaz de absorver todo mundo", avalia o médico Gonzalo Vecina, professor da Faculdade de Saúde Pública da USP.

A mesma opinião tem o professor da Faculdade de Saúde Pública da USP Oswaldo Yoshimi Tanaka. "Observamos um aumento nos planos, criado pelo crescimento dos empregos formais e pela ascensão da classe D à C. Da mesma maneira que as pessoas têm desejo de consumir carro e celular, elas querem planos de saúde, que, por sua vez, aumentaram a clientela, mas não a oferta."

Demanda e custo. Um dos principais entraves nesse cenário é a baixa remuneração dos médicos. Situação exemplificada pelo clínico Geraldo (nome fictício), de Sapopemba, na zona leste. Ele conta que o gasto mensal de seu consultório é de R$ 6 mil, e os planos pagam cerca de R$ 45 por consulta - ele precisaria fazer mais de 130 consultas por mês para arcar com os custos. Por uma consulta particular, ele recebe R$ 300.

A baixa remuneração leva médicos a reduzir horários em suas agendas para pacientes de planos - ou até deixar de atendê-los. Como consequência, esses clientes acabam buscando o pronto-socorro, sobrecarregando o sistema com idas desnecessárias aos hospitais.

"Em geral, o paciente que está no pronto-socorro está no meio de uma crise de um problema crônico, como diabete e hipertensão. Ele vai tratar a crise e não o problema real. E vai voltar lá, porque não consegue agendar a consulta. É um círculo vicioso", afirma Vecina.

É o caso da arquiteta Silmara (nome fictício), de 37 anos. No início do mês, ela foi com o marido no pronto-socorro do Hospital Oswaldo Cruz. Marcelo sentia uma forte dor de cabeça havia 5 dias e tentara agendar uma consulta com um neurologista do plano, mas só havia data no fim do mês. "A dor não passava com nenhum remédio. Com medo de que fosse um aneurisma, fomos ao pronto-socorro."

Anteontem, a reportagem visitou cinco prontos-socorros: São Luiz do Itaim-Bibi, São Camilo, Nove de Julho, Santa Catarina e Samaritano. O tempo médio de espera para o primeiro atendimento era de 40 minutos. Mas de acordo com o tipo de medicação necessária, a demora passava de três horas.

Os hospitais disseram que o tempo de espera varia segundo o horário, o dia da semana e a época do ano. No inverno, é comum que a demora seja maior por causa do aumento de casos de problemas respiratórios. Segundo eles, a ordem de atendimento prioriza casos urgentes e não quem chegou primeiro.

Vaquinha. Além da demora no agendamento de consultas, a falta de leitos de internação também tem se tornado uma pedra no sapato dos usuários de planos. Em maio, a microempresária Raquel da Silva Moreira, de 44 anos, teve de pedir R$ 130 mil emprestados ao irmão para internar o filho Gabriel, de três meses, na UTI pediátrica em um hospital de ponta da capital.

O bebê estava com problemas respiratórios e podia morrer. Raquel procurou um pronto-socorro, mas não havia leito disponível. Acionou o convênio e ligou para três hospitais, todos sem vagas. "Havia vaga só no Einstein, mas era preciso depositar R$ 130 mil antecipadamente. Não tinha o dinheiro e envolvi a família." Ela fez uma vaquinha. O bebê foi transferido e ficou três dias internado. O custo total: R$ 21 mil, sem contar os R$ 2 mil da ambulância. A diferença do valor da internação foi devolvida pelo hospital.

O Hospital Albert Einstein informou que o tratamento emergencial ocorreu em outro hospital. "O que foi feito foi uma transferência eletiva." Nesse caso, segundo o hospital, o pagamento parcial antecipado é legal. Raquel vai à Justiça pedir o ressarcimento, já que o plano se recusou a reembolsá-la.

Fonte: http://www.estadao.com.br/noticias/impresso,paciente-de-plano-de-saude-ja-enfrenta-problemas-comuns-na-rede-publica-,1048515,0.htm

Relato de uma médica

Sou médica, mulher, brasileira, do interior e do nordeste, muito prazer,estudei muito, me sacrifiquei durante 6 longos anos, cursando medicina com uma filha recém-nascida, mas conseguí, tornei me medica!!!!
Então eu herdei da presidente do Brasil (NAO ME REPRESENTA) a culpa de toda a corrupção do país. Sim!

