terça-feira, 21 de maio de 2013

Coma COMIDA DE VERDADE !!!

Efeito da redução moderada de sal no longo prazo sobre a pressão arterial: revisão sistemática e meta-análise de estudos randomizados publicada pelo BMJ


O objetivo do estudo de revisão sistemática e meta-análise, publicado pelo British Medical Journal, foi determinar os efeitos da redução moderada de sal no longo prazo sobre a pressão arterial, hormônios e lípides.

As fontes de dados usadas foram Medline, Embase, Cochrane Hypertension Group Specialised Register, Cochrane Central Register of Controlled Trials e uma lista de referências de artigos relevantes. Os critérios de inclusão foram ensaios randomizados que tratavam de uma redução modesta na ingestão de sal com duração de pelo menos quatro semanas.

Trinta e quatro estudos (3230 participantes) foram incluídos. A meta-análise mostrou que a alteração média na concentração urinária de sódio (sal reduzido versus sal normal) foi de -75 mmol/24 h (equivalente a uma redução de 4,4 g de sal/dia) e, com a redução do consumo de sal, a alteração média na pressão arterial foi de -4,18 mmHg para a pressão arterial sistólica e -2,06 mmHg para a pressão arterial diastólica. A meta-regressão mostrou que a idade, o grupo étnico, o estado da pressão arterial (hipertensos ou normotensos) e a mudança do sódio urinário em 24 horas foram significativamente associados à queda na pressão arterial sistólica, explicando 68% da variância entre os estudos. Uma redução de 100 mmol no sódio urinário de 24 horas (6 g de sal/dia) foi associada a uma queda na pressão arterial sistólica de 5,8 mmHg (2,5 a 9,2, P=0,001) após ajuste para idade, etnia e status de pressão arterial. Para a pressão diastólica, a idade, o grupo étnico, o estado da pressão sanguínea e a mudança na excreção urinária de sódio em 24 horas explica uma variância de 41% entre os estudos. Meta-análise de subgrupos mostraram que, em pessoas com hipertensão o efeito médio foi -5,39 mmHg (-6,62 a -4,15, I2 = 61%) para a pressão arterial sistólica e -2,82 mmHg (-3,54 a -2,11, I2 = 52 )% para a pressão arterial diastólica. Nas pessoas normotensas, os valores foram -2,42 mmHg (-3,56 a -1,29, I2 = 66%) e -1,00 mmHg (-1,85 a -0,15, I2 = 66%), respectivamente. A análise de subgrupos mostrou ainda que a diminuição da pressão arterial sistólica foi significativa em pessoas brancas e negras e em homens e mulheres. A meta-análise de dados sobre os hormônios e os lipídios mostrou que a variação média foi de 0,26 ng/ml/h para a atividade da renina plasmática (ARP); 73,20 pmol/L para a aldosterona; 187 pmol/L para a noradrenalina (norepinefrina); 37 pmol/L para a adrenalina (epinefrina); 0,05 mmol/L para o colesterol total; 0,05 mmol/L para colesterol de lipoproteínas de baixa densidade; -0,02 mmol/L para o colesterol lipoproteína de alta densidade e 0,04 mmol/L para os triglicérides.

Concluiu-se que uma redução moderada na ingestão de sal por quatro ou mais semanas causa quedas importantes da pressão arterial em indivíduos hipertensos e normotensos, independentemente do sexo e do grupo étnico. A redução de sal está associada a um pequeno aumento fisiológico na atividade da renina plasmática, aldosterona e noradrenalina e não houve alteração significativa nas concentrações de lípides. Estes resultados apoiam os benefícios de uma redução no consumo de sal pela população, o que irá reduzir a pressão arterial desta população e, assim, reduzir as doenças cardiovasculares. A associação observada entre a redução significativa da concentração urinária de sódio em 24 horas e a queda na pressão arterial sistólica indica que maiores reduções na ingestão de sal levarão a quedas maiores na pressão arterial sistólica. As recomendações atuais para reduzir o consumo de sal de 9 a 12g/dia para 5 a 6 g/dia vai ter um grande efeito sobre a pressão arterial, mas uma nova redução para 3 g/dia terá um efeito ainda maior e deve se tornar a meta de longo prazo para a ingestão de sal da população.


