segunda-feira, 10 de junho de 2013

Não compre gato por lebre: 10 dicas na hora de escolher um ômega 3



Às vezes meus amigos ou pacientes me contam que compraram um ômega 3, pois fulano disse que é ótimo pra isso ou aquilo. Sim, ômega 3 é ótimo, mas quando prescrito por um médico habilitado ou nutricionista funcional. E na maioria ds vezes gastam dinheiro a toa, comprando óleos de péssima procedência.

São inúmeras as variáveis que interferem na qualidade do óleo, portanto, abaixo cito algumas dessas variáveis, que 99,9% da população leiga desconhece e que pelo menos todos os prescritores de ômega 3 deveriam ter obrigação de saber.

1º - Observe o conteúdo de EPA e DHA por cápsula. Os melhores possuem no rótulo a descrição
da quantidade de EPA e DHA. Somente o “Ômega 3 farmacológico” é capaz de combater doenças crônicas e prevenir o que os cientistas chamam de Inflamação Silenciosa, sendo portanto o tipo de suplemento utilizado nos estudos clínicos que validam a eficácia da suplementação com ômega 3. Sua pureza e concentração tornam possível o uso de “altas doses” indicadas em certas doenças, sem o risco de efeitos colaterais como acontece com produtos similares. Existem muitos Ômega 3 disponíveis no mercado que não atingem a concentração de EPA e DH, sendo assim muitas vezes não correspondem aos critérios de qualidade e eficácia que se esperam deles.

2º - Cheque a proporção de EPA e Ácido Araquidônico (ômega 6). Uma relação de 20% de EPA pra 1% de Ácido araquidônico.

3º -  Identifique a estrutura do óleo (éster etílico ou triglicerídeos), no rótulo deverá falar qual a forma de ômega 3 alí contido.

4º -  Verifique se é isento de contaminantes ambientais: PCBs, mercúrio e dioxinas (geralmente
os bons produtos informam isso de forma bem destacada na embalagem):
  • Concentração de PCB's < 30 ppb/g
  • Concentração de Mercúrio < 10 ppb/g
  • Concentração de dioxinas < 1 ppt
  • Nível de oxidação Total ( TOTOX ) < 13 meq/l

5º - Verifique se é extraído por destilação biomolecular ou ultra-filtrado: o que garante isenção de
poluentes ambientais.

6º -  Verifique se ele é considerado "Enteric Coated". Os assim denominados tem melhor absorção e dão menos gosto de peixe na boca após o consumo.

7º - Os óleos mais baratos na maioria das vezes não atendem a esses pré-requisitos. Porém, o barato sai caro. Uma das coisas mais importantes é que você calcule o preço em relação à concentração de EPA e DHA. O que você deveria estar pagando é pelo EPA e DHA. Os óleos de peixe mais baratos têm baixas concentrações de EPA e DHA, e por isso, você pode na verdade estar pagando mais caro por um produto sem qualidade.

8º - Ômega 3 que de boa qualidade sempre terá Vitamina E na cápsula, pra agir como antioxidante.

9º - 60 doses de um bom ômega 3 (no Brasil) não sai por menos de 50 reais. Desconfio se encontrar mais barato.

Portanto fica a dica: não use ômega 3 sem supervisão de médico ou nutricionista funcional, você (e seu bolso) podem se dar mal, afinal, ele não é isente de efeito colateral.

Fontes:

2 comentários:

  1. Olá, Dr. Frederico!
    Qual a fonte sobre o teste de congelar o ômega 3? Pergunto, pois li a publicação de um biólogo que ri de tal teste.

    Omega 3 no congelador?
    Publicado em fevereiro 7, 2011 por vitafor
    Bruno Zylbergeld / Biólogo
    Comitê Científico Vitafor Nutrientes – CCVN.

    Omega 3 no congelador?

    Bruno Zylbergeld / Biólogo
    Comitê Científico Vitafor Nutrientes – CCVN.

    Ultimamente se tem especulado sobre a qualidade dos óleos ricos em omega 3 e uma possível forma caseira de avaliação. Bastaria colocar a cápsula gelatinosa no congelador, aguardar e verificar se ocorreu o congelamento ou a gelificação. Caso isso ocorra o produto seria de baixa qualidade ou de qualidade inferior ao produto que não solidificasse.
    A justificativa para esse mirabolante método seria a seguinte:
    Peixes ricos em omega 3 vivem em temperaturas extremamente frias, próximas a – 20 °C (temperatura média de um congelador caseiro). Primeiramente não existe água em estado líquido a menos de 0 °C no planeta terra, ou seja,
    um peixe para sobreviver a essa temperatura teria que tomar muito termogênico e anabolizante
    adquirindo extrema força e aquecimento interno para derreter o gelo, dificultando também sua pesca, possível apenas com navio quebra-gelo. Até encontramos água em estado liquido abaixo de 0
    °C em algumas luas de Júpiter, mas o frete para importarmos o Omega 3 de lá seria inviável. Pura fantasia.Segundo, a grande maioria dos óleos, quando expostos a temperaturas baixas gelificam ou congelam, independentemente da qualidade, com exceção daqueles tratados com glicerol ou outras substâncias crioprotetoras, o que de forma alguma implicaria na qualidade final do produto.

    Aline.

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  2. Se entendi o texto, o Dr. Frederico não diz nada sobre o "teste do congelamento".

    Sou leigo no assunto. Contudo, sabemos da mecânica dos fluidos que a água congela a 0°C na pressão ao nivel do mar. E, a +4°C, a água se expande. Porisso se explica que nas regiões frias forma-se uma camada de gelo na superfície dos lagos e rios permitindo que os peixes sobrevivam nadando a 4°C abaixo do gelo que está a 0°C ou menos que isso. Logo, questiono a validade do teste do congelamento (temperaturas no congelador vão a valores menores ou iguais a 0°C) do ômega 3, sabendo que o próprio peixe vive até +4°C. Abaixo de 4°C o peixe morre e congela e o que tiver dentro dele também.

    A termodinâmica também ensina, não há água na fase liquida abaixo de aproximadamente 0°C na pressão atmosférica ao nível do mar. Abaixo disto, só encontramos água na fase sólida (gêlo).

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