Os hospitais públicos estão caindo aos pedaços ( e alguns caindo por inteiro até), saqueados pelo desvio de verba, pelas licitações fraudulentas, pela troca de favores, pelas obras super faturadas que nunca terminam ou nem começaram, pela má administração do dinheiro publico! Hospitais sem elevador, centro cirúrgico, sem banco de sangue, sem estrutura e pessoal de laboratório, sem luva, sem gaze, sem dipirona! sem ambulância, sem raio x, sem tomografia, sem mamografia, sem CTIs, sem ultrasom... Emergências lotadas de pessoas com doenças agudas, doenças graves, com doenças raras, doenças contagiosas, um ao lado do outro! doenças crônicas que poderiam não estar tão graves se os postos de saúdes fossem mais bem equipados e (as equipes melhor remuneradas ) e assim pudesse cobrir a população. Interiores, como os de onde eu sou, inóspitos, sem rodovias de acesso, sem serviço de referencia pra drenar os pacientes, com prefeituras caloteiras. sistema de saúde com enfermeiros trabalhando como zumbis, numa carga horária de escravidão por uma quantia que é desrespeitosa.Ambulâncias sucateadas em uso enquanto outras apodrecem sem atender uma pessoa sequer!

Estudar uma vida inteira, deixar tudo pra me dedicar á vida, nao ter uma lei que me regulamenta, receber uma miséria, não ter horário de almoço ou sono, nem boas condição de trabalho e ainda ter que escutar esse seu pronunciamento???

Eu to cansada senhora presidente! cansada de ver gente gemendo nas filas enormes enquanto esperam a sua vez. Cansada de ver gente morrer porque falta medicação nos hospitais. Cansada de ver idoso esperando ANOS por uma cirurgia. Cansada de ver mulheres darem á luz em corredores. cansada de ver criança esquecida pelo sistema. Cansada de ver gente MORRER pelo descaso, senhora presidente!
A senhora já viu alguém pedir socorro e não pôde ajudar? A senhora já fez massagem cardíaca em criança pra salvar sua vida? A senhora já fez respiração artificial em quantas pessoas porque a energia faltou e o gerador do hospital não funcionou? A senhora, presidenta, já teve alguém morrendo em seus braços?

Então cale a boca senhora presidente! CALE A BOCA!!!

Não me venha falar que a culpa é minha!! Não venha iludir esse povo sofrido que não sabe o que é ser tratado no Sírio Libanês! Não venha falar pro povo que importar médicos de outros países sem o minimo de cuidado resolverá o problema do SUS, porque é MENTIRA! NÃO FALTAM MÉDICOS, falta vergonha na cara da senhora e todo o legislativo que saqueia os impostos do povo para o uso indevido! Que faz copa "pra gringo ver" com o MEU imposto ! Agora não venha me falar que a culpa do SUS a sua ineficiência é por causa do medico e que importação é a solução! Não fale, senhora presidenta, porque a culpa é SUA!
Eu sou medica, brasileira, indignada, explorada, pago impostos (muitos) e estou cansada de ver gente morrer!!! E A CULPA NÃO É MINHA!!!

Nem só de cálcio vive um osso


Nem só de cálcio é composto um osso. Se quer ter ossos fortes:

1) faça atividade física, principalmente na infância e adolescência.

2) Tome sol ou tome Vitamina D em dose personalizada.

3) Consuma cálcio integrado com outros minerais, nunca isolado.

Fala de médicos? Contra números não há argumentos


"Existem hoje no Brasil cerca de 350.000 médicos (1 médico para cada 543 habitantes). Número até por demais, suficiente, ou melhor, excedente, segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS) que aconselha 1 (um) profissional da medicina para cada 1000 (mil) habitantes. E, atualmente, o Brasil forma 16,5 mil médicos por ano em 183 escolas, destas, 79 publicas (48 federais, 24 estaduais e 7 municipais) e 104 privadas."