NEWS.MED.BR, 2013. Efeito da redução moderada de sal no longo prazo sobre a pressão arterial: revisão sistemática e meta-análise de estudos randomizados publicada pelo BMJ. Disponível em: . Acesso em: 13 abr. 2013.

Causas alimentares, químicas e ambientais que aumentam a doença depressiva nos dias de hoje


É inegável o aumento moderno do número de casos de transtornos afetivos. Todos incriminam o estresse da vida moderna como o grande vilão. Tudo bem, mas há outros fatores, igualmente poderosos, e que, por motivos econômicos, não são divulgados.

O que acontece é que a depressão é causada, grosseiramente simplificado, por problemas com algumas substâncias químicas cerebrais conhecidas como neurotransmissores. Estes neurotransmissores são formados a partir do que recebemos do ambiente, por exemplo,  alimentação, influências físicas, etc. E isto está tudo desvirtuado nos dias de hoje. Hoje em dia, consumimos coisas que há 100 ou 500 anos atrás, nunca consumíamos, e, pelo contrário, não consumimos coisas que há pouco tempo consumíamos. Tudo isto leva à enormes distorções em nossa neuroquímica cerebral, como se segue:

1 Consumimos muito pouco ácido fólico (frutas, verduras), que é uma substância essencial para os neurotransmissores.

2 Consumimos muitas substâncias que prejudicam o funcionamento dos neurotransmissores, por exemplo :

2.a. Todo tipo de óleo. O homem antigo não consumia óleos armazenados (p.ex., litros e mais litros de óleos de soja), óleos animais conservados (p.ex., manteiga de leite, creme de leite, leite gordo), óleos saturados, hidrogenados, gordura trans, frituras, etc. O óleo de nossa alimentação, enquanto “homem antigo”, “homem natural”,  só vinha das próprias plantas (o próprio feijão em o seu óleo, o próprio arroz tem o seu óleo), ou, sobretudo, dos animais (as próprias carnes têm os seus óleos). Hoje já  estamos consumindo  um excesso, e todo tipo de gordura “não-natural”, gorduras que o homem antigo não consumia, e tudo isto prejudica enormemente o funcionamento dos neurotransmissores. Em alguns casos, estes neurotransmissores são aumentados abruptamente, causando até certo “bem-estar”, mas, quando caem, também abruptamente, depletam os estoques de neurotransmissores, gerando ou piorando estados de angústia, ansiedade, depressão.

3 Há várias substâncias químicas que ingerimos no dia a dia, sem o saber, e que são psicoativas, ou seja, agem no cérebro, para o lado ruim. Por exemplo, você sabia que, todos os dias você ingere quantidades consideráveis de: cilamato, sacarina, sorbitol, acessulfame, aspartame, etc? (na pasta de dentes, numa simples gelatina, etc). Todas estas substâncias têm efeito cerebral, psiquiátrico,  geralmente deletério. Igualmente, muitos condimentos, que contem a capseína, encontrada nas pimentas. A tiramina, também encontrada em conservas,  enlatados, vinhos, queijos, frutas cristalizadas, frutas muito amadurecidas, também pode ter efeito deletério sobre a ansiedade e depressão, nestes casos podendo  também produzir enxaqueca (repito, pessoas que não têm a predisposição, consomem isto tudo normalmente).

