sábado, 22 de junho de 2013

As razões da greve geral dos médicos


Ontem, às 21:00 a presidente do Brasil fez um pronunciamento oficial comentando os manifestos e dentre as medidas emergenciais para melhoria dos serviços públicos oferecidos está: "A contratação imediata de médicos estrangeiros". Em maio o ministro da saúde Alexandre Padilha já havia postulado essa idéia, desde então médicos de todo o país, incluindo as entidades representativas, manifestaram-se e se posicionaram contra. Mas por que somos contra a vinda de tais médicos? 
  • Primeiro motivo: Existem médicos suficientes no Brasil: O Brasil é um dos países do mundo com maior número de escolas médicas e atualmente o Brasil forma 16,5 mil médicos por ano em 200 escolas, destas 79 publicas (48 federais, 24 estaduais e 7 municipais) e 121 privadas. Então fica a pergunta, o nosso país tem número insuficiente de médicos?  Não, já que somos quase 350.000 médicos (1 médico para cada 543 habitantes).  Número até por demais, suficiente, ou melhor, excedente segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS) que aconselha 1 (um) profissional da medicina para cada 1000 (mil) habitantes. Segundo o último censo do Conselho Federal de Medicina (CFM): o que na verdade ocorre é uma baixa interiorização desses médicos, conclusão, uma má distribuição em todo território nacional. O Governo deveria antes se perguntar (óbvio que sabem) o porquê dos médicos não quererem ir pro SUS e indo mais além, o porquê dessa aversão à interiorização. 
  • Segundo motivo: Médicos em sua maioria desqualificados. No Brasil assim como em qualquer país do planeta, caso um médico estrangeiro tenha interesse em trabalhar ali, faz-se necessário a revalidação do diploma. Cada país tem suas regras e no Brasil não seria diferente. Aqui temos o Exame Nacional de Revalidação de Diplomas Médicos Expedidos por Instituições Estrangeiras (Revalida), um programa do ministério da educação, composto por prova teórica, prova prática, análise da grade curricular e adaptação à grade brasileira. O problema é que a maioria dos médicos oriundos da Bolívia e Cuba são reprovados quando submetidos ao Revalida. Dos 884 candidatos inscritos para a edição de 2012 do , apenas 77 terão o direito de exercer a medicina no Brasil. Segundo dados do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais (Inep), o percentual de aprovação de 8,71%, é inferior ao verificado na primeira edição do exame, em 2011, quando 9,60% dos candidatos conseguiram a revalidação. Razões para a altíssima reprovação? A baixa qualidade do ensino nas universidades bolivianas e cubanas. Segundo o presidente do Conselho Regional de Medicina de São Paulo, Dr. Azevedo Júnior, "o Revalida não é uma prova excessivamente rigorosa, como afirmam alguns críticos da proposta". Para o presidente do Cremesp, o desempenho ruim é fruto da má qualidade do ensino em países como a Bolívia e Cuba. "O ensino na Bolívia é uma tragédia, não tem aula prática, só teoria, não tem professor suficiente para a enorme quantidade de alunos. Em Cuba também é complicado, primeiro porque a seleção é meio esquisita, parece que pela indicação de políticos. Segundo, a formação é bem diferente da nossa". 
  • Terceiro motivo: Por que apenas cubanos? Por que não de outros países? Essa dúvida será em partes respondida com um artigo copiado logo ao final do texto. Mas de antemão deixo claro que na verdade existe uma estratégia política por trás dessa importação, não é benevolência do governo. A popularidade da presidenta está despencando e o setor pior avaliado é a saúde. Solução encontrada por ela e pelo ministro da saúde: Importar "pseudo-médicos" e colocá-los em rincões do país. Foi assim na Venezuela e assim será no Brasil. Médicos missionários fazendo lavagem cerebral na população. Com a finalidades obscuras. Quem sabe plantando a semente comunista na população? Quem sabe preparando o governo para um golpe comunista ? Pode soar como teoria da conspiração, mas assim foi na Venezuela. Primeiro médicos e posteriormente outros profissionais, todos missionários do governo cubano. Nota recentemente divulgada, mostrou que Cuba prevê aumentar sua exportação de médicos, principal fonte de divisas, cobrando por seus serviços aos países que podem pagar. Em maio de 2013, Cuba registrava 38.868 trabalhadores do setor no exterior, entre eles 15.407 médicos, segundo Yiliam Jiménez, diretora da Unidade Central de Cooperação Médica. "A exportação de serviços se tornou a principal fonte de ingressos em divisas para o país e tem grande potencial para continuar a crescer", afirma o ministro do Comércio Exterior, Rodrigo Malmierca. Milhares de médicos cubanos estão presentes em 66 países, aos quais poderiam se somar mais 9.000 profissionais que o Brasil pretende contratar para suprir "seu déficit". A exportação de serviços - principalmente da saúde, mas também da educação e esporte - arrecada 6 bilhões de dólares ao ano, acima do turismo e dos impostos familiares (2,5 bilhões) e das vendas de níquel (1,1 bilhão). Entre os 26 países que pagam, o principal é a Venezuela e com esses recursos "compensamos os gastos em outras nações" e uma parte se destina a "melhorar a qualidade dos serviços de saúde e as condições de trabalho dos profissionais do setor", segundo Morales. Do total pago pelos 26 países, a maior parte vai para o Estado cubano, que destina parte ao salário e subsídios do profissional. O governo não informa o quanto os médicos cubanos recebem em uma missão, mas o valor seria superior ao recebido na ilha, onde o salário oscila entre 25 e 41 dólares mensais. A Venezuela paga pelo serviço de 30.000 médicos, paramédicos e outros profissionais. Além disso, fornece 100.000 barris de petróleo por dia em condições preferenciais (parte é pago em longo prazo com juros baixos). Este intercâmbio bilateral começou há uma década e contribuiu para a saída da ilha da crise econômica dos anos 90. Ou seja, o Brasil contratará médicos formados em Cuba (a maioria BRASILEIROS que estão lá ou já formaram, porém não conseguiram convalidar o diploma), pagará um salário irrisório para eles e o restante será pago para a ilha de Fidel. Ou seja, financiará um outro país com o dinheiro dos nossos impostos, ao invés de utilizar a nossa mão-de-obra. 