AGORA VAMOS EXPLICAR...

Faltam hospitais.
Faltam leitos.
Faltam medicamentos.
Faltam fios de sutura, bisturis, condições básicas de higiene. Roupas para os profissionais nos centros cirúrgicos.
Os pacientes ficam em uma enorme fila de espera, para conseguirem atendimento, cirurgias, transplantes, exames. No enorme fila, leia-se até anos, ok?! ANOS com dor, incômodo, perda de funcionalidade, risco de morrer, limitações.
E aí, vem a nossa "Presidenta" nos dizer que esse cenário perfeito e ideal de trabalho que ela nos dá, só não está melhor porque nos faltam 6.000 médicos NÃO APROVADOS na prova de revalidação de diploma do Brasil, para mandá-los ao interior.
Te pergunto...vivemos em centros urbanos, desenvolvidos, ricos, auto sustentáveis e não temos as condiçoes básicas de trabalho/atendimento em 90% dos hospitais do SUS; lá no interior, onde não tem nem estrada, onde as pessoas vivem em situações precárias, têm essas condições?! A resposta é óbvia.
NÃO.
Então, de verdade, não importa se o médico é brasileiro, cubano, francês, dinamarquês. Não importa se é um gênio que ganhou o Nobel de medicina, ELE NÃO VAI FAZER NADA. Vai ser mais um frustrado vendo seus pacientes morrerem por muito pouco e não vão conseguir fazer nada. Para um médico não tem nada pior que a sensação de impotência diante de um paciente pelo qual ele nada pode fazer.

E não se iludam.
Quando eles vierem, quando começarem q trabalhar e sentir na pele a furada em que se meteram, alguma matéria comprada pelo governo será feita, mostrando o quanto foi uma idéia maravilhosa, e o quanto o povo é grato.
Só espero que vocês não esqueçam de ser críticos e percebam a "pegadinha"...é claro que vão ser gratos, agora pelo menos alguém segura a mão deles. Mas eu duvido que os médicos estejam satisfeitos com as suas rotinas.

Parafraseando meu amigo Caio Bartholo:
"Dilma, com todo o respeito, vá prá Cuba que te pariu. Quero ver você e essa corja de ladrões se tratando pelo SUS numa região do interior com um médico cubano."


Aliás, nem precisa de tanto não, vem aqui pras filas do Rio de Janeiro mesmo, e senta no chão pra esperar a consulta, faça uso do remédio que nós temos, ao invés de usar o ideal, tenha várias sequelas pós AVC pela falta de TC e medicamentos, fique sem ter sua sutura feita pela falta de fios e melhor, continue com o seu câncer porque tem uma FILA ENORME pra ser operada antes de você.

Essa cena pra mim já seria o suficiente.

Amigos não médicos, por favor, não fechem os olhos pra isso.
Nos ajudem nas nossas reivindicações, deem apoio ao nosso movimento e mais importante, lembrem-se desses absurdos nas eleições.


A NEGLIGÊNCIA É DO GOVERNO E NÃO DO MÉDICO!!

Os "cubanos" que virão trabalhar no Brasil, já falam português

Leiam a ata da reunião do ministro traíra Padilha com os petistas cubanos e vejam a real finalidade de se trazer cubanos. Como já era de se esperar, não são apenas médicos cubanos e sim BRASILEIROS que foram incapazes de passar no vestibular aqui e foram pra Cuba cursar medicina. Posteriormente esses seres não conseguiram passar na prova de revalidação do diploma, por não terem capacitação suficiente. Inúmeros filhos de políticos brasileiros estão nessa leva de brasileiros que foram estudar em Cuba.


Foto da reunião que aconteceu no dia 26/06/2013 entre Padilha e os companheiros petistas Cubanos. A Ata da reunião deixa bem claro porque o caráter "emergencial" da importação de médicos.
Antes esses interesses ficavam velados, mas agora os verdadeiros interessados já começaram a mostrar as caras.

Leiam a Ata da reunião entre Padilha e a Associação Médica Nacional Maira Fachini

Apesar do horário da reunião ser convergente com o do jogo Brasil e Uruguai (Semifinal da Copa das Confederações, ocasião que Brasília parou literalmente), a reunião foi garantida pelo ministro sem qualquer prejuízo.