Substâncias  excitantes são igualmente deletérias, mas a indústria não cansa de exaltá-las , pois isto dá dinheiro. Por exemplo, o efeito excitante do álcool, café, guaraná, chocolate, chá preto,  coca-cola, energéticos, etc, é cantado em prosa e verso. E muitos caem no engodo, pois a curto prazo, a pessoa sente mais energia, força, prazer, humor. No entanto, quando passa o efeito, ou a médio e longo prazo, os prejuízos psiquiátricos são claros, como vejo todos os dias na prática diária. Há pessoas sem problema com depressãoansiedade que podem até sentir-se bem; no entanto, aqueles com estes problemas psiquiátricos podem ter seus problemas majorados ou até desengatilhados por estas substâncias. Isto sem falar na nicotina, cujos prejuízos não é preciso nem ressaltar.

4 Por outro lado, deixamos também de ingerir substâncias muito necessárias para a formação dos tais neurotransmissores, como por exemplo, o triptofano (pode ser consumido como leite desnatado),  o magnésio (pode ser consumido como ervilha), vitaminas do Complexo B (sobretudo frutas e verduras). Deixamos também de consumir os “bons carbohidratos”, que são os das frutas, verduras, mel - frutose, etc, e passamos a consumir só os “maus carbohidratos” (carbohidratos mais “artificiais”, ou seja, não consumidos pelo homem antigo),  p.ex, massas, trigo, arroz, açúcar- sacarose, etc.

5 Sobretudo no interior do país, foi-se deixando de consumir um produto essencial para gerar “bons ácidos graxos”, os peixes. A gordura destes , p.ex., ômega 3,  é muito salutar e importante também para a formação dos neurotransmissores e funcionamento cerebral. Em Goiás mesmo, o consumo de peixes é pífio. Por outro lado, o consumo exagerado de carnes vermelhas, carnes congeladas, carnes muito gordurosas, carnes carbonizadas, ou seja, ricos em radicais livres, oxidantes.  

6 Outros elementos fundamentais para a formação de neurotransmissores são o exercício físico e a luz solar, hábitos também muito deixados de lado. Obesidade e a consequente apneia de sono são elementos que pioram ou cronificam a depressão.

7 Monóxido de carbono, chumbo, mercúrio, substâncias emitidas por poluição, escapamento de carros,  sobretudo o primeiro, estão, também entre as mais deletérias do ponto de vista psiquiátrico, podendo levar, em alguns casos , da depressão até a demência. E hoje, com o aumento enorme do uso de carros, vivemos cada vez mais expostos a estas substâncias.

Em minha experiência como psiquiatra, há muitos pacientes que não obtinham melhoras substanciais apenas com medicação, e que vieram melhorar mais com correção de dieta e hábitos, nesses sentidos apontados acima. Há casos em que consegui controle da depressão e ansiedade crônicas apenas com o controle alimentar, ambiental, físico, hábitos. É mais difícil do que tomar uma pílula, mas muito mais salutar e muito mais mantido, sustentável,  a longo prazo.  

(Marcelo Caixeta, médico psiquiatra)

Fonte: http://www.dm.com.br/texto/92871-causas-alimentares-quamicas-e-ambientais-que-aumentam-a-doenaa-depressiva-nos-dias-de-hoje

Metabolismo no intestino faz carne elevar risco de doença cardiovascular


Não bastasse a gordura e o colesterol, cientistas descobriram mais uma razão pela qual o consumo de carne vermelha aumenta o risco para doenças cardiovasculares. Segundo uma pesquisa publicada na revista Nature Medicine, o metabolismo da substância L-carnitina por bactérias no intestino produz uma substância que favorece o acúmulo de gordura nas paredes arteriais, podendo desencadear um processo de aterosclerose.

A L-carnitina é um nutriente natural da carne vermelha, também presente em bebidas energéticas e consumido como suplemento alimentar, com a promessa de que ajuda a queimar gordura e emagrecer mais rápido. Os resultados da pesquisa, porém, mostraram que um consumo excessivo da substância pode ser prejudicial à saúde. Não por conta da L-carnitina diretamente, mas de uma substância derivada dela, chamada TMAO.

Em uma série de experimentos comparativos, os cientistas demonstram que há uma relação direta entre a produção de TMAO e risco elevado de doenças cardiovasculares. Um risco que ainda não está totalmente quantificado, mas que “parece ser bastante significativo”, segundo o autor principal do estudo, Stanley Hazen, do Departamento de Medicina Celular e Molecular da Cleveland Clinic, em Ohio.

“Há tempos já se sabe que há um fator de risco para doenças cardiovasculares associado ao consumo de carne vermelha; só que as gorduras saturadas e o colesterol não são suficientes para explicar isso. O que estamos mostrando nesse estudo é um novo mecanismo que ajuda a explicar por que esse risco existe”, disse Hazen. “Agora temos mais uma coisa para prestar atenção, e mais um mecanismo no qual podemos intervir na busca de tratamentos.” As análises foram realizadas com camundongos e seres humanos, incluindo comparações entre veganos, vegetarianos e onívoros.

Os resultados indicam fortemente que, quanto maior o nível de TMAO no organismo, maior o risco de desenvolver aterosclerose e outras doenças cardiovasculares. Isso porque o TMAO altera a maneira como o colesterol e os esteroides são metabolizados e inibe um processo chamado “transporte reverso de colesterol”, que resulta num aumento do acúmulo de gordura nas paredes internas das artérias - mesmo que os níveis de colesterol circulante no sangue continuem normais, ressalta Hazen. “Talvez isso explique porque algumas pessoas desenvolvem aterosclerose mesmo sem ter colesterol alto”, pondera o médico.

Bactérias
Os resultados também revelam que quem faz a conversão de L-carnitina em TMAO (passando antes por uma molécula intermediária chamada TMA) são bactérias intestinais - estabelecendo, assim, uma relação inédita entre hábitos alimentares, composição da flora intestinal e doenças cardiovasculares. Sem essa mediação metabólica das bactérias, a L-carnitina não é transformada em TMAO e o risco desaparece.

Camundongos que receberam antibióticos para eliminar sua flora intestinal não produziram TMAO e não desenvolveram aterosclerose, mesmo quando alimentados com níveis elevados de L-carnitina. O mesmo fenômeno foi observado em pessoas vegetarianas ou veganas, o que indica que a dieta influencia a composição da flora intestinal: pessoas que deixam de comer carne aparentemente perdem as bactérias que fazem o metabolismo da L-carnitina e têm níveis naturalmente menores de TMAO.

“A mensagem principal não é que se deva parar de comer carne, mas que a moderação é importante, com uma redução na frequência de consumo e no tamanho das porções”, diz Hazen.



Comentário do Dr. Frederico: Não acredito que o vilão nesse caso seja a carne vermelha e sim as bactérias intestinais, uma flora totalmente alterada e que favorece a conversão da carnitina em TMAO. Se o intestino do indivíduo está saudável, com a flora intestinal equilibrada (sem a presença de uma condição denominada disbiose) essa conversão é minimizada. Se fosse assim o uso de L-carnitina (utilizada há pelos menos 2 décadas em todo mundo, inclusive em cardiopatas e asmáticos) seria prejudicial, o que na verdade não se vê na prática. Cuidemos do nosso intestino !

Fast food aumenta risco de asma, rinite e eczema em crianças e adolescentes


Comer fast food com frequência expõe as crianças a uma série de riscos à saúde, seja aumentando o risco de obesidade ou de serem afetadas por doenças associadas ao excesso de peso. Agora, um novo estudo desenvolvido na Nova Zelândia apontou para outros prejuízos do hábito: jovens que consomem fast food ao menos três vezes por semana têm um maior risco de apresentar quadros graves de asma alérgica, eczema (irritação ou inflamação da pele) e rinite. A pesquisa foi publicada nesta segunda-feira no periódico Thorax, do grupo British Medical Journal (BMJ).

CONHEÇA A PESQUISA

Título original: Do fast foods cause asthma, rhinoconjunctivitis and eczema? Global findings from the International Study of Asthma and Allergies in Childhood (ISAAC) Phase Three
Onde foi divulgada: revista Thorax
Quem fez: Philippa Ellwood, Innes Asher, Luis García-Marcos, Hywel Williams e equipe
Instituição: Universidade de Auckland, Nova Zelândia
Dados de amostragem: 320.000 jovens de 13 a 14 anos e 181.000 crianças de seis a sete anos
Resultado: Comer fast food mais do que três vezes por semana aumenta em 39% o risco de adolescentes terem quadros graves de asma, rinite ou eczema. Em crianças, esse risco é 27% maior.
Para realizar o estudo, pesquisadores da Universidade de Auckland, na Nova Zelândia, se basearam nos dados de aproximadamente 320.000 jovens de 13 a 14 anos e de 181.000 crianças de seis a sete anos de idade. Todos esses participantes haviam sido selecionados para o Estudo Internacional de Asma e Alergias na Infância (Isaac, sigla em inglês), o maior levantamento do tipo, feito a partir de uma parceria entre 100 países.

Nesse estudo, os pais dos jovens relataram se os seus filhos apresentaram, nos últimos 12 meses, sintomas de asma, rinite, conjuntivite ou eczema — e, em caso positivo, eles descreveram a frequência e a gravidade desses sinais. Eles também descreveram os hábitos alimentares das crianças e adolescentes durante o mesmo período, relatando especificamente o consumo de carne vermelha, peixe, frutas, legumes, cereais, pão, macarrão, arroz, margarina, batata, leite, ovos e fast food.

Diante desses dados, os autores do estudo observaram que o fast food foi o único tipo de alimento que se relacionou à incidência e a uma maior gravidade de sintomas de asma, eczema e rinite em ambas as faixas etárias e independentemente de gênero ou do país em que a pessoa vivia. Segundo os resultados, consumir fast food ao menos três vezes por semana, em comparação com não consumir nunca, aumentou em 39% o risco de os adolescentes apresentarem a forma grave de um desses três problemas. Entre as crianças, essa chance foi 27% maior.

Benefícios — No estudo, os autores também descobriram que, por outro lado, as frutas parecem ter um efeito protetor contra essas doenças. Segundo os resultados, comer três ou mais porções desses alimentos por semana já reduz em 11% e 14% a gravidade dos sintomas em adolescentes e crianças, respectivamente.

Para os pesquisadores, esse achado reforça a possibilidade de um efeito causal do fast food sobre essas doenças. Eles acreditam que essa relação se deve ao fato de que esse tipo de alimentação, por ser rico em gorduras saturadas, prejudica o sistema imunológico — efeito contrário do provocado pelas frutas, que o protegem.

Fonte: http://veja.abril.com.br/noticia/saude/fast-food-aumenta-risco-de-asma-rinite-e-eczema-em-criancas-e-adolescentes

Beleza tóxica



A cada dia surgem mais e mais notícias alarmantes sobre a situação do planeta. Ambientalistas insistem para que as pessoas reciclem mais, poupem mais e saibam como consumir sem agredir a natureza.

"Guia Prático do Estilo de Vida Natural", mais do que ajudar você mudar seu comportamento, dá dicas de como ajudar a Terra, poupar os recursos naturais, identificar os produtos danosos e ter uma vida mais simples.

Grande parte das sugestões tem influência significativa no dia a dia. Seja na melhora da saúde por não consumir produtos químicos ou na economia, poupando eletricidade, por exemplo.

Cuidados especiais com as crianças, como cultivar verduras, temperos e frutas em espaços restritos, descobrir inseticidas naturais, utilizar materiais ecológicos e muitas outras ideias, receitas e propostas são apresentadas.

Um dos avisos importantes é a quantidade de produtos químicos que absorvemos sem perceber. Produtos de beleza, por exemplo, possuem algumas substâncias que podem ser muito nocivas para o organismo.

Uma das soluções é saber decifrar o rótulo destes produtos. Veja alguns deles:

Desodorantes
Ingrediente - Alumínio
Procure por - Alumínio zircônio, cloridato de alumínio
Efeitos nocivos - Neurotoxina relacionada ao mal de Alzheimer. Pode provocar doenças cardíacas e pulmonares. Também encontrado em maquiagens.

Produtos com perfume
Ingrediente - Fragrâncias
Procure por - Perfume
Efeitos nocivos - Os perfumes são a mistura de dezenas de produtos químicos e sintéticos que podem causar, asma, irritação na pele, náusea, mudanças de humor, depressão, letargia, irritabilidade e lapsos de memória.

Xampus e Sabonetes
Ingrediente - Detergentes
Procure por - Lauril sulfato de sódio, cocamidopropil betaína, lauril sulfato de amônia, cocamida DEA, cocamida MEA
Efeitos nocivos - Irritação na pele. Podem causar a formação de nitrosaminas, que possuem potencial cancerígeno. Também encontrados em sabonetes comuns e sais de banho.


Guia Prático do Estilo de Vida Natural
Autor: Sheherazade Goldsmith
Editora: Publifolha
Páginas: 224
Quanto: R$ 49,90
Onde comprar: Pelo telefone 0800-140090 ou pelo site da Livraria da Folha


Obs do Dr. Frederico Lobo: Para quem quiser saber um pouco mais sobre o assunto, vale a pena assistir esse vídeo da série: A história das... O vídeo é um excelente trabalho do website Story of Stuffs, mostrando a nocividade dos cosméticos que são usados frequentemente. Produtos carcinogênicos usados na indústria da beleza, nunca receberam a atenção merecida.


Beleza Tóxica: O perigo dos produtos de beleza por Dr. Carlos Braghini Jr



Se você está lendo este artigo neste blog é por que se preocupa não só com a estética, mas com sua saúde. E é óbvio que você em suas andanças pela internet já leu ou recebeu informações sobre a toxicidade de alguns produtos de beleza. E é também muito provável que tenha ficado confusa com informações frequentemente desencontradas.

Vou tentar colocar ordem na casa apresentando um panorama sobre os cosméticos, e o que parece ser consenso entre os especialistas em saúde. Mas antes de tudo, mesmo os textos alarmistas, contendo alguns exageros, estão certos num aspecto: os cosméticos são uma das principais fontes de contaminação por toxinas a que as pessoas se submetem, dia após dia. Mesmo que seus produtos sejam comprados em lojas “naturais” ou tragam em seus rótulos qualquer outro título fruto do marketing verde. Aprender a se proteger pode fazer toda a diferença, até porque é sempre bom lembrar que o maior órgão do corpo humano é a pele.

Aos questionamentos sobre a segurança do uso de certas substâncias tóxicas, a indústria de higiene pessoal geralmente se defende dizendo que elas são usadas em pequenas quantidades e que não causariam problemas maiores.

Na verdade, apesar de estarem realmente em pequenas quantidades, fica cada vez mais claro que sua toxicidade ocorre por dois fatores concomitantes: uso cotidiano e efeito sinérgico. Produtos de beleza são usados de forma contínua, todos os dias, isto é: xampus, cremes, maquiagem, hidratantes etc. Isto significa que você usa em seu corpo produtos que contém toxinas em pequenas quantidades, mas que vão se acumulando progressivamente.

Seu corpo possui uma maquinaria enzimática que foi desenvolvida ao longo de milhões de anos, baseado no tipo de substâncias que entramos em contato ao longo de nossa história na Terra. Só que o desenvolvimento da indústria química atual nos faz entrar em contato com substâncias que nunca existiram antes e que não existem na natureza. Se não são adequadamente metabolizadas e eliminadas, acabam se acumulando em nosso corpo. E é esse efeito cumulativo que traz riscos potenciais.

A outra questão envolvida é que a máxima de que “o todo é maior do que a soma das partes” cabe bem aqui. O corpo pode até conseguir lidar com pequenas quantidades de uma toxina, mas um produto de beleza contém muitas “pequenas quantidades” juntas. E uma acaba por potencializar o efeito tóxico da outra, daí o efeito sinérgico.

Sim, minha amiga – digo amiga, pois os homens sofrem também, mas em menor proporção. Não sei por vocês, mas imaginem uma criança que pinta as unhas ou usa maquiagem: com que idade ela começa a usar produtos de maquiagem e beleza? 14, 15, 18, 20? Não importa quando comece, mas agora pense comigo: quando ela irá para de usar estes produtos? 60, 70, 80, 90? É uma vida inteira acumulando “pequenas” quantidades de inúmeros produtos químicos.

Esta é a razão principal deste artigo: alertá-la para que possa se defender e minimizar a exposição às toxinas e outras substâncias.Muitas das toxinas encontradas em nosso sangue foram absorvidas do meio ambiente; consequentemente, muitas vezes somos os responsáveis por este autoenvenenamento.

A maior parte dos produtos de beleza, maquiagem, perfumes, cremes (sem contar os para lavar as roupas, limpar a casa e até mesmo aquele cheirinho de carro novo) possuem substâncias químicas que rompem o balanço hormonal e afetam negativamente o sistema endócrino.

Estas substâncias recebem o nome de disruptores endócrinos, disruptores ambientais ou xenohormônios. O radical “xeno” quer dizer “estranho". Elas podem se acumular no organismo, levando ao desequilíbrio hormonal.

A grande maioria destes pseudo-hormônios possui ação semelhante ao estrogênio, o hormônio feminino produzido principalmente, pelos ovários. Por isso não é difícil encontrar uma correlação entre o uso de cosméticos e o desequilíbrio hormonal que encontro hoje em mulheres antes dos 40 anos. A maioria está num quadro que o John Lee, o maior estudioso de hormônios femininos chama de dominância estrogênica.

No meu livro, Ecologia Celular, eu trato deste assunto: “O ideal seria controlar a indústria química, algo que está sendo tentado na Europa, onde tramita no Parlamento Europeu o projeto de lei REACH (siglas em inglês de Registro, Avaliação e Autorização de Químicos). É uma questão sensível já que 86% dos 2.500 produtos químicos mais usados carecem de informação pública sobre sua segurança. A própria Agência Europeia do Meio Ambiente reconheceu, em 1998, que "a exposição generalizada em baixas doses de substâncias químicas pode causar danos, possivelmente irreversíveis, especialmente a grupos vulneráveis como crianças e mulheres grávidas".

A realidade é que não devemos aguardar uma ação política em grande escala. Esses agentes químicos encontram-se ao nosso redor, na nossa alimentação, na água, no ar e nos produtos industrializados, e a nossa única opção é decidirmos por nossa própria conta, como consumidores esclarecidos.

Hoje, cerca de 80.000 produtos químicos estão em uso comercial e a cada 20 minutos a indústria coloca mais um no mercado. Por isso, alguns indivíduos contêm mais de 500 destas substâncias em seus próprios corpos.

O The Mount Sinai School of Medicine, de Nova Iorque, testou o sangue e a urina de alguns voluntários e encontrou:
  • 167 componentes químicos industriais, numa média de 91 componentes por pessoa, sendo que dos 167 componentes químicos:
  • 76 são reconhecidamente causadores de câncer em humanos,
  • 94 são tóxicos ao cérebro e ao sistema nervoso,
  • 82 afetam a respiração e os pulmões,
  • 86 afetam o sistema hormonal e
  • 79 provocam defeitos congênitos e/ou distúrbios no desenvolvimento da criança.
Outros pesquisadores vão pelo mesmo caminho: Margareth Schlumpf e suas colegas do Instituto de Farmacologia e Toxicologia da Universidade de Zürich, Suíça, detectaram de que muitos dos produtos químicos largamente utilizados em cosméticos, mimetizam os efeitos dos estrogênios e alavancam anormalidades comportamentais em ratos.

Elas testaram seis produtos químicos comuns utilizados em filtros solares, batons e cosméticos faciais. Cinco dos seis testados – benzofenona-3 (BP3); homosalato; 4-metil-benzilideno-cânfora (4-MBC); octil-metoxicinamato e octil-dimetil-PABA – comportaram-se como estrogênios fortes em testes de laboratório, estimulando as células cancerígenas a crescerem mais rapidamente.

Somente um dos produtos químicos, denominado butil-metoxidibenzoilmetano (B-MDM), mostrou-se não ativo. Um produto químico muito comum em filtros solares, o 4-MBC, apresentou forte correlação com mioma uterino e endometriose, quando misturado com óleo de oliva e aplicado na pele de ratos. "Foi assustador porque utilizamos concentrações presentes na média dos filtros solares", disse Schlumpf. Por tudo isso precisamos começar a nos conscientizar sobre os riscos de aplicar estas substâncias no nosso corpo!

Autor: Dr. Carlos Braghini Jr., médico, especialista em quiropraxia e autor do livro Ecologia Celular.


Estudo detecta chumbo em 400 batons vendidos nos EUA

Pesquisa recente feita pelo governo americano com os 400 batons mais vendidos no país detectou níveis elevados de chumbo na composição dos cosméticos. Segundo o Washington Post, a discussão sobre a quantidade de substâncias químicas nas maquiagens não é novidade, mas a escala do material encontrado foi superior a outros estudos já realizados.

Cinco batons da L'Oréal e da Maybelline, marcas da L'Oréal americana, estavam entre os 10 mais contaminados, segundo o teste da agência de vigilância sanitária dos Estados Unidos (FDA). Além disso, dois produtos da Cover Girl, dois da Nars e um da Stargazer também figuraram na listagem.

O resultado da análise dos componentes presentes nos cosméticos acirra a discussão entre os integrantes da Campanha por Cosméticos Seguros e o governo americano. Há anos o grupo pressiona o governo para que haja regulação no nível de chumbo nos batons.

O FDA defende que os níveis do componente encontrados nos batons não representa risco à segurança dos consumidores, ainda que o mais recente teste tenha apresentando quantidades superiores ao primeiro.

Os integrantes da Campanha, por sua vez, afirma que a vigilância sanitária do país não tem estudos científicos que comprovem que de fato o uso do batom não cause nenhum prejuízo à saúde das mulheres, especialmente as grávidas e as crianças.

Os primeiros relatos de chumbo em batons tiveram início nos anos de 1990 e, em 2007, o grupo Campanha por Cosméticos Seguros testou 33 batons vermelhos para provar que eles excediam o limite aceitado pelo FDA de chumbo em doces. O órgão apontou a comparação como inválida, pois os batons não são feitos para ingerir, como os doces, e em 2008 fez os primeiros testes próprios em 20 cosméticos.

A cientista do Conselho dos Produtos de Cuidado Pessoal, Halyna Breslawec, em entrevista ao Washington Post, declarou que o chumbo não é acrescentado pelas empresas. Segundo ela, eles estão presentes nos corantes feitos a partir de minerais que são aprovados pela vigilância sanitária

Fonte: http://noticias.uol.com.br/ultnot/cienciaesaude/ultimas-noticias/2012/02/16/estudo-feito-pelo-fda-detecta-chumbo-em-400-batons.jhtm

Dica de textos sobre cosméticos e poluição ambiental (dica da nossa amiga Renata S. Esteves do Blog Beleza Orgânica)