  • Quarto motivo: Saúde não se faz apenas com médicos. É uma afronta a todos os profissionais da área da saúde, afirmar que a saúde não vai bem porque faltam médicos. Na verdade não falta apenas médicos, falta enfermeiro, nutricionistas, psicólogos, fisioterapeutas, educadores físicos. Ou seja, falta mão-de-obra e o governo não contrata, muito menos cria planos de carreira para a interiorização dos profissionais. Se faltasse apenas mão-de-obra o problema seria fácil de ser solucionado. Mas falta principalmente infra-estrutura para esses profissionais atuarem. Temos leitos de internação suficientes? Não. Utilizamos corredores para colocar os pacientes. Temos leitos de UTI suficientes? Não. Temos seringas, agulhas, gases, instrumentais cirúrgicos, máscaras, medicamentos, exames, especialistas? NÃO ! Mas para o governo é muito mais fácil enganar a população, colocando a "falta de médicos" como o problema base. Segundo o Projeto de Lei Orçamentária de 2013 a saúde receberá R$ 79,3 bilhões (10,7% mais do que em 2012), mas o que se vê a saúde indo de mal a pior, em todas as esferas, federal, estadual e municipal. Obviamente se vai mal é porque falta investimento, falta verba para a contratação de profissionais. O governo gastará em média R$ 25 mil reais com cada médico formada em Cuba. Desses 25 mil, 8 mil é o valor pago pra eles, porém fala-se que menos de 30% irá pro bolso do médico, o restante será enviado como pagamento à ilha de Fidel. Mas não são 25 mil? O restante será para custear moradia, alimentação, cursos. Enquanto isso nossos residentes recebem cerca de R$ 2.300,00.

Portanto, no dia 3 de junho os médicos que atendem no SUS VÃO PARAR, isso inclui residentes, preceptores e até mesmo estudantes ! Não temos preconceito com os médicos formados no exterior, podem vir para nosso país, desde que sejam aprovados no Revalida. A questão não é reserva de mercado, a questão é qualificação. É expor a população a riscos. A questão não é falta de profissionais. É falta de gestão em saúde.


Dr. Frederico Lobo
Médico
CRM-GO 13192 e CRM-DF 18620


Abaixo um artigo esclarecendo melhor como é a situação em Cuba e quais as reais intenções dos governos latino-americanos que "importam" tais profissionais missionários.

Contratação dos médicos cubanos: o que há por trás disso?