Envio um breve relato acerca dos pontos tratados durante a reunião:
Contextualização e Conjuntura da Revalidação Médica no Brasil e na atual gestão do Ministro Padilha: Avanços, Retrocessos, Desafios e Perspectivas.

O papel e a importância da AMN MF na construção das propostas e de conquistas vitoriosas para politica de revalidação médica no país como exemplo citaram as resoluções da XIV Conferencia Nacional de Saúde, e as experiências exitosas que possibilitaram a revalidação de centenas de médicos formados no exterior as quais precisam ser amplamente divulgadas para a sociedade brasileira.

Relação entre a AMN MF e Ministério da Saúde, principalmente com a área responsável de conduzir a politica de revalidação SEGETS, onde fizemos criticas construtivas contundentes e sugestões para seu melhoramento.

Apresentação de item por item e entrega da pauta da AMN MF ao ministro. (Detalhamento esta no manifesto da marcha).

Discorremos sobre a medida anunciada pela presidenta Dilma a respeito da importação de médicos. Colocamos claramente a necessidade de se trabalhar em duas frentes: Uma que já está em curso, que é a autorização especial provisória para o exercício profissional na atenção básica no interior do país e na periferia das grandes cidades por profissionais médicos estrangeiros ou brasileiros graduados no exterior em países que cumpram com o critério da Organização Mundial da Saúde que versa sobre a cooperação internacional em saúde.

A outra frente fundamental é não perder de vista o foco na politica estruturante, que é a do reconhecimento definitivo dos diplomas médicos no país, pois para consolidar conquistas nesta politica é necessário avançar na garantia de um processo de revalidação justo, isonômico, calibrado com a realidade de conhecimentos de um medico generalista recém-graduado no Brasil, amparado integralmente nas normativas da LDB e Resoluções do CNE que apontam para um processo de revalidação mais amplo com garantias de pareceres e direito à complementação.

Encaminhamentos Imediatos:
Conquistamos do ministro a garantia de que todos os médicos brasileiros formados em Cuba ou que tenham concluído seu curso no exterior, após devidamente registrados como profissionais de saúde no país de origem do titulo, desde que esse país cumpra com os critérios estabelecidos pela OMS que condiciona esta politica, poderão fazer parte do programa de importação de médicos do governo brasileiro denominado mais médicos.

Envio das considerações e propostas da AMN MF sobre o provimento, fixação de médicos no interior e periferias das grandes cidades do Brasil.

Gravações de vídeo-entrevistas do ministério da saúde com alguns médicos brasileiros graduados na ELAM já revalidados, sobre a inserção dos mesmos e o trabalho desenvolvido no SUS.

Necessidade da AMN MF mobilizar a sociedade civil e o conjunto da forças do campo democrático popular para defender e pressionar o congresso para aprovação da medida.(Já iniciamos esse trabalho em nível nacional o qual precisa ser ampliado nos estados)
At,
Wesley Caçador Soares.

Sim à regulamentação da medicina: esclarecendo o Ato Médico


Por Fernando Carbonieri
Para tentar elucidar as desinformações publicadas amplamente, o Academia Médica resolveu comentar cada um dos artigos, tópicos e parágrafos da Lei do Ato Médico. A falta do conhecimento deste texto por parte dos médicos, dos estudantes de medicina e pela maior parte dos demais profissionais de saúde gerou desconfianças e falácias amplamente difundidas. Dei-me o trabalho de comentar os artigos fundamentais e aqueles que são tido como mais polêmicos.
Gostaria de contar com sua colaboração para acrescentar nos comentários suas impressões para elucidarmos cada vez melhor o assunto.
Esse texto é fruto de 11 anos de trabalho dos nossos legisladores. Foram feitas inúmeras consultas públicas, passou por todas as comissões do Senado, onde todos os Conselhos de classe dos profissionais de saúde foram ouvidos, e finalmente, foi aprovado na casa.

Leia abaixo os 7 artigos do ATO MÉDICO. Comente conosco sobre suas impressões sobre o assunto.

REDAÇÃO FINAL DO SUBSTITUTIVO DA CÂMARA DOS DEPUTADOS AO PROJETO DE LEI Nº 7.703-C DE 2006 DO SENADO FEDERAL (PLS Nº 268/2002 na Casa de origem) Substitutivo da Câmara dos Deputados ao Projeto de Lei nº 7.703-B de 2006 do Senado Federal (PLS nº 268/2002 na Casa de origem), que dispõe sobre o exercício da Medicina.
Dê-se ao projeto a seguinte redação: Dispõe sobre o exercício da Medicina. O CONGRESSO NACIONAL decreta:
Art. 1º O exercício da Medicina é regido pelas disposições desta Lei.
Art. 2º O objeto da atuação do médico é a saúde do ser humano e das coletividades humanas, em benefício da qual deverá agir com o máximo de zelo, com o melhor de sua capacidade profissional e sem discriminação de qualquer natureza.
  • Parágrafo único. O médico desenvolverá suas ações profissionais no campo da atenção à saúde para:
  • I – a promoção, a proteção e a recuperação da saúde;
  • II – a prevenção, o diagnóstico e o tratamento das doenças;
  • III – a reabilitação dos enfermos e portadores de deficiências.
Art. 3º O médico integrante da equipe de saúde que assiste o indivíduo ou a coletividade atuará em mútua colaboração com os demais profissionais de saúde que a compõem.
COMENTÁRIO–> Este artigo explicita o caráter multidisciplinar da atenção a saúde. Aqui vemos a responsabilidade compartilhada no atendimento. Entende-se por responsabilidade compartilhada as ações profissionais que se somam para um objetivo comum, que é a melhora da doença ou promoção da saúde e da qualidade de vida para o indivíduo atendido. O artigo não dispõe sobre chefia de equipe ou outra forma de superlativar a medicina a outras profissões.
Art. 4º São atividades privativas do médico:
I – formulação do diagnóstico nosológico e respectiva prescrição terapêutica;
COMENTÁRIO–> Formulação de diagnóstico nosológico consiste em raciocínio clínico que através da identificação de sinais e sintomas ( não é privativo do médico ao médico identificar sinais e sintomas) o médico formula a hipótese para a doença mais provável e seus respectivos diagnósticos diferenciais, que serão testados ( exames complementares ) de acordo e comprovados ou refutados.
II – indicação e execução da intervenção cirúrgica e prescrição dos cuidados médicos pré e pós-operatórios;
 COMENTÁRIO–> não há outro profissional apto a indicar e performar cirurgias
III – indicação da execução e execução de procedimentos invasivos, sejam diagnósticos, terapêuticos ou estéticos, incluindo os acessos vasculares profundos, as biópsias e as endoscopias;
COMENTÁRIO–> Todos os exames invasivos possuem complicações comprovadas na literatura. Cabe ao médico explicar as possíveis complicações e também a perícia para agir adequadamente perante a esse novo evento.
IV – intubação traqueal;
COMENTÁRIO–>Como no paragrafo acima, é um procedimento invasivo que requer ações específicas em caso de complicações
V – coordenação da estratégia ventilatória inicial para a ventilação mecânica invasiva, bem como as mudanças necessárias diante das intercorrências clínicas, e do programa de interrupção da ventilação mecânica invasiva, incluindo a desintubação traqueal;
COMENTÁRIO–> Cabe ao médico indicar (diminuir sedação) ou não o desmame de um respirador, porém é prudente a consulta ao fisioterapeuta (cabe também ao fisioterapeuta intensivista o acompanhamento e avaliação dos sinais e sintomas que avaliam o sucesso do desmame) para a melhor evolução deste momento que muitas vezes evolui sem sucesso. Falo muitas vezes não por falta de capacidade técnica, falo pelo simples fato de que nenhum paciente é igual ao outro, por consequência, podem evoluir de forma diferente a uma mesma conduta para o mesmo caso.
VI – execução da sedação profunda, bloqueios anestésicos e anestesia geral;
COMENTÁRIO–> O controle dos parâmetros e diagnóstico (não falo apenas da identificação de sinais e sintomas) dos eventos agudos decorrentes de uma anestesia não pode ser de capacidade de outro profissional
VII – emissão de laudo dos exames endoscópios e de imagem, dos procedimentos diagnósticos invasivos;
COMENTÁRIO–>Não é prudente profissionais que não médicos deem diagnósticos de exames de imagem. O laudo depende não apenas da qualidade do exame, mas principalmente do conhecimento semiológico das doenças, (sinais, sintomas, evolução e possíveis complicações, assim como resolutividade)
VIII – emissão dos diagnósticos anatomopatológicos e citopatológicos;
COMENTÁRIO–> Como já explicitado, um diagnóstico só pode ser formulado a partir do conhecimento da clínica do paciente. Sem a clínica, o profissional apenas fornece as características da lâmina, sem a sugestão do diagnóstico nosológico.  O fato de médicos terem historicamente “terceirizado” a farmacêuticos/bioquimicos/biomédicos a leitura dessas lâminas (que podem fazer muito bem, diga-se de passagem…) não os torna capazes de sugerir um provável diagnóstico da doença. Favor ler parágrafo 5º para verificar como é permitido essa ação tanto para médicos quanto para os outros profissionais já citados.
IX – indicação do uso de órteses e próteses, exceto as órteses de uso temporário;
COMENTÁRIO–> a indicação é do médico, porém a adaptação e ajustes é inerente a fisioterapêutas e terapêutas ocupacionais
X – prescrição de órteses e próteses oftalmológicas;
XI – determinação do prognóstico relativo ao diagnóstico nosológico;
COMENTÁRIO–> Há algum outro profissional que possa dizer que seu filho jamais voltará a falar novamente ou que o o curso da doença da sua mãe é ruim pois a maioria das pessoas com aquele diagnóstico morre em menos de 1 ano? Acho que não!
XII – indicação de internação e alta médica nos serviços de atenção à saúde;
XIII – realização de perícia médica e exames médico-legais, excetuados os exames laboratoriais de análises clínicas, toxicológicas, genéticas e de biologia molecular;
XIV – atestação médica de condições de saúde, doenças e possíveis sequelas;
XV – atestação do óbito, exceto em casos de morte natural em localidade em que não haja médico.
§ 1º Diagnóstico nosológico é a determinação da doença que acomete o ser humano, aqui definida como interrupção, cessação ou distúrbio da função do corpo, sistema ou órgão, caracterizada por, no mínimo, 2 (dois) dos seguintes critérios:
 I – agente etiológico reconhecido; 
II – grupo identificável de sinais ou sintomas; 
III – alterações anatômicas ou psicopatológicas.
§ 2º Não são privativos dos médicos os diagnósticos psicológico, nutricional e socioambiental e as avaliações comportamental e das capacidades mental, sensorial e perceptocognitiva e psicomotora.
COMENTÁRIO–> Esse parágrafo mantém todas as atividades inerentes as outras profissões de saúde já regulamentadas
§ 3º As doenças, para os efeitos desta Lei, encontram-se referenciadas na versão atualizada da Classificação Estatística Internacional de Doenças e Problemas Relacionados à Saúde.
§ 4º Procedimentos invasivos, para os efeitos desta Lei, são os caracterizados por quaisquer das seguintes situa- ções: 
I – invasão da epiderme e derme com o uso de produtos químicos ou abrasivos;
II – invasão da pele atingindo o tecido subcutâneo para injeção, sucção, punção, insuflação, drenagem, instilação ou enxertia, com ou sem o uso de agentes químicos ou físicos; 
III – invasão dos orifícios naturais do corpo, atingindo órgãos internos.
COMENTÁRIO-> Favor ler parágrafo 5º

§ 5º Excetuam-se do rol de atividades privativas do médico:
I – aplicação de injeções subcutâneas, intradérmicas, intramusculares e intravenosas, de acordo com a prescrição médica; 
II – cateterização nasofaringeana, orotraqueal, esofágica, gástrica, enteral, anal, vesical e venosa periférica, de acordo com a prescrição médica;
 III – aspiração nasofaringeana ou orotraqueal; 
IV – punções venosa e arterial periféricas, de acordo com a prescrição médica; 
V – realização de curativo com desbridamento até o limite do tecido subcutâneo, sem a necessidade de tratamento cirúrgico; 
VI – atendimento à pessoa sob risco de morte iminente; 
VII – a realização dos exames citopatológicos e seus respectivos laudos; 
VIII – a coleta de material biológico para realização de análises clínico-laboratoriais;
IX – os procedimentos realizados através de orifícios naturais em estruturas anatômicas visando a recuperação físico-funcional e não comprometendo a estrutura celular e tecidual.
Neste parágrafo são mantidas as atribuições clássicas das profissões envolvidas. Além das clássicas, vale ressaltar que tudo o que ja foi regulamentado pelos outros ATOS dos PROFISSIONAIS DE SAÚDE continuam em vigor Enfermeiros poderão diagnosticar infecção em feridas, indicar o melhor curativo, debridar feridas até o limite Derme/Subcutâneo. Farmacêuticos continuam autorizados a aplicar injeções, manipular medicamentos, dispensar e a analisar EXAMES CITOPATOLÓGICOS
§ 6º O disposto neste artigo não se aplica ao exercício da Odontologia, no âmbito de sua área de atuação.
§ 7º São resguardadas as competências específicas das profissões de assistente social, biólogo, biomédico, enfermeiro, farmacêutico, fisioterapeuta, fonoaudiólogo, nutricionista, profissional de educação física, psicólogo, terapeuta ocupacional e técnico e tecnólogo de radiologia e outras profissões correlatas que vierem a ser regulamentadas.
COMENTÁRIO–> Parágrafo importante que mostra que esse PL não legisla as outras profissões
§ 8º Punção, para os fins desta Lei, refere-se aos procedimentos invasivos diagnósticos e terapêuticos.
Art. 5º São privativos de médico:
I – direção e chefia de serviços médicos;
COMENTÁRIO–>serviços e não instituições de saúde (Ex apenas um médico pode ser diretor do serviço de cardiologia de um hospital, mas não é necessário que um médico seja diretor geral de um hospital
II – perícia e auditoria médicas, coordenação e supervisão vinculadas, de forma imediata e direta, às atividades privativas de médico;
COMENTÁRIO–> Isso é chamado em todo o mundo de “controle pelos pares”
III – ensino de disciplinas especificamente médicas;
COMENTÁRIO–> As matérias clínicas devem ser ensinada por médicos, porém as matérias básicas (anatomia, fisiologia, farmacologia…) podem ser ensinadas por outros profissionais

IV – coordenação dos cursos de graduação em Medicina, dos programas de residência médica e dos cursos de pós-graduação específicos para médicos. Parágrafo único. A direção administrativa de serviços de saúde não constitui função privativa de médico.
COMENTÁRIO–> reitera o comentário feito sobre o tópico I deste artigo
Art. 6º A denominação de médico é privativa dos graduados em cursos superiores de Medicina, e o exercício da profissão, dos inscritos no Conselho Regional de Medicina com jurisdição na respectiva unidade da Federação.
COMENTÁRIO–> Médico e não doutor, sendo este último um pronome de tratamento facultativo ao se referir ao profissional de saúde.
Art. 7º Compreende-se entre as competências do Conselho Federal de Medicina editar normas para definir o caráter experimental de procedimentos em Medicina, autorizando ou vedando a sua prática pelos médicos. Parágrafo único. A competência fiscalizadora dos Conselhos Regionais de Medicina abrange a fiscalização e o controle dos procedimentos especificados no caput, bem como a aplicação das sanções pertinentes, em caso de inobservância das normas determinadas pelo Conselho Federal.
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Após ler todo o projeto, surpreende a mobilização dos demais profissionais de saúde que clamam por um veto presidencial. Vetar qualquer um dos artigos é um retrocesso tanto no estabelecimento e regulamentação da mais antiga das profissões de saúde quanto na saúde da população. Profissionais de saúde que trabalham juntos apenas resultam em maior qualidade de atendimento à população. Este é o foco que une, ou deveria unir, todos os profissionais que tem como fim o bem estar de seus pacientes!