A propósito do burburinho que se formou a respeito da contratação de 6.000 médicos cubanos pelo Governo brasileiro, quero tecer alguns comentários e informar algumas coisas que me foram reveladas por um médico cubano, amigo meu de longa data. Por questão de segurança, pois ele ainda tem familiares vivendo na ilha-cárcere como “refém”, passo a chamá-lo de “Ernesto”.

Ernesto formou-se em 1984 numa faculdade de medicina de Havana. Naquela época ainda não existia a Escola Latino-Americana de Medicina (ELAM), que só foi fundada em 1999 e hoje produz médicos em série, como numa fábrica. Conta-me ele que em seu tempo o curso era em 6 anos, como aqui, mas que todos os formandos se graduavam como “médico da família” e quem quisesse se especializar em outro ramo da medicina teria que cursar mais 3 anos na especialidade escolhida. Desses 6 anos, desde o primeiro até o terceiro ano constava no currículo o estudo do marxismo-leninismo, como materialismo dialético, materialismo histórico e ainda história do movimento operário cubano e da “revolução de Fidel”. Essa escola, entretanto, e apesar do ódio visceral aos norte-americanos, seguia o currículo e a bibliografia da Escola Norte-Americana de Medicina, pois Fidel seguia as política e ideologia da extinta URSS mas sabia que a medicina mais avançada era a ianque.

Quando já havia cumprido sua especialização em gastroenterologia (3 anos), Ernesto decide sair de Cuba a qualquer preço, quando uma amiga lhe fala que estavam enviando médicos para outros países. Não era condição sine qua non, mas davam preferência àqueles que fossem filiados ao Partido Comunista. Ele recebeu uma proposta de filiação e, por incentivo da família, como uma maneira de escapar da ilha, filia-se e é enviado para trabalhar em Pernambuco (PE) em 1997, num convênio firmado entre o Ministério da Saúde do governo de FHC e Cuba, o “programa médico de saúde da família”. A seleção foi feita em Miramar, num organismo estatal chamado “Colaboração Internacional” que tem vários departamentos: Departamento África, Departamento Caribe, Departamento América Latina, etc., e durante a entrevista foi-lhe dito que teria que, “nas horas vagas”, trabalhar como “comissário político”, ao qual ele recusou-se.

Durante sua permanência em PE, ele foi alocado na prefeitura de uma cidade do interior, recebendo uma casa para morar com mais outras pessoas e uma empregada, alimentação e o salário de R$ 700,00. O governo federal pagava à Embaixada de Cuba por cada médico a importância de R$ 3.000,00, que repassava à prefeitura a parte correspondente a cada médico, ficando com um lucro de mais de 100%.

Com a criação do programa “Barrio Adentro”, criado por Chávez e Fidel Castro em 2002, conta-me Ernesto que o curso de medicina da ELAN sofreu um processo de “aceleração” e agora forma-se um médico em “Medicina familiar-comunitária” em 5 anos, quer dizer, em apenas dois anos, uma vez que os outros 3 são de doutrinação ideológica porque o objetivo não é formar médicos e sim “comissários políticos”. E as provas disto abundam, conforme pode-se ver nos vídeos que seguem.

Neste primeiro vídeo, vários estudantes brasileiros da ELAN dão seus depoimentos sobre sua experiência de estudar em Cuba. Desde 1999 o PT e Cuba, seu sócio no Foro de São Paulo (FSP), firmaram o primeiro convênio para enviar estudantes brasileiros para estudar na recém-inaugurada ELAM - talvez até tenha sido uma concepção do próprio FSP - como bolsistas, cujo edital de seleção todo ano é publicado pelo site do PT, conforme pode-se ler aqui. Para concorrer a uma dessas bolsas é condição indispensável ser filiado ao PT ou ao MST, conforme comprovam o edital e o vídeo.


Nestes depoimentos, todos os estudantes afirmam ser militantes do braço armado do PT, o MST, e a última a dar seu depoimento confirma o que me informou Ernesto mais acima. Diz a estudante esta pérola: “Espero voltar para meu país e implantar esta semente revolucionária que estou vivenciando aqui e que está me nutrindo”. Esse vídeo não quer carregar, então, assistam-no aqui.

No vídeo seguinte temos uma explicação sucinta do ex-espião cubano Uberto Mario, sobre como começou o programa “Barrio Adentro”. Sobre este senhor, o Notalatina fez uma edição em 26 de novembro de 2007 mas que não chamou a atenção de ninguém, apesar da extrema gravidade, pois os brasileiros não estavam interessados em saber o que se passava na Venezuela que eu vinha denunciando há anos. Agora, com a vinda desses 6.000 agentes castristas ao Brasil, é possível que desperte a curiosidade negligenciada antes... Vejam as denúncias que Uberto faz: http://www.youtube.com/watch?feature=player_embedded&v=Wip6D6eeCGQ

Nesse próximo vídeo um médico venezuelano que “desertou” e hoje vive nos Estados Unidos, conta como era sua vida na Venezuela. Saliento que a maioria dos médicos (ou profissionais de outras categorias) cubanos se submetem a sair do país deixando alguém da família como “refém” (também foi assim com Ernesto), na esperança de fugir do “paraíso” e pedir asilo em outro país. O Dr José Luis de la Cruz, entrevistado nesse vídeo, conta - e confirma o que disse Ernesto - que ao chegar na Venezuela recebeu um lugar para morar, alimentação e um salário que era, no seu caso, U$ 160 dólares, enquanto Chávez pagava a Fidel U$ 800 a U$ 1.200 dólares por pessoa. Da idéia de liberdade, o Dr José Luis só soube quando deixou a Venezuela, pois segundo o “regulamento”, eles têm que voltar para seus alojamentos às 5 h. da tarde e de lá não podem mais sair. Mas assistam ao vídeo e conheçam as barbaridades que sofrem esses cubanos no vídeo abaixo: http://www.youtube.com/watch?feature=player_embedded&v=VmYwsTTwtA4

E, finalmente, convido-os a assistir esse vídeo do ex-espião Uberto Mario que publiquei em 2007, sobretudo a partir do minuto 8:55, onde ele fala sobre como os médicos cubanos são controlados e espionados até em seus telefonemas pela Embaixada de Cuba que retransmite TUDO para o controle dos ditadores Castro. http://www.youtube.com/watch?feature=player_embedded&v=grEs8i6gii4

Ernesto me contou ainda que o “encurtamento” do curso da ELAM, além do objetivo de doutrinação ideológica, impede a validação dos diplomas nos países de destino, de modo a que “seus agentes” não desertem como fizeram tantos já desde a Venezuela. Ele me confirmou também que os médicos que foram para a Venezuela têm seus passaportes retidos pela Embaixada e, do mesmo modo que conta Uberto Mario nesse vídeo, recebem cedulação venezuelana para poder votar, um documento que não tem qualquer valor legal fora da Venezuela.

Depois de juntar e analisar todos esses dados, me parece que algumas coisas ficam claras. A vinda desses médicos cubanos ao Brasil serve a alguns fins: fazer doutrinação marxista e enaltecer a revolução cubana e, de passagem, enaltecer o governo brasileiro angariando votos para as eleições de 2014. Como a “eleição” de Maduro está ameaçada, pois a oposição desta vez não aceitou calada a monumental fraude, os Castro querem se assegurar de que se perderem essa “boca” terão outra na reserva, afinal, esses 6.000 médicos cubanos vão custar aos cofres públicos, isto é, o nosso bolso, a bagatela de U$ 792 milhões. Se considerarmos o dólar a R$ 2,00, o custo aproximado será de UM BILHÃO, QUINHENTOS E OITENTA E QUATRO MILHÕS DE REAIS, que poderiam construir ambulatórios e hospitais nos locais menos assistidos, pois os médicos brasileiros não querem ir para os rincões mais distantes por FALTA DE CONDIÇÕES DE TRABALHO!

E para terminar, os questionamentos que me inquietam são: “quem” vai espionar esses médicos no Brasil? Já temos espiões instalados aqui de maneira encoberta e a sociedade que vai pagar esta farra não sabe? Onde vão ficar os “censores”, em um comando central na Embaixada em Brasília ou cada cidade vai ter seu corpo pessoal de espiões? Mais do que saber se esses médicos vêm tratar diarréia, catapora ou pressão alta, é preciso saber dessas questões político-ideológicas e de espionagem, pois se não cuidarmos, não tarda em acontecer o mesmo que na Venezuela que já é uma colônia de Cuba. Se você ama o Brasil, pense nisso. Quero agradecer a Christoffer Alex Souza Pinto pela inestimável ajuda que me prestou. Fiquem com Deus e até a próxima!




Nenhum comentário:

Postar um comentário

Ocorreu um erro neste